quarta-feira, maio 10, 2006

O Colégio na "Revista dos Combatentes"

A "Revista dos Combatentes", no seu nº 9 (Abril/Maio de 2006), tem como tema de capa "Meninos da Luz marcham para o futuro".

No interior há várias páginas dedicadas ao Colégio e outras dedicadas a ou escritas por ex-alunos de prestígio.

Dado que nem todos os ex-alunos têm a projecção mediática que merecem, publico em seguida uma das fotografias incluidas na revista, com o objectivo de esclarecer os milhares de leitores da mesma que terão feito a si próprios a pergunta "quem é aquela 'malta' que está atrás do Chagas?". Entre a 'malta' em 2º plano estão o 33/20 - António de Spínola e o seu sucessor 33/77 - Alexandre Fernandes (filho do Prof. Dario).

Fica o esclarecimento aos leitores da revista... ;-)

segunda-feira, maio 08, 2006

Memórias do Baú XLVII - "Almofadadas" e Outros "Granéis"


Um militar tem que ser capaz de (1) desenvolver acções com a inteligência e destreza suficientes para surpreender o IN, e (2) reagir com prontidão e eficácia a um ataque de surpresa do IN.

Estas acções eram treinadas em alturas estratégicas, nomeadamente nas últimas noites de cada período escolar, nas quais a disciplina era "afrouxada" de forma a dar espaço a "exercícios de campo" com diversas configurações.

Nos exercícios mais simples, uma camarata atacava a outra de surpresa, mas havia configurações mais complexas, com emboscadas, ou configurações mais desiguais, com ataques entre diferentes companhias.

O saldo dos exercícios caracterizava-se geralmente por tonturas causadas pelo acordar súbito e pelo impacto das almofadas, mas também por uma enorme quantidade do novas histórias "épicas" para contar.

Ao lado apresenta-se uma versão editada da fotografia, para que se possa verificar que toda a camarata estava tranformada num "campo de batalha"...

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domingo, maio 07, 2006

O Homem Que Quase Bateu o "Record" da Pista de Combate (Introdução)

Há dias em que um homem se sente forte, seguro e descontraído, e nos quais as coisas lhe correm melhor do que esperava. Por vezes, atinge resultados que ficam a uma distância muito pequena de uma meta importante, ficando a interrogar-se sobre o que poderia ter acontecido se estivesse um bocado mais focado no atingimento de objectivos...

Esta série é sobre um dia desses na vida de um homem.

Continua em O Homem Que Quase Bateu o "Record" da Pista de Combate (Parte I).

sexta-feira, maio 05, 2006

Gratidão (Parte I)

Todos nós tivemos ao longo da nossa vida influências que moldaram (formaram/deformaram) o nosso carácter e que fizeram de nós o que somos hoje.

Para avaliarmos a importância dessas influências é preciso tempo (*), pois só o passar dos anos faz sedimentar as experiências irrelevantes e sobressair as relevantes, e memória, pois as experiências mais relevantes podem ter ocorrido em tempos remotos.

A volatilidade da nossa memória faz-nos perder a noção de algumas influências fundamentais que certamente tivémos quando eramos crianças, e que não conseguimos materializar de forma objectiva: professores(as) primários(as), família alargada, etc.

Depois, há as influências que tivémos mas não queremos ou não somos capazes de reconhecer. Há filhos que, na adolescência, têm conflitos com os pais, para depois serem iguais a estes (embora quase nunca o reconheçam...).

Finalmente, há as influências que reconhecemos e das quais nos orgulhamos.

Identificadas as influências positivas, há duas posições possíveis: a gratidão "passiva" e a gratidão "activa".

A gratidão "passiva" é a mais frequente. Estamos gratos a uma pessoa mas guardamos para nós essa gratidão, por vergonha, falta de tempo, falta de oportunidade, ou por acharmos que é irrelevante para a outra pessoa, e só quando a pessoa desaparece do nosso convívio é que lamentamos nunca lhe ter dito o quanto a sua influência foi importante para nós.

