sexta-feira, dezembro 09, 2005

Memórias do Baú V - A Planta da Camarata

A imagem do lado é uma reprodução da planta original da camarata do 1º ano em 1984/85.

Não sendo necessária para ajudar os alunos a encontrar as suas camas, era utilizada para funções "nobres" tais como controlar o "bolo e iogurte" das sextas-feiras. Daí as inúmeras marcações a lápis sucessivamente feitas e apagadas, às quais se juntou um "bolo e iogurte" certamente memorável, pois foi marcado a caneta.

Um exercício curioso que poderão fazer os camaradas que na altura frequentavam o 1º ano é tentar "visualizar" as caras correspondentes a cada número; haverá certamente números que só acreditam que existiram porque estão na planta...

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Graduações 1984/85: "Post-mortem" (Parte I)

"Chagas, achas que consegues, 20 anos depois, fazer um 'post-mortem' dos critérios de nomeação dos graduados do teu curso? Ou apenas o teu caso pessoal...", foi o desafio deixado por um camarada anónimo no "post" Memórias do Baú III - Os Graduados.

Embora me tenham ensinado que não devemos dar crédito a mensagens anónimas, eu tinha já em preparação um "post" sobre este tema, numa visão mais pessoal, pelo que resolvi aceitar o desafio de analisar também a globalidade do processo das graduações. É uma análise (irrelevante) a um tema delicado, pois qualquer crítica poderá ser interpretada como um "ressabiamento" com 20 anos de "maturação", mas... vamos a isto.

Do ponto de vista militar (o único que era relevante para mim na altura), considero que o processo de definição das graduações foi uma "aberração".

Definir as graduações de topo (Comandante de Batalhão e Comandantes de Companhia, se bem me recordo), e depois dizer "agora organizem-se" é como nomear um Comandante para uma unidade militar e pedir-lhe que, entre os oficiais que tem à sua disposição, distribua os galões conforme achar melhor.

O último ano é o corolário de um percurso total de 8 anos no Colégio, e o que se faz de bom ou mau nos 7 primeiros anos tem que ser importante para determinar as responsabilidades que se tem no último ano.

Não tenho conhecimento sobre a forma como as graduações eram feitas nos anos anteriores (com um Director diferente), mas tenho ideia de ouvir falar em duas listas, a "verde" e a "vermelha" (nomes inventados por mim): a "verde" teria os alunos que, devido ao seu percurso, não deviam ter menos do que duas estrelas, e a "vermelha" teria os alunos que, devido ao seu percurso, não deviam ter mais do que uma estrela. Com esta restrição, os resultados apresentariam certamente diferenças, talvez mesmo diferenças significativas.

Assim, foi natural que as escolhas pessoais (relações de amizade e/ou confiança) tivessem um papel mais importante do que deveriam ter. O resultado final (analisando-o à posteriori) não foi mau, mas houve algumas expectativas individuais que ficaram frustradas e algumas funções que não tiveram o "brilho" que requeriam e mereciam.

O comentário que faço refere-se ao ponto de vista militar, porque numa lógica empresarial o método utilizado é o único que funciona. Quando os accionistas nomeiam uma Administração, dão-lhe "carta branca" para que defina a sua equipa de trabalho. Impôr restrições à definição dessa equipa é limitar a responsabilidade da Administração face ao sucesso ou (sobretudo) ao fracasso no atingimento dos objectivos, facto que não é aceitável.

Deste ponto de vista, talvez a ausência de critério tenha sido melhor do que um mau critério. De qualquer forma, como não havia objectivos definidos (pelo menos nunca os vi ou ouvi falar deles), não faz sentido determinar se os mesmos foram atingidos.

Continua em Graduações 1984/85: "Post-mortem" (Parte II).

terça-feira, dezembro 06, 2005

Memórias do Baú IV - As "Pinturas"

O respeito pelo indivíduo sempre foi uma das características do Colégio.

Apesar de haver fobias que deviam fazer os seus portadores ter vontade de "pintar a cara de preto", havia o cuidado por parte dos graduados de as respeitar.

Por exemplo, para os "ratas" que tinham medo do escuro, era criada a alternativa de serem pintados fora da camarata, com as luzes acesas... ;-)

Fotografados: 498/84, 583/78, 114/84.

Para acederes ao "post" anterior sobre as "pinturas", clica aqui.

Para acederes ao "post" seguinte sobre as "pinturas", clica aqui.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Memórias do Baú III - Os Graduados


Esta fotografia apresenta os graduados da 1ª companhia em 1984/85, na 1ª noite do ano (antes da preparação para a Abertura Solene).

