terça-feira, janeiro 31, 2006

Caracterização dos Visitantes

Fecho o mês de Janeiro com a apresentação das respostas à questão que coloquei neste "blog" nas últimas duas semanas.

Os visitantes têm-se dividido essencialmente em 5 grupos, com representatividades aproximadas entre si:

1) Os ex-alunos do meu curso;

2) Os ex-alunos de quem fui graduado;

3) Os ex-alunos do meu tempo;

4) Os ex-alunos depois do meu tempo;

5) Os actuais alunos.

Os ex-alunos anteriores a 1960 não têm qualquer representatividade.

Esta distribuição tem a ver essencialmente com os "meios de comunicação" nos quais "publicitei" o "blog", e também na maior ou menor apetência que cada geração tem para a utilização do computador.

Acima de tudo, estou-me a divertir com isto. Espero que estejam a gostar.

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Memórias do Baú XX - A Imposição das Graduações


Os graduados da 1ª Companhia de 1984/85, na cerimónia de imposição das graduações.

Da esquerda para a direita:

**: 522/77 - Arantes
*: 47/77 - Freire
***: 207/78 - Santos
Comandante: 358/77 - Correia
**: 597/78 - Bonifácio
*: 401/77 - Simões
*: 151/77 - Barreiros
*: 357/77 - Chagas
*: 439/76 - Bettencourt
*: 467/77 - Henriques

Ausente:

**: 335/76 - Morais

Aparecem também na fotografia alguns graduados do ano anterior: 163/76, 392/75, 548/77, 383/76 e 34/76.

Para acederes ao "post" anterior sobre a imposição das graduações, clica aqui.

sábado, janeiro 28, 2006

Onde Está o "Fru-Fru"?

Sempre achei de design questionável os quadros que estavam nas "Salas de Leitura" das Companhias e nos quais se apresentavam as fotografias dos respectivos Comandantes ao longo dos anos.

Entretanto, alguém os substituiu por outros de design igualmente questionável, de execução desastrosa - parecem ter sido feitos pelos alunos do 1º ano, numa das primeiras aulas de Trabalhos Manuais - e, sobretudo, com informação errada.

O Comandante da 1ª Companhia em 1984/85, para o qual não há fotografia, está identificado como o 596 - Rocha de Magalhães (que entrou em 1963 e saiu em 1970), quando foi o 358 - Neves Correia ("Fru-Fru"). Não verifiquei os outros com atenção, mas pareceu-me haver mais erros.

Espero que alguém de responsabilidade leia este "post" e proceda às correcções na primeira aula de Trabalhos Manuais do próximo ano lectivo...

sexta-feira, janeiro 27, 2006

As Medalhas Que Ninguém Ganhou (Parte II)

Continuação de As Medalhas Que Ninguém Ganhou (Parte I).


Medalha de Aptidão Militar e Física do 8º Ano

No estágio de graduados do princípio do 8º ano falava-se de uma viagem da Classe Especial aos Açores feita durante as férias, e que não tinha corrido nada bem do ponto de vista disciplinar.

Estando já o ano lectivo "fechado", não tinha sido possível proceder à correspondente acção disciplinar, pelo que se especulava sobre as consequências que o incidente poderia ter ao nível das graduações, sabendo-se que muitos dos candidatos às graduações mais elevadas pertenciam à Classe Especial.

O novo Director achou que não fazia sentido que as graduações fossem condicionadas pelo incidente, e aparentemente o problema ficou ultrapassado.

Mas só aparentemente, porque os oficiais se encarregaram da "vingança"... a frio, como se recomenda.

Ao longo dos 3 períodos escolares, foram "ajustando contas" com os elementos da Classe Especial, dando-lhes na disciplina de Instrução Militar os "fatídicos" 13 valores que nenhum 20 a Educação Física conseguiria equilibrar, já que era uma condição para "ir à medalha" que os alunos tivessem pelo menos 14 valores a todas as disciplinas em todos os períodos.