A gratidão "activa" dignifica-nos e "humaniza-nos", e é muito importante para o destinatário. Se ainda estiver no activo, reforça a sua acção educativa; se já estiver na reforma, constitui um reforço positivo para uma fase em que por vezes se fazem análises do género "Será que fiz bem? Será que fiz tudo o que podia ter feito? Será que exagerei nesta ou naquela atitude?".

Recentemente arranjei tempo, criei uma oportunidade, perdi a vergonha, e disse a um dos meus educadores que ele tinha tido uma grande importância na minha educação. Custou menos do que eu esperava, e o resultado foi muito positivo. Recomendo.

Continua em A Gratidão (Parte II).

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(*) Pelo menos 20 anos...

quinta-feira, maio 04, 2006

Resumo de Março e Abril de 2006

Este "post" faz o resumo da actividade do "blog" em Março e Abril de 2006.

Neste período há a destacar duas polémicas interessantes: uma esperada/provocada - Um Homem Não Chora(va) - e outra inesperada - Os Jantares de Curso.

No tema Histórias do Meu Tempo de Colégio, há a destacar a finalização da série As Elites da Elite, a apresentação da série A Técnica do Arantes e uma Edição Especial da série L. A. C. - Liga Anti-Cavalo.

No tema Memórias do Baú, para além das habituais Requisições e Redacções, há a destacar as memórias sobre a Abertura Solene, a "Mocada" e o "Enxoval".

Se preferirem, podem iniciar a exploração pela página inicial.

Agradeço comentários/sugestões.

quarta-feira, maio 03, 2006

Memórias do Baú XLVI - As Requisições


Um dos raros alunos que acerta na cor da requisição para o material não-escolar!...

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segunda-feira, maio 01, 2006

Memórias do Baú XLV - A "Mocada"


"Chaminhas", o Defenestrado (*)

Reza a história que em 1 de Dezembro de 1640, no assalto dos conjurados ao Palácio da Ribeira (no Terreiro do Paço), o traidor Miguel de Vasconcelos foi encontrado escondido num armário e foi lançado pela janela.

A nossa reconstituição história, em vez do habitual boneco feito com almofadas, contou com o "Chaminhas" (475/77) no papel de Miguel de Vasconcelos, que saltou de forma decidida da varanda dos Claustros.

Consta que a "aterragem" do Miguel de Vasconcelos não terá sido tão suave como a do nosso camarada... ;-)

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(*) Defenestrar: lançar violentamente de uma janela ou varanda para a rua.

sexta-feira, abril 28, 2006

Graduações 1984/85: "Post-mortem" (Parte IV - O "Pai Natal")

Continuação de Graduações 1984/85: "Post-mortem" (Parte III).

Em 1984/85, foi significativo o número de graduados que sairam do Colégio ao longo do ano lectivo - só no 1º período sairam sete -, e um dos que saiu, poucas semanas após o início do ano lectivo, foi o comandante do 2º pelotão da 1ª Companhia.

Dado o carácter prematuro da saída e a importância da estabilidade no enquadramento dos alunos do 1º ano, esperava-se uma substituição rápida, mas os dias transformaram-se em semanas, e as semanas em meses...

Só quando saiu um comandante de pelotão de outra Companhia (4ª) é que o Comandante do Corpo de Alunos "acordou" para a situação e pediu um nome para a substituição. Após as inevitáveis "negociações de bastidores", coube-me a honra de ser o escolhido para ocupar o lugar.

Assim, no último dia de aulas do 1º período, já com as Companhias formadas "de pano" e prontas para sair para férias, eu e o Capela (255/76) fomos chamados ao gabinete do Comandante do Corpo de Alunos para uma cerimónia de graduação patética e feita à pressa (do género "tomem lá e felicidades"...).

Quando voltei à Companhia, já os alunos estavam a tirar os cartões e a sair, e eu fiz o mesmo. Depois das férias, em Janeiro, trazia na farda mais uma estrela - um presente do "Pai Natal".

O meu ego ficou mais "composto", como se pode depreender do que escrevi sobre as graduações e dos comentários do(s) anonymous (que saudades...), mas esta mudança teve um outro efeito positivo: como mudei do 1º para o 2º pelotão, isto deu-me a oportunidade de lidar de perto com todos os alunos do 1º ano. Às vezes mais "de perto" do que eles gostariam, mas sempre dentro da lei, e (espero que) dentro da prática colegial da altura... ;-)

(continua)

quarta-feira, abril 26, 2006

Memórias do Baú XLIV - A "Mocada"

O Discurso

O discurso da "Mocada" seguiu o "menu" habitual: um tom jocoso, com referências mais ou menos óbvias a Professores e Oficiais.