Em pé, da esquerda para a direita:

335/76 - Morais, Comandante (**) do 4º Pelotão;
357/77 - Chagas, Comandante de Secção (*) do 1º Pelotão;
207/78 - Santos, Comandante (***) do 1º Pelotão;
358/77 - Correia, Comandante de Companhia;
467/77 - Henriques, Comandante de Secção (*) do 2º Pelotão;
151/77 - Barreiros, Comandante de Secção (*) do 3º Pelotão;
47/77 - Freire, Comandante de Secção (*) do 1º Pelotão.

Em baixo, da esquerda para a direita:

439/76 - Bettencourt, Comandante de Secção (*) do 2º Pelotão;
401/77 - Simões, Comandante de Secção (*) do 4º Pelotão;
522/77 - Arantes, Comandante (**) do 3º Pelotão;
597/78 - Bonifácio, Comandante (**) do 2º Pelotão.

Devido ao facto de haver mais alunos finalistas do que o número de lugares de graduados, a 1ª Companhia ficou com mais dois graduados do que era habitual, ficando cada um dos pelotões do 1º ano com dois Comandantes de Secção (*).

domingo, dezembro 04, 2005

Memórias Fotográficas - Alteração da Designação

Dado que comecei a usar este meio para divulgar algumas fotografias antigas que tenho, e que o sucesso tem sido "estrondoso" (chega a haver dias em que o número de visitas atinge os dois dígitos!), vou aproveitar para ir ao "baú" buscar mais algumas coisas que considero interessante partilhar.

Sendo assim, a rúbrica até agora chamada "Memórias Fotográficas" passará a chamar-se "Memórias do Baú".

Espero não tirar do "baú" nada que seja especialmente embaraçoso para algum camarada. Se isso acontecer, há que não esquecer que são as adversidades que moldam o carácter...

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Memórias Fotográficas II - As "Pinturas"


Um Porto-Benfica em perspectiva, com os adeptos vestidos e pintados a rigor...

Fotografados: 256/84, 257/84.

Para acederes ao "post" anterior sobre as "pinturas", clica aqui.

Para acederes ao "post" seguinte sobre as "pinturas", clica aqui.

quarta-feira, novembro 30, 2005

L. A. C. - Liga Anti-Cavalo (Parte II)

Continuação de L. A. C. - Liga Anti-Cavalo (Parte I).

No 7° ano, a aula semanal de equitação era à quarta-feira ao último tempo da manhã (naquela altura não havia aulas à tarde).

Eu normalmente começava a tremer na terça-feira ao jantar. Não era nada que eu conseguisse controlar, simplesmente acontecia. Depois do jantar, ia pedir as botas de montar emprestadas, e aquele cheirinho a cavalo permitia-me antecipar as sensações do dia seguinte...

Quarta-feira. Alvorada. É hoje!...

Antes da aula de equitação havia uma aula de Matemática, na qual era difícil manter a concentração. No fim, havia uma rápida ida à casa de banho para esvaziar a bexiga. Depois era o "passeio" até ao picadeiro. Ao chegar, nova ida à casa de banho - afinal a bexiga ainda não estava bem vazia...

Antes de formar, impunha-se uma passagem rápida pelas traseiras do picadeiro, para avaliar os "adversários". Que cavalos é que vieram? Quais é que ainda não foram rodados esta semana? Quais é que estão especialmente nervosos hoje?

Aqui é que as coisas começavam a correr muito mal para alguns "valentes"... É que havia entre a malta um acordo implícito que reservava alguns cavalos para alguns cavaleiros, e quando um desses cavalos faltava, era o pânico! O cavaleiro entrava num frenesim em que não sabia se havia de tentar roubar um dos cavalos "reservados" para um camarada, ou se havia de ficar para as "sobras", cujas "manhas" não conhecia.

Pela minha parte, especializei-me nas "sobras", e fiquei ocasionalmente com um ou outro dos "reservados", quando o respectivo cavaleiro faltava.

Quem estava sempre lixado era o Chefe de Turma (207 - Santos), que tinha que ir ao gabinete do Dores dizer quem faltava, e ficava com as "sobras das sobras". Parece-me que o estou a ver a entrar e a avançar resignado para a sua "montada"... Pelo menos, não tinha a angústia da escolha!

Continua em L. A. C. - Liga Anti-Cavalo (Parte III).

segunda-feira, novembro 28, 2005

Memórias Fotográficas I - As "Pinturas"


Não sei qual é a origem desta tradição, ou se tem algum significado histórico associado.

Na última noite do primeiro período do ano lectivo de 1984/85, lá fomos nós dar largas ao nosso talento e à nossa criatividade...

Fotografados: 129/84, 120/84, 435/84, 441/84, 142/84, 140/84, 145/84, 128/84, 157/84.

Para acederes ao "post" seguinte sobre as "pinturas", clica aqui.

Memórias Fotográficas (Introdução)

Por vezes estamos demasiado envolvidos no presente para perceber que o vamos querer recordar no futuro, ou estamos tão empenhados em recordar o instante para o futuro, que acabamos por não o viver no presente.