As únicas notas "decentes" (16 valores) foram atribuídas a alunos do 4º grupo de ginástica, cuja esperança de "ir à medalha" era nula, uma vez que as suas notas a Educação Física variavam geralmente entre os 10 e os 12 valores.

Houve alguns casos de alunos da Classe Especial aos quais não foi necessário aplicar o "castigo": alunos que tinham notas fracas na componente literária, e que acabaram por chumbar o ano, e alunos que se "despistaram" à conta de outra qualquer acção disciplinar.

No fim do ano lectivo, objectivo atingido! Nem uma medalha para "contar a história"...

Continua em As Medalhas Que Ninguém Ganhou (Parte III).

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Memórias do Baú XIX - As Redacções

Uma redacção sobre o tema "O Colégio Militar".



Autor: 363/84.

Para acederes ao "post" anterior sobre as Redacções, clica aqui.

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segunda-feira, janeiro 23, 2006

Memórias do Baú XVIII - A Imposição das Graduações


Aqui está a fotografia e a lista completa dos graduados de 1984/85, na cerimónia de imposição das graduações realizada na Feitoria.

Comando
Comandante de Batalhão: 376/77 - Pires Lopes
Adjunto: 583/78 - Almeida
***: 451/76 - Oliveira
Porta-Bandeira (***): 66/77 - Tribolet de Abreu
Porta-Guião (**): 82/77 - Freire

Escolta
Comandante: 33/77 - Fernandes
**: 92/77 - Silva
*: 248/77 - Mendes

1ª Companhia
Comandante: 358/77 - Correia
***: 207/78 - Santos
**: 597/78 - Bonifácio
**: 522/77 - Arantes
**: 335/76 - Morais
*: 47/77 - Freire
*: 357/77 - Chagas
*: 439/76 - Bettencourt
*: 467/77 - Henriques
*: 151/77 - Barreiros
*: 401/77 - Simões

2ª Companhia
Comandante: 187/77 - Pinheiro da Silva
***: 338/78 - Grilo
**: 79/77 - Rodeia
**: 214/77 - Palma
**: 308/76 - Roberto
*: 125/77 - Godinho
*: 484/77 - Lourenço
*: 555/77 - Coelho
*: 18/76 - Ribeiro

3ª Companhia
Comandante: 481/77 - Ribeiro
***: 346/77 - Sarmento
**: 339/78 - Rosa
**: 260/76 - Ribeiro
**: 62/77 - Silva
*: 459/77 - Pardal
*: 350/77 - Barrigão
*: 238/77 - Afonso
*: 315/77 - Matos
*: 314/77 - Santos
*: 492/77 - Casquilho
*: 52/77 - Nunes

4ª Companhia
Comandante: 362/77 - Ferreira
***: 448/76 - Pereira
**: 2/76 - Barreto
**: 220/77 - Almendra
**: 136/76 - Loureiro
*: 255/76 - Capela
*: 446/76 - Barreto
*: 131/76 - Raminhas
*: 312/76 - Fernandes
*: 104/76 - Madureira

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sexta-feira, janeiro 20, 2006

As Elites da Elite (Parte I)

Continuação de As Elites da Elite (Introdução).

O "Quadro de Honra"

O "Quadro de Honra" era, por definição, uma das elites do Colégio do meu tempo, uma vez que era formado pelos alunos que, no período anterior, tinham obedecido a um conjunto de requisitos que os distinguiam dos restantes.

O sucesso na componente literária é, por definição, individual; para além disso, alguns alunos faziam da diferenciação a sua motivação (em alguns casos, era a única forma de obterem a atenção ou admiração dos camaradas, professores e oficiais), pelo que não cooperavam com os restantes camaradas, e em especial com os "rivais" directos.

Assim, qualquer iniciativa que pudesse ser desenvolvida em conjunto e contribuir para a valorização do "Quadro de Honra" enquanto grupo, ficava seriamente comprometida à partida.