Não era, do ponto de vista literário, nada de que nos pudessemos orgulhar, mas serviu para "desenrascar"...

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segunda-feira, abril 17, 2006

Memórias do Baú XLIII - Os "Ratas" - O "Feinho"

O 278 ocupava a primeira cama à entrada da camarata, posição que ocupei também no 1º ano (embora do lado oposto), e que sei que pode ser ingrata...

Era o primeiro a ser atacado nas "almofadadas" e a primeira cama a "ir ao poço" sempre que a tradição o justificava; mas também era o que tinha que percorrer menos espaço até à formatura, ganhando uns preciosos segundos na contagem "uma, uma e meia, duas, duas e meia, duas e três quartos...".

Uma das consequências naturais da posição era também uma maior interacção com os graduados, e foi numa dessas interacções (provavelmente a seguir a uma aula de ginástica, quando protestava pelo facto de as suas costas serem usadas para aquecer as mãos geladas dos graduados que tinham acabado de chegar para o intervalo do reforço) que o 278 ficou a saber a opinião do Santos sobre a sua fisionomia, e passou a ostentar a alcunha de "Feinho".

O 278 entretanto cresceu, e alcunha foi, por esse motivo, actualizada para "Feio". Perdeu alguma mística, porque se tornou mais óbvia, mas como é que o Santos ia adivinhar que isso ia acontecer?... ;-)

Fotografados: 278/84, 288/84, 22/84.

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sexta-feira, abril 14, 2006

A "Tecnica do Arantes" (Parte II)

Continuação de A "Técnica do Arantes" (Parte I).

O segredo da "Técnica do Arantes", mais do que numa sábia gestão de esforço, assentava numa demonstração de ilusionismo digna do grande Mestre Houdini.

O Arantes dava o máximo até ao topo da "Escada Chinesa" e depois deixava-se cair, ficando estendido no chão. O "Arantes" que arrancava "como uma flecha" rumo ao final da prova era o Pestana (288/77), um dos alunos mais rápidos do curso.

Toda esta "ilusão" era ocultada do "público" pelas sebes e pelo facto de a prova terminar numa descida abrupta para fora do alcance da vista de quem, como o instrutor - o Major Fernandes -, se encontrava no início da pista.

A diferença de ritmos de corrida naquela fase da prova era tão evidente, quer entre o Arantes de antes e de depois da "Escada Chinesa", quer entre o Arantes e os outros camaradas, que esperávamos que a qualquer momento a ilusão fosse descoberta. No entanto, esta técnica foi usada várias vezes, sempre com sucesso e rasgados elogios por parte do Major, que incentivava os restantes alunos a utilizarem-na.

Foi preciso esperar alguns anos para que uns "nabos" de um curso mais novo se deixassem apanhar, porque não verificaram que no campo de obstáculos estava um oficial a montar a cavalo... e a ver tudo o que se passava do outro lado do "palco"! ;-)

quarta-feira, abril 12, 2006

Memórias do Baú XLII - O "Enxoval" (Parte V)

Continuação de Memórias do Baú XXXVII - O "Enxoval" (Parte IV).


Sapatos de Ginástica

Alpercata: substantivo feminino.

Calçado grosseiro de lona, assente sobre corda ou borracha, que se prende ao pé por tiras de couro ou de pano; alparca; alparcata; alpargata; alpergata.


Os sapatos de ginástica, dos quais havia dois pares, eram designados por qualquer das formas indicadas acima ou, simplesmente, por "sapatilhas".

O primeiro par era destinado à ginástica, onde se mantinham geralmente brancas e em bom estado de conservação. Normalmente eram "abatidas" porque deixavam de servir.