Ao longo dos anos, tenho procurado fotografar os momentos mais importantes, mais curiosos, etc, "para mais tarde recordar". Só me arrependo de não ter tirado mais fotografias no passado, mas quando o orçamento é limitado há que gerir as prioridades.

As fotografias têm um inconveniente: o fotógrafo raramente aparece. Isto faz com que, em vez de documentar a sua vida, o fotógrafo acabe por documentar a vida dos outros...

A partir de hoje, vou iniciar a publicação das fotografias que tirei no último ano do Colégio.

Uma vez que quer os negativos quer as fotos já não estão nas melhores condições, e em alguns casos a máquina utilizada também já não estava nas melhores condições, tenho que fazer algum trabalho de preparação das imagens, o que faz com que não as consiga publicar com uma frequência muito elevada.

Por outro lado, dado que o número de imagens é limitado, cada uma tem que ser "absorvida" com tempo... há que fazer "render o peixe"!

Espero que as fotografias possam reavivar as (boas) memórias dos tempos passados no Colégio!

terça-feira, novembro 15, 2005

L. A. C. - Liga Anti-Cavalo (Parte I)

O meu contacto com os cavalos do Colégio começou no 2º ano, quando recebi umas aulas de volteio como
"prémio" pelos bons resultados literários.

Tal como em relação a qualquer outro prémio que ganhei no Colégio, também neste ninguém me perguntou se o queria receber, e por isso lá fui montar os "bichos". Não foi propriamente uma experiência muito positiva, mas também não foi traumatizante.

No 3º ano, certamente acometido por um acesso de loucura (é o ano de que guardo menos recordações), participei no "despeneiranço" da escolta. Não fui seleccionado, nem fiquei traumatizado.

Entretanto fui crescendo, e "passando pelos intervalos". Até ao 4º ano, só o 5º, 6º e 7º tinham equitação. No 5º ano, passou a haver equitação do 2º ao 4º, e para o 6º e 7º. Só no 6º ano é que me voltei a encontrar com os meus "velhos amigos".

Como era um dos mais altos da turma, era um dos últimos a entrar no picadeiro e a escolher os cavalos, e percebi como nunca o significado da expressão "venha o Diabo e escolha". Um não se deixava montar, outro não "fazia os cantos", outro não andava a galope, outro tentava a todo o transe fazer-me cair, etc. Para ajudar à festa, os meus "amigos" da escolta "praxavam" os menos aptos para o ofício, emitindo todo o tipo de sons provocatórios para enervar os animais (os de baixo, porque os de cima já estavam suficientemente nervosos).

De experiência em experiência, fui ganhando alguma aversão... sendo mais correcto, fui ganhando medo..., ok, ganhei pânico de cavalos.

Cavalo, só mesmo no prato.

Continua em L. A. C. - Liga Anti-Cavalo (Parte II).

segunda-feira, novembro 14, 2005

O "Potente" (403/77) em Grande Estilo


O nosso "Potente" (403/77, também conhecido por "Nhordo") continua em grande estilo e foi nomeado Chefe de Divisão da Câmara Municipal de Oeiras, de acordo com o jornal "Oeiras Actual" (publicação da CMO).

Depois de ser um "pilar" da nossa equipa de Rugby, é agora um "pilar" da Promoção da Habitação.

Alguém precisa de casa?

A Última Aula do "Bata"

Decorreu no passado dia 2005/06/21 a última aula da carreira do "Bata".

Como não podia deixar de ser, o nosso curso fez-se representar. Afinal de contas, estivemos presentes na "estreia" do "Bata" no Colégio, pelo que tínhamos que estar presentes na sua despedida.

Feita a apresentação ("somos do curso do Tribolet!"), tivemos a oportunidade de "boicotar" a aula, já que o "Bata" começou a contar histórias do passado e dar recomendações aos alunos, que o escutavam com ar de "seca".

Ao contrário do que esperávamos, os “putos” não têm com o “Bata” uma relação minimamente parecida com a que nós tivemos. “O ano passado abusámos e houve umas chatices…”, disse-nos um deles. Pois é, o “Bata” não é a pessoa certa para se abusar…

De acordo com o “Bata”, a qualidade dos alunos é, em média, bastante inferior à dos “nossos tempos”, apesar de haver um “puto” que teve 20,3 num dos testes (o teste tinha uma pergunta adicional que valia 1 valor). Essa menor qualidade, a falta de empenho por parte dos alunos e a inexistência de uma ligação emocional forte ao curso foram alguns dos motivos que levaram o “Bata” a “abandoná-los” no 7º ano, não os levando até ao fim.

Disse-nos que, apesar de se ir reformar, possivelmente vai continuar a dar algumas aulas (fora do Colégio), para não “enferrujar”.