Por seu lado, a organização também não valorizava especialmente este grupo. Para além da afixação discreta no corredor da Companhia e na entrada principal do Colégio, não havia qualquer outra forma de "puxar" pelos alunos enquanto grupo, motivando-os para cooperarem uns com os outros para o seu próprio bem e para o bem do Colégio.

Quer pela sua falta de organização, quer pelo pouco protagonismo que a organização lhe dava, esta era, assim, a elite mais fraca; no entanto, o número de alunos que tinha no "Quadro de Honra", e a correspondente tradução em medalhas no fim do ano, não deixavam de ser uma medida do prestígio de cada curso enquanto colectivo.

Continua em As Elites da Elite (Parte II).

quinta-feira, janeiro 19, 2006

O Meu (Desen)Canto


No documento em que coloquei a minha visão sobre o futuro do Colégio referi que "os cantos dos graduados têm armários desordenados e desarrumados, roupa suja por todo o lado, posters de carros e de gajas colados nas paredes, etc.".

Não era minha intenção generalizar (e muito menos ofender alguém), embora efectivamente esse fosse o panorama geral das camaratas em que entrei (2ª companhia).

Deixo-vos a (infelizmente) única fotografia que tirei (com o telemóvel), e que podem comparar com o meu canto "careta" de 1984... ;-)

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Memórias do Baú XVII - O "Enxoval" (Parte II)

Continuação de Memórias do Baú XI - O "Enxoval" (Parte I).



As "cobertas de paninho" eram uma das marcas essenciais na imagem de uma camarata dos anos 70/80: luminosa e aprumada.

Com o passar dos anos e a renovação do material, a camarata foi "escurecendo"...

Primeiro veio a troca dos armários de madeira clara pelos metálicos escuros; depois, a troca das camas verdes claras pelas camas verdes escuras, e a troca da coberta branca por uma "café com leite", que se dobra para debaixo do colchão.

Cada ex-aluno guarda a imagem das suas camaratas, e gostaria de a reencontrar de cada vez que vai ao Colégio; no entanto, há imperativos de funcionalidade e custos que obrigam à mudança, e por isso há que compreender que o material se vá renovando.

Mas porque é que acabaram com as "cobertas de paninho"?...

Continua em Memórias do Baú XXIII - O "Enxoval" (Parte III).

terça-feira, janeiro 17, 2006

As Elites da Elite (Introdução)

Elite (substantivo feminino):

1. minoria prestigiada constituída por aqueles que são considerados superiores;

2. o que há de melhor numa sociedade ou num determinado grupo.

Muitos ex-alunos, quando falam no Colégio, usam a palavra "elite", mas têm o cuidado de dizer "no bom sentido", como se o sentido normal da palavra "elite", por si só ou associada ao Colégio, fosse mau.

Não devemos ter vergonha de assumir que o Colégio não procura formar "resmas" de jovens indiferenciados, mas sim um grupo limitado com valores humanos e sociais bem definidos, e que, neste aspecto, se destacam como conjunto face à média, constituindo assim uma elite.

O Colégio não surgiu certamente com o objectivo de formar uma elite, mas acabou por fazê-lo, devido à qualidade do ensino que ministrava. Devido a esse facto, começou a ser procurado por uma das elites da época - as Forças Armadas - para educar os seus filhos, tornando-se num estabelecimento que formava uma elite a partir dos filhos da elite.

Hoje as Forças Armadas já não são uma elite, e o espectro de "recrutamento" do Colégio é muito alargado; ainda assim, continua-se certamente a procurar formar uma elite.

No Colégio do meu tempo havia 3 elites, todas com características e graus de importância diferentes.

Nesta série procurarei escrever um pouco sobre cada uma delas, em crescendo face ao seu grau de importância no Colégio.

Continua em As Elites da Elite (Parte I).