O segundo par era destinado ao desporto e ao atletismo, onde, apesar de serem completamente desaconselhadas, eram verdadeiras "sapatihas todo-o-terreno". Serviam para correr na pista enlameada, jogar futebol, saltar em comprimento, etc. Ficavam rapidamente castanhas, mas aguentavam muitas vezes um ano inteiro de "abusos". Quando "rebentavam", era geralmente na parte da frente, na ligação do tecido à borracha, ou então na costura traseira (quando estavam muito apertadas).

Quando, por qualquer azar, era o par da ginástica que cedia, a solução temporária passava por pintar o outro par com giz branco, fazendo-o assim passar por "imaculado". Uma solução patética, mas que "desenrascava".

A meio do curso, o "enxoval" passou a ter uns ténis para desporto e atletismo. De design, conforto e durabilidade questionáveis, sempre pareciam mais adaptados às necessidades da prática desportiva.

Duas memórias:

1) Chutar uma bola de futebol com as sapatihas de ginástica era quase como chutar descalço; para a dor que provocava, era bom que fosse golo... ;-)

2) No fim do ano lectivo, já com as sapatilhas no limite do aperto, fazia-se um último esforço para evitar comprar outras antes do início do ano lectivo seguinte. Nessas alturas, "comprimiamos" os pés dentro das sapatihas, na melhor tradição chinesa, o que tornava doloroso o simples acto de andar...

(continua)

segunda-feira, abril 10, 2006

Memórias do Baú XLI - A "Mocada"


Em 1984, a honra de ler o discurso de vitória dos Portugueses na "Mocada" coube a dois "sorjas" da 1ª. O que terá justificado tamanha distinção?

O mês de Novembro aproximava-se do fim, e a data da "Mocada" estava cada vez mais próxima. Como é habitual em situações em que não há liderança, as coisas vão andando, até que alguém, quase no fim do prazo, "salta para a frente" e as coisas acontecem. Nem sempre da melhor forma, porque o tempo de preparação é um factor importante, mas acontecem.

Um desses "alguéns" era o Rosa (339/78), que saltou para "puxar a carroça" em vários momentos decisivos ao longo do curso.

Já em plena semana da "Mocada", o Rosa chamou a si a responsabilidade de escrever o discurso, tendo-me pedido ajuda nesta tarefa. Sendo a "Mocada" na 6ª feira, combinámos que ele escreveria uma primeira versão na 4ª feira à tarde, em casa, e que na 5ª feira à noite daríamos os retoques finais e integraríamos as minhas sugestões.

Na 5ª feira de manhã o Rosa ficou doente em casa. Através do seu vizinho "Rodinhas" (79/77), enviou um esboço do discurso, eventualmente mais esboço do que ele próprio gostaria que fosse.

Até 6ª feira à hora da "Mocada", foi uma "corrida contra o tempo" para escrever um discurso que, ainda que não "arrasasse", pelo menos não nos envergonhasse... Pedi ajuda ao "Kika" (467/77), que trabalhou comigo no discurso e o ajudou a passar a limpo. Tradicionalmente o discurso era escrito em papel higiénico, mas no nosso caso mal houve tempo para o escrever em papel normal, quanto mais em papel higiénico.

Quando chegou a "hora da verdade" e o "leitor de serviço" avançou, rapidamente se concluiu que os únicos capazes de ler o discurso com a fluência necessária eram os que o tinham escrito. E assim foi.

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sexta-feira, abril 07, 2006

A "Tecnica do Arantes" (Parte I)

Continuação de A "Técnica do Arantes" (Introdução).

No início da década de 80, foi construída no Colégio uma "pista de combate" para complementar a formação do Curso Geral de Milicianos (CGM) que era ministrada nos últimos anos do curso.

O início da pista era no topo Oeste do campo de futebol, junto à estrada que sobe do Pavilhão de Ciências para o Ginásio; a pista seguia depois paralela ao campo de futebol, entre a pista de atletismo e as bancadas, e fazia uma curva a acompanhar a pista de atletismo, passando por trás das sebes, e indo acabar na estrada que passa atrás do refeitório.

A "pista de combate" tinha pouco mais de uma dezena de obstáculos, após o que se seguia uma corrida de cerca de 30 metros, terminando numa descida abrupta até à estrada que passa atrás do refeitório.

