L. A. C. - Liga Anti-Cavalo (Parte I)
O meu contacto com os cavalos do Colégio começou no 2º ano, quando recebi umas aulas de volteio como
"prémio" pelos bons resultados literários.
Tal como em relação a qualquer outro prémio que ganhei no Colégio, também neste ninguém me perguntou se o queria receber, e por isso lá fui montar os "bichos". Não foi propriamente uma experiência muito positiva, mas também não foi traumatizante.
No 3º ano, certamente acometido por um acesso de loucura (é o ano de que guardo menos recordações), participei no "despeneiranço" da escolta. Não fui seleccionado, nem fiquei traumatizado.
Entretanto fui crescendo, e "passando pelos intervalos". Até ao 4º ano, só o 5º, 6º e 7º tinham equitação. No 5º ano, passou a haver equitação do 2º ao 4º, e para o 6º e 7º. Só no 6º ano é que me voltei a encontrar com os meus "velhos amigos".
Como era um dos mais altos da turma, era um dos últimos a entrar no picadeiro e a escolher os cavalos, e percebi como nunca o significado da expressão "venha o Diabo e escolha". Um não se deixava montar, outro não "fazia os cantos", outro não andava a galope, outro tentava a todo o transe fazer-me cair, etc. Para ajudar à festa, os meus "amigos" da escolta "praxavam" os menos aptos para o ofício, emitindo todo o tipo de sons provocatórios para enervar os animais (os de baixo, porque os de cima já estavam suficientemente nervosos).
De experiência em experiência, fui ganhando alguma aversão... sendo mais correcto, fui ganhando medo..., ok, ganhei pânico de cavalos.
Cavalo, só mesmo no prato.
Continua em L. A. C. - Liga Anti-Cavalo (Parte II).