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Memórias do Baú XVI - A "Noite dos Fantasmas"


Mais uma "alma penada" que apareceu naquela noite, e que ainda hoje gosta de vaguear pelos corredores do Colégio, esperando nunca ser exorcizada...

Fotografado: 357/77.

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sexta-feira, janeiro 13, 2006

As Medalhas Que Ninguém Ganhou (Parte I)

Continuação de As Medalhas Que Ninguém Ganhou (Introdução).


Medalha de Aplicação Literária do 3º Ano

No ano lectivo de 1979/80, a Direcção do Colégio alterou os regulamentos das medalhas. Possivelmente achou que, com os regulamentos que existiam, era fácil "ir à medalha".

Nos dois anos anteriores tinha havido, em média, cerca de 80 medalhas de Aplicação Literária e 80 medalhas de Aptidão Militar e Física (*), o que a Direcção terá considerado excessivo para um Batalhão com cerca de 600 alunos. Por isso, resolveu passar a exigir que fosse necessário ter classificações mínimas de 4 (até ao 5º ano) ou 14 (do 6º ano em diante) a todas as disciplinas que contavam para cada medalha, em todos os períodos.

Independentemente da legitimidade que existia para a tomada da decisão, que era total, a decisão foi tomada, ou pelo menos comunicada aos professores e alunos, já no decorrer do 2º período, com efeitos retroactivos em relação ao 1º período.

Verificou-se, entretanto, que todos os alunos do 3º ano tinham tido pelo menos um 3 no 1º período, seja porque não se tinham esforçado o suficiente, seja porque os professores os tinham resolvido "motivar" para que no período seguinte o 4 fosse mais claro e mais merecido ("tu até podias ter um 4, mas era um 4 'fraquinho', e eu sei que tu és capaz de fazer melhor; por isso, vou-te dar um 3 como forma de te motivar").

Esta "razia" foi generalizada a todo o Batalhão, sendo que nesse ano apenas houve 11 medalhas de Aplicação Literária e 22 de Aptidão Militar e Física (4 delas para o 3º ano), números claramente anormais face a tudo o que se passou nos anos anteriores e nos anos seguintes.

Os protestos dos alunos "esbarraram" na indiferença, e quem sabe até na satisfação da Direcção. De facto, para quem tinha como objectivo reduzir o número de medalhas, passar de 80 para 11 era um resultado muito bom; considerando o meu curso, reduzir de 16 medalhas para zero podia mesmo ser considerado excelente.

Quanto ao conceito de que "não se mudam as regras a meio do jogo", foi certamente considerada "um detalhe"...

Pior do que tomar uma decisão errada, é ver as suas consequências a desenharem-se, ter meios para a alterar (nomeadamente tempo), e não ter a humildade de o fazer.

Ccontinua em As Medalhas Que Ninguém Ganhou (Parte II).

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(*) Dados extraídos da "História do Colégio Militar", Volume II.

quinta-feira, janeiro 12, 2006

"Foto Delgado"

Caros camaradas,

este post estava escrito e previsto no meu "alinhamento editorial" para ser publicado no próximo dia 15 de Janeiro.

Entretanto, soube através do blog de um camarada que o Sr. Delgado tinha falecido.

Aqui fica a antecipação do post (tal como estava escrito), como uma homenagem sentida a quem "congelou" muitas das nossas memórias mais felizes.

Zacatraz!

Pedro Chagas
357/77


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Algumas das melhores memórias da minha vida têm atrás o carimbo "Foto Delgado".

O Sr. Delgado (ou "Chulógrafo", como era "carinhosamente" conhecido) já estava no Colégio quando eu entrei, e por lá continua, pelo que já deve ultrapassar os 30 anos como "fotógrafo oficial".

Não havia acontecimento da vida colegial no qual não estivesse presente. Abertura Solene e "3 de Março"? "Foto Delgado". "Mocada"? "Foto Delgado". Peregrinações a Fátima? "Foto Delgado". Actividades desportivas das quartas-feiras? "Foto Delgado".