O último obstáculo era um dos mais "indesejados": a "Escada Chinesa". A "Escada Chinesa" era constituída por quatro troncos afastados e com uma altura crescente, que eram subidos em corrida (quanto mais devagar, mais difícil era subi-los), após o que se saltava para o chão e se seguia até ao final.

O problema é que, sendo o último obstáculo, os alunos já lá chegavam completamente "rotos", e ainda tinham que ter cuidado para subirem sem cair nem perder a velocidade, para depois saltarem para o chão (leia-se caírem como um "saco de batatas"), levantarem-se, e correrem até ao final.

A essência da "Técnica do Arantes" era a gestão do esforço. Em vez de dar tudo o que tinha e "arrastar-se" na fase final, o Arantes poupava ao longo dos obstáculos a energia necessária para um "sprint" vigoroso desde o salto da "Escada Chinesa" até ao final.

"Arrancou que nem uma flecha!", dizia o Major Fernandes com admiração, encorajando-nos a usar a "Técnica do Arantes".

Mas a "Técnica do Arantes" tinha os seus segredos...

Continua em A "Técnica do Arantes" (Parte II).

quarta-feira, abril 05, 2006

Memórias do Baú XL - As Redacções


Autor: 142/84, o "Baldas" (alcunha "by Santos").

À medida que vou publicando as redacções, vou-me apercebendo de que há uns graduados que são mais "visados" do que outros.

A esta distância, não consigo dizer se a escolha do "retratado" era da minha responsabilidade, ou se ficava ao critério do autor. De qualquer forma, esta questão é irrelevante, pois calculo que qualquer das opções conduziria ao mesmo resultado... ;-)

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segunda-feira, abril 03, 2006

Memórias do Baú XXXIX - Os "Ratas" - O "Migalha"

O "Migalha" era o "Batalhãozinho" do curso de 1984/85. "Dois palmos de gente", mas uma atitude muito "reguila"...

Talvez por isso, foi um dos primeiros a beneficiar da "máquina de alcunhas" que era o Santos (207/78, *** 1ª), que colocou aos "ratas" algumas alcunhas que ficaram para a posteridade.

Assim, numa troca de argumentos em que o "Batalhãozinho" se terá tentado colocar "em bicos de pés" (não é que adiantasse alguma coisa...), o Santos brincou com a altura dele e disse-lhe "olha para ti, és minúsculo, és insignificante, és uma migalha!". E ficou o "Migalha".

O "Migalha" acabou por não chegar ao fim do curso (parece ser uma "sina" que atinge a quase totalidade dos "Batalhãozinhos"), e acabei por lhe "perder o rasto".

Presumo que esteja mais alto. ;-)

Fotografados: 288/84, 262/84, 30/84, 22/84.

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domingo, abril 02, 2006

A "Tecnica do Arantes" (Introdução)

O Arantes (522/77) tinha uma das melhores notas a Instrução Militar (só suplantado por dois alunos do 4º grupo...), e era um dos "campeões" de medalhas de Aptidão Militar e Física.

Para atingir esses objectivos era preciso muito esforço, muita dedicação e... muita técnica.

Esta série debruçar-se-á sobre a técnica que ele desenvolveu, e que ficou conhecida como a "Técnica do Arantes".

Continua em A "Técnica do Arantes" (Parte I).

sexta-feira, março 31, 2006

As Elites da Elite (Parte IV)

Continuação de As Elites da Elite (Parte III).

O Comandante de Batalhão e as Elites

Texto escrito com base na realidade da década de 80, mas possivelmente aplicável nos dias de hoje.

O Comandante de Batalhão devia ser escolhido em função da capacidade de executar uma missão definida dentro dos limites estabelecidos pela estratégia da Direcção do Colégio.

Para que isso fosse possível, a capacidade de influência do Comandante de Batalhão sobre o curso deveria ser abrangente, pelo que seria recomendável que ele pertencesse às 3 elites indicadas nesta série ou, no mínimo, à Classe Especial e ao Quadro de Honra.

Mas existia alguma estratégia definida pela Direcção? Era definida alguma missão para o Comandante de Batalhão? Para que "servia" o Comandante de Batalhão?