Récita? Estágio de Graduados? Semana de Campo na Carregueira? Crisma? Baile de Finalistas? Visitas de ex-alunos? Sempre "Foto Delgado".

O Sr. Delgado documentou com grande detalhe várias décadas de história do Colégio, merecendo por isso o seu lugar na mesma.

(Serve também o presente "post" - sincero - para dizer que vou publicar, sem autorização formal mas com a devida reverência, fotografias da "Foto Delgado" do meu tempo de aluno... ;-))

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Memórias do Baú XV - As Requisições


Mais um "rata" que violou o princípio de que as requisições amarelas se destinam exclusivamente a material escolar...

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segunda-feira, janeiro 09, 2006

Memórias do Baú XIV - O Meu Canto


Este é o meu canto, em Dezembro de 1984. Para além da cama, havia:

1) uma mesa quadrada, com um cobertor a fazer de toalha;

2) uma cadeira almofadada no tampo e nas costas (do mesmo tipo das existentes na "Sala de Leitura");

3) dois armários (um é visível do lado esquerdo; o outro não aparece na fotografia, porque está à direita da mesa);

4) um candeeiro para estudar à noite, pendurado nos fios do estore;

5) um radio/leitor de cassetes, para ouvir "até à exaustão" as minhas cassetes dos Genesis (nota importante: até aquela altura, os Genesis tinham quase só albuns bons).

Do lado esquerdo são visíveis os armários castanhos com vidros que ocupavam os dois topos das camaratas, e que serviam para guardar a farda de pano (com a camisa branca abotoada por fora) e os sapatos ou botas pretas. Estes armários eram necessários até ao fim da década de 70, uma vez que os armários para os alunos eram muito pequenos, não permitindo guardar todo o "enxoval".

Mesmo depois de substituídos os armários pequenos de madeira pelos armários metálicos "tipo tropa", os armários castanhos ficaram "por inércia", até que no princípio de 1985 conseguimos convencer o oficial Comandante de Companhia a mandar retirá-los, ganhando assim algum espaço e mais umas paredes livres.

A minha cama tinha seis cobertores, e à noite ainda usava um saco de água quente, um radiador (que também funcionava como torradeira) virado para mim, e o capote por cima. Que inverno tão frio que foi aquele...

domingo, janeiro 08, 2006

As Medalhas Que Ninguém Ganhou (Introdução)


As medalhas premeiam o mérito individual dos alunos. Cada uma conta uma história diferente, feita de esforço e dedicação, temperados com alguma sorte e uma ou outra "ajuda providencial".

Associadas às medalhas há também histórias "dramáticas", nas quais faltou "o último esforço", houve azar, não houve a ajuda necessária ou, simplesmente, o oficial apareceu na altura errada e não "foi na cantiga"... ;-)

Aplicando a "lei dos grandes números", dir-se-á que o sistema tende para uma posição de equilíbrio, ou seja, existirá no fim do curso uma correlação entre o número de medalhas conquistadas e o mérito de quem as conquistou.

Há, no entanto, situações que não são facilmente explicáveis pelos factores habituais: aquelas em que ninguém ganha uma determinada medalha. Estas situações desafiam a lógica e a estatística, e têm geralmente uma explicação concreta, se bem que nem sempre óbvia.

Dentro deste tópico, designado por "As Medalhas Que Ninguém Ganhou", vou analisar os casos em que, independentemente do mérito e do esforço, houve uma "força superior" que determinou o resultado final.

Ou será que não houve?

Continua em As Medalhas Que Ninguém Ganhou (Parte I).

sábado, janeiro 07, 2006

1.000 Visitas

As primeiras 1.000 é que custam. A partir de agora, é "sempre a abrir"...

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Graduações 1984/85: "Post-mortem" (Parte III)

Continuação de Graduações 1984/85: "Post-mortem" (Parte II).

Parti para o 8º ano com um objectivo: ser graduado do 1º ano.

Há anos da vivência colegial que são mais marcantes do que outros, geralmente em função da idade dos alunos e correspondente apetência a "absorver" o que lhes é transmitido. O 1º ano é um desses anos, pois representa uma mudança muito significativa na vida dos alunos, e é essencial que essa mudança seja bem enquadrada, por forma a evitar problemas sérios de rejeição.

No Estágio de Graduados, depois de nomeados os Comandantes de Companhia, os restantes alunos dividiram-se pelas Companhias de acordo com as suas preferências e com os convites que lhes foram dirigidos. O 1º ano teria 6 graduados, uma vez que havia mais alunos no curso do que os necessários para uma configuração "normal", e não foi difícil para mim encontrar um lugar dentro desse grupo.

O Comandante de Companhia ("Fru-fru") escolheu então os dois camaradas que iriam comandar os pelotões. Essa escolha - com a qual concordei - não me contemplava, pelo que fui ocupar a posição de "sorja". Poderia fazer o discurso do tipo "a graduação era irrelevante", mas não quero gozar com a vossa inteligência. Digamos apenas que, tendo em conta o objectivo principal e a homogeneidade(*) da "concorrência", foi a solução possível.

Durante os 7 anos anteriores, foram inúmeros os exemplos de desvalorização do papel dos "sorjas" a que tive o desprazer de assistir. Como "sorja" era a graduação mais baixa, qualquer graduado, por mais "besta" que fosse, era pelo menos "sorja", o que ajudava a conotar a imagem dos "sorjas" com comportamentos desleixados ou até desequilibrados.

Houve duas excepções a este comportamento que me marcaram: os "sorjas" que apanhei no 1º ano e os que apanhei no 4º ano.

Quanto aos do 1º ano, foi talvez "por definição": ser "sorja" do 1º ano é claramente uma má escolha para quem quer ser "sorna"; o trabalho de formar e acompanhar os "ratas" não dá "tréguas".

O 4º ano correspondeu ao 1º ano em que o Colégio passou a ter 8 anos. Dado que houve muitos graduados que optaram por fazer o "propedêutico" fora do Colégio, houve necessidade de ir buscar graduados ao 7º ano. Sendo assim, nesse ano os "sorjas" eram, na sua maioria, a "nata" do 7º ano. Em alguns casos, os "sorjas" tinham claramente mais empenho, bom-senso e maturidade do que os graduados que os (/nos) comandavam...

As minhas expectativas de poder vir a comandar o que quer que fosse - nem que fosse só ocasionalmente, por substituição -, essas sim, ficaram seriamente abaladas com a definição das graduações... ;-)

Senão vejamos...

As regras determinavam que o nível de graduação era o primeiro critério para a definição da hierarquia. Em termos de desempate entre graduados com o mesmo nível, a companhia mais "moderna" era a 1ª - a minha -, dentro da Companhia, o Pelotão mais "moderno" era o 1º - o meu - e, dentro deste, se houvesse graduados em igualdade de cicunstâncias (que era o caso, uma vez que o Pelotão tinha dois "sorjas"), aplicava-se o tradicional desempate colegial, mediante o qual o mais "moderno" era o que tinha o número mais alto - EU!

Isto significava que, para que eu pudesse comandar o meu Pelotão, a minha Companhia ou o Batalhão, teriam que sair ou estar incapacitados, respectivamente, 2, 10, ou 46 camaradas na minha linha directa de comando. Não era fácil... ;-)

Continua em Graduações 1984/85: "Post-mortem" (Parte IV - O "Pai Natal").

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(*) Homogeneidade da "concorrência": 4 dos 5 alunos habitualmente "candidatos" à medalha de Ouro de Aplicação Literária na "recta final" do curso e com "MB" a comportamento estavam no grupo de graduados do 1º ano (a fotografia é do princípio do 7º ano). Pelo menos nestes aspectos, a "concorrência" era homegénea.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Memórias do Baú XIII - As Redacções

Ocasionalmente, como "praxe" ou como "antídoto" para alguma "irreverência infantil", era pedido aos "ratas" que fizessem redacções de uma página sobre um tema pré-definido, normalmente relacionado com o Colégio: os graduados (ou um graduado em concreto), a entrada no Colégio, etc.