Posso ter estado muito distraído ou ter pouca sensibilidade a este tema, mas fiquei com a ideia de que o Comandante de Batalhão tinha essencialmente uma função de representação: comandava o Batalhão nas cerimónias oficiais e nas paradas, representava o Colégio em eventos externos, e pronto.

Sendo assim, o critério de nomeação passava a ser o do aluno que, para a Direcção, melhor imagem dava do Colégio. Como isso geralmente passava por um elevado número de medalhas, o escolhido acabava por pertencer às elites indicadas, pelo que este critério se confundia com o inicialmente estabelecido.

Em alternativa, e não havendo preferências por parte da Direcção, era aceite a votação do curso, desde que a escolha não fosse "escandalosa". Também neste caso havia uma probabilidade elevada de o escolhido pertencer às elites.

Conclusão: ainda que feita por motivos errados, a escolha acabava geralmente por obedecer aos critérios certos, parecendo assim uma boa escolha. E às vezes até era.

quarta-feira, março 29, 2006

Memórias do Baú XXXVIII - As Requisições


O 486/84, mais conhecido por "Lamego" (sua terra de origem), era um "cromo" que nos proporcionava muitos episódios divertidos e caricatos.

Justificará um regresso ao "baú" em breve... ;-)

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segunda-feira, março 27, 2006

Memórias do Baú XXXVII - O Guião


Continência à Bandeira, na cerimónia de Abertura Solene de 1984/85.

O 82/77 - Freire apresenta o guião com a divisa "Um Por Todos, Todos Por Um", guião que nos acompanhou ao longo da nossa vida colegial, mas que viria a ser "reformado" poucos anos depois.

O guião tem sido mudado de 20 em 20 anos, o que faz com que a sua imagem não seja uma referência comum para os ex-alunos, o que é de lamentar, pois seria um símbolo colegial com bastante força.

Ainda assim, é importante referir que o "nosso" é o mais bonito de todos; tenho pena de ter estragado a minha miniatura de tanto a usar nas batalhas de "Action Men"... ;-)

Será que ainda se vende algures?

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sexta-feira, março 24, 2006

Os Jantares de Curso

Os nossos Jantares de Curso passaram por diferentes fases...

Período Clássico - Jantares enquanto finalistas e "Jantar do Arantes"

Dos jantares enquanto finalistas, ficou a memória de um certo jantar nas "Janelas Verdes", no qual "comemos" o Livro de Curso (só havia dinheiro para uma das coisas...). Esse jantar será objecto de uma "ida ao baú" em tempo oportuno...

Já depois de sairmos, passámos a fazer um jantar com uma regularidade aproximadamente mensal, que viria a ter à posteriori a designação de "Jantar do Arantes". Porquê? É simples: ao princípio, juntávamos cerca de 20 camaradas mais o Arantes (522/77); uns meses depois, passaram a 15 mais o Arantes; depois, passaram a 10 mais o Arantes; depois, 5 mais o Arantes; finalmente, houve um dia em que só apareceu o Arantes. E deixou de haver Jantares de Curso.

Período Moderno

No Período Moderno não houve Jantares de Curso. A "malta" andava muito ocupada a gerir o casamento, os filhos e a carreira...

Período Contemporâneo - "Jantar do Rosa"

Ao fim de uns anos de interregno nos jantares, o Rosa (339/78) resolveu chamar a si a difícil tarefa de voltar a estabelecer um Jantar de Curso regular. Esse jantar, prontamente designado por "Jantar do Rosa", realiza-se agora nos dias 1 de Abril e 1 de Outubro de cada ano, na Portugália do Chile. Aparece quem quiser, sem marcação, e já chegámos a juntar 8 camaradas num só jantar!...

quarta-feira, março 22, 2006

Memórias do Baú XXXVII - O "Enxoval" (Parte IV)

Continuação de Memórias do Baú XXIII - O "Enxoval" (Parte III).


As Botas de Atanado

Não fosse a minha memória ser uma "miséria", teria certamente material para escrever várias páginas sobre as botas de atanado.

As botas de atanado eram usadas com a farda interna (de cotim), até ao fim da década de 70. Eram feitas de pele, sem atacadores, com bandas elásticas de cada um dos lados, e uma "pega" na parte de trás para ajudar a calçar.