Inicia-se neste "post" a publicação dessas redacções, que são um contributo para o conhecimento da realidade da época... ;-)



Autor: 431/84.

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segunda-feira, janeiro 02, 2006

Memórias do Baú XII - A "Noite dos Fantasmas"


Se a ideia era aterrorizar os "ratas", o "casting" foi perfeito...

Fotografado: 522/77.

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sábado, dezembro 31, 2005

Resumo de Novembro e Dezembro de 2005

Este "post" faz o resumo da actividade de Novembro e Dezembro de 2005, para que possam aceder a algum tema que vos tenha "escapado".

Em termos de notícias, publiquei as referências à última aula do "Bata" e à nomeação do "Potente" como Chefe de Divisão da C. M. Oeiras.

No que diz respeito a histórias do meu tempo de Colégio, publiquei a história da Liga Anti-Cavalo e um "post-mortem" sobre as graduações de 1984/85 (ainda incompleto).

Na secção "Memórias do Baú", publiquei fotografias dos graduados da 1ª em 1984/85, do "Fru-fru", das "Pinturas" e da "Noite dos Fantasmas", bem como diversos outros elementos: requisições, uma planta da camarata do 1º ano e um extracto do "enxoval".

Se preferirem, podem iniciar a exploração pela página inicial.

Agradeço quaisquer comentários ou sugestões que queiram deixar.

sexta-feira, dezembro 30, 2005

L. A. C. - Liga Anti-Cavalo (Parte IV)

Continuação de L. A. C. - Liga Anti-Cavalo (Parte III).

Desde cedo materializei a minha aversão a cavalos numa associação virtual designada por "Liga Anti-Cavalo" ou, mais simplesmente, "LAC". Esta associação não tinha constituição formal e tinha poucos membros, devido à dificuldade dos meus camaradas em "sair do armário". Ainda hoje não há telenovelas em que o tema da fobia a cavalos seja abordado com naturalidade.

Também não vou cometer a descortesia de identificar os poucos membros que a "LAC" tinha; as suas mulheres ou namoradas, sejam da Católica ou do Cáucaso, não precisam de saber que o "Tarzan" que têm lá em casa pode ser capaz de dominar leões e crocodilos, mas tem medo de cavalos.

O tempo voa, e a última aula de equitação acabou por chegar (se bem me lembro, com 2 "malhos" do "Javardo" no campo documentado pela fotografia), e com ela a dissolução da "LAC".

Desde essa altura, nunca mais montei a cavalo - porque é que precisaria de o fazer? Aliás, porque é que alguém alguma vez precisaria de o fazer?

Quando as pessoas se deslocavam e combatiam a cavalo, fazia todo o sentido aprenderem a montar; agora faz mais sentido substituir as aulas de equitação por aulas de condução. Porque não construir um kartódromo no Colégio? Terreno não falta, e até os fardos de palha seriam reaproveitados para as escapatórias... ;-)

Continua em L. A. C. - Liga Anti-Cavalo (Parte V).

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Memórias do Baú XI - O "Enxoval" (Parte I)


Inicia-se neste "post" a divulgação do "enxoval" de um aluno em 1977, tendo também como objectivo futuro a comparação na composição e nos custos com "enxovais" de diferentes épocas.

Em primeiro lugar, há a destacar o custo da Barretina c/penacho, que era, por larga margem, o artigo mais caro de todo o "enxoval", como possivelmente se continua a verificar, devido ao facto de ser um artigo de produção complexa e em baixas quantidades.

Incluído no grupo do "Fardamento" estava o Calção de banho preto com lista branca que, com o seu design "retro" e o número bordado a vermelho no fundo branco, dava aos banhistas das praias da Torre e de Carcavelos a impressão de terem sido "invadidos" por um grupo de figurantes de um filme sobre um reformatório italiano do pós-guerra.

Há ainda a referir o Fato de treino do tipo "pijama", que mantinha alguma dignidade quando era novo, mas parecia um "pano do chão" após alguns anos de utilização (viria a ser mudado alguns anos mais tarde), e a Capa de plástico sem braços que, por não ter braços, servia durante todo o curso, e por servir durante todo o curso, rapidamente deixava de proteger da chuva da cintura para baixo.

Naquela altura, a gravata não fazia parte do fardamento, sendo introduzida num dos anos posteriores.

Continua em Memórias do Baú XVII - O "Enxoval" (Parte II).

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Memórias do Baú X - A "Noite dos Fantasmas"


O Marechal chegou atrasado. "Perdi-me", disse-nos enquanto nos estendia a mão magra - mesmo muito magra.

Depois, com a solenidade que o momento impunha, exclamou:

"- Vamos então dar as 'boas-vindas' aos novos alunos!"

E lá fomos.

Para acederes ao "post" seguinte sobre a "Noite dos Fantasmas", clica aqui.

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Graduações 1984/85: "Post-mortem" (Parte II)

Continuação de Graduações 1984/85: "Post-mortem" (Parte I).

A falta de liderança ao nível global foi o problema mais complexo que assolou o nosso curso.

Em muitos cursos havia um ou dois alunos que desde cedo eram “posicionados” para exercer as funções de topo na hierarquia Colegial, quer pelos camaradas, quer pelos professores e oficiais. Os professores e oficiais ajudavam a que não lhes faltasse o “ouro” suficiente para a função, e os camaradas habituavam-se a reconhecer neles uma liderança “de direito”, ainda que esta nem sempre correspondesse a uma liderança “de facto”. Esta solução, ainda que não sendo a ideal, pelo menos criava uma figura de referência, alguém para quem os camaradas se voltavam quando era necessário que alguma coisa fosse organizada.

Em outros cursos verificava-se o surgimento de um líder natural que, não tendo o “pedigree medalhístico” dos anteriormente referidos, poderia beneficiar do facto da não haver um líder “de direito” para acabar por ser o escolhido para a função.

No nosso curso, a correlação entre aplicação literária, aptidão militar e física e comportamento exemplar era bastante reduzida e, dos poucos que se aproximavam dessas circunstâncias, nenhum se alinhou ou foi alinhado para a função.

Com o passar dos anos, começou a surgir no curso um nome consensual. Não sendo um líder claro, conseguia ser o “mal menor”, porque parecia ser capaz de fazer a “ponte” entre a Classe Especial e os restantes camaradas, ou pelo menos não ser “vetado” por nenhuma das “facções”. No entanto, no início do 8º ano não “compareceu à chamada”, "desaparecendo misteriosamente". Toda a gente é livre de fazer opções sobre o seu futuro, mas quando alguém que, com elevada probabilidade, vai ser o Comandante de Batalhão, sai e nunca mais aparece no Colégio, nem vai aos “3 de Marços”, nem aos jantares de curso, nem à comemoração dos 25 anos de entrada, há seguramente um mistério que um dia será explicado.

E assim prosseguimos para o 8º ano. Cada companhia organizou-se como entendeu, não havendo uma estratégia global. Nas organizações globais ("mocada", chás dançantes, etc) imperou o improviso; como "corolário", "comemos" o livro de curso, ou seja, optámos por gastar num jantar o dinheiro que nos sobrava para o livro.

Seria fácil mandar a culpa desta situação para cima de A ou B. Neste caso, fomos todos culpados, quer porque não criámos condições para que houvesse uma liderança efectiva, quer porque não exigimos aos camaradas que tinham essa responsabilidade formal que cumprissem com as suas obrigações ou "saíssem de cima".

Continua em Graduações 1984/85: "Post-mortem" (Parte III).