Devido ao facto de serem compradas com folga, para darem para alguns anos, e de não terem atacadores, as botas andavam "à solta" no pé, o que conferia um som "oco" e arrastado ao andar, já que o calcanhar da bota batia sozinho no chão, e só depois chegava o calcanhar do pé, depois de um ligeiro arrastar do calcanhar da bota.

O facto de as botas estarem largas facilitava o calçar e o descalçar: para calçar, bastava enfiar o pé; para descalçar, bastava dar um "pontapé no ar", que a bota "voava"...

Com mais ou menos pontapés em pedras, a parte inferior/frontal da sola começava a descolar. A partir de uma certa amplitude, o andar passava a ser acompanhado do barulho da sola a bater na bota ou a arrastar pelo chão quando o pé ia para a frente. Havia camaradas que tinham alguma "inércia" em mandar arranjar as botas, o que fazia com que andassem com elas descoladas durante semanas.

Para não apodrecerem, as botas de atanado tinham que ser ensebadas, o que normalmente era feito no fim de cada período escolar. Ensebadas... que conceito "jurássico". Mas quem não se lembra do cheiro, da cor e do toque de umas botas de atanado acabadas de ensebar?

Duas imagens que me "saltam à memória":

1) o "Peçonha" (442/77) a marchar (semanas?) com as solas das duas botas completamente descoladas... schlak, schlak, schlak...

2) O "Chaminhas" (475/77) a tentar atravessar o campo de obstáculos cheio de lama, só pela diversão, com os pés a sairem e as botas a ficarem completamente enterradas...

Continua em Memórias do Baú XLII - O "Enxoval" (Parte V).

segunda-feira, março 20, 2006

Memórias do Baú XXXVI - A "Noite dos Fantasmas"


O Marechal discursa para os "ratas", dando-lhes as boas-vindas ao Colégio.

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sexta-feira, março 17, 2006

As Elites da Elite (Parte III)

Continuação de As Elites da Elite (Parte II).

A Classe Especial


A Classe Especial era a elite das elites. Simbolizava a força, o rigor, a disciplina, o sacrifício, a audácia, o risco - muitas das características e valores que o Colégio procurava incutir nos seus alunos.

A grande importância da Classe Especial vinha sobretudo da participação em exibições e festivais em diversos pontos do país, divulgando e dignificando o nome do Colégio.


Os "gafanhotos" - a especialidade da Classe Especial - eram originais e espectaculares, havendo sempre alguma incógnita em relação à direcção a tomar por cada aluno depois da impulsão na "cama elástica"... ;-)

Essencial para a "mística" da Classe Especial era a liderança do Prof. Dario, um dos melhores educadores de que a minha geração teve a oportunidade de beneficiar.

O Prof. Dario reformou-se, e com ele "reformaram-se" também os gafanhotos. Talvez um dia, quem sabe, a "praga" regresse...

Continua em As Elites da Elite (Parte IV).

quinta-feira, março 16, 2006

No Banco de Trás

A Abertura ao Externato

Seguimos durante muitos anos pela mesma estrada, partindo da mesma origem e chegando ao mesmo destino.

Ao longo do tempo, fomos verificando mudanças na paisagem, e fomos percebendo que se estavam a construir outros destinos mais valorizados pela sociedade, ainda que aparentemente menos interessantes do que o nosso; continuámos.

Se tivessemos decidido mudar, teríamos tido a possibilidade de escolher como, quando e por onde mudar, e teríamos escolhido o melhor compromisso entre o destino a que rumámos até hoje e aquele a que esperam que rumemos no futuro. É o privilégio de quem vai ao volante.

Pedimos tempo, aparentemente para trabalhar melhor a argumentação de que o nosso destino é que é bom.

Agora fomos passados para o banco de trás (*). Provavelmente, em vez de percebermos como é que criamos condições para passar rapidamente para o banco da frente, vamos ficar cá atrás a gritar "não, não, por aí não!".

Neste momento já não estamos a seguir a nossa estratégia, mas sim a dos outros ou, pior, (quase garantidamente) nenhuma.

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(*) Podes ver a notícia sobre a abertura do Colégio Militar ao externato aqui e aqui.