sexta-feira, outubro 13, 2006

Que Pesos, Que Medidas?

Imaginem que estamos no 1º mês de um qualquer ano lectivo, com um Comandante de Companhia (Oficial) novo, e que um aluno chega dez minutos atrasado a uma aula.

Como é que o Comandante de Companhia se decide quanto à punição a aplicar, dentro do largo espectro que vai da repreensão verbal aos 25 pontos negativos (posteriormente agravados pelo Comandante do Corpo de Alunos)?

Como é que o Comandante de Companhia percebe se está perante um aluno exemplar que teve um deslize, provavelmente motivado por uma queda de granizo com pedaços de gelo do tamanho de bolas de ténis, ou perante um agente subversivo que esperou propositadamente que o tempo passasse, e que deve ser exemplarmente punido?

Apresento-vos o "cadastro" - um processo confidencial, que acompanha cada aluno ao longo da sua vida colegial, e que contém toda a informação relevante: identificação, filiação, problemas de saúde crónicos, comportamento, referências elogiosas, punições, presenças no Quadro de Honra, medalhas, etc.

Graças ao "cadastro", a Justiça colegial não tem apenas dois pesos e duas medidas, como qualquer Justiça "normal", mas sim um peso e uma medida para cada aluno, contribuindo para um ambiente verdadeiramente personalizado.

Assim, um processo que poderia injustamente terminar de forma dramática, pode acabar simplesmente com um "e manda um abraço ao teu pai da minha parte", enquanto que um processo que se poderia ficar pelos 4 pontos negativos acaba com o justo agravamento pelo Comandante do Corpo de Alunos e, quem sabe, pelo Sub-Director...

terça-feira, outubro 10, 2006

Memórias do Baú LXVII - As Redacções


Autor: 360/84.

Uma opinião "isenta" de um "rata" do meu pelotão... ;-)

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sábado, outubro 07, 2006

Memórias do Baú LXVI - "3 de Março" - 1985


- "UM 'hip' DOIS 'hip' TRÊS 'hip' QUATRO" - gritavam os alunos em uníssono, marcando os tempos correspondentes às diferentes posições no manejo de arma.

A repetição exaustiva dos movimentos, primeiro com uma contagem em voz alta sem arma, depois com uma contagem em voz alta com arma e, finalmente, com uma contagem "para dentro" com arma, contribuíam para um resultado perfeito: num Batalhão com cerca de 500 alunos, não havia uma única arma fora do sincronismo desejado, nem sequer nos movimentos mais complexos.

Os movimentos eram pacientemente decompostos em cada uma das suas posições, nas quais se faziam paragens, por vezes prolongadas, para vincar o braço paralelo ao chão, o cotovelo a 90º, a necessidade de não deixar a coronha da arma bater no chão, etc.

Havia também que treinar os músculos para o esforço que representava estar largos minutos em "apresentar arma". Por exemplo, na cerimónia de Imposição da Ordem do Rio Branco (Brasil), no "3 de Março" de 1982, foram tocados em sequência os Hinos de Portugal e do Brasil (e se o Hino do Brasil é grande...), e depois dos Hinos, foi necessário ter energia para voltar ao "ombro arma" marcando bem o primeiro movimento, no que constituía provavelmente a transição mais difícil de todo o manejo de arma, especialmente com a Mauser, à qual era necessário fazer uma rotação de 180º, levantando o braço direito de uma posição esticada para baixo e em esforço, para uma posição à altura dos olhos e paralela ao chão. Só de descrever, fiquei com dores nos braços...

No final dos treinos, apesar do cansaço, havia a sensação de se estarem a fazer progressos em termos individuais e de grupo, mesmo quando alguns Oficiais ou Graduados optavam pela psicologia negativa para reforçar o nosso empenho na vez seguinte: "Isto está uma merda! Para a próxima vez fazemos o dobro do tempo!". No fundo, nós conseguíamos perceber nos olhos deles se as coisas estavam ou não a correr bem.

Um aspecto adicional que tinha que ser treinado para o “3 de Março” era o do reconhecimento dos toques do clarim. Esse reconhecimento era facilitado recorrendo à utilização de expressões que, fora do contexto militar, podem ser consideradas ofensivas por algumas pessoas. No Colégio, era simplesmente uma forma eficaz de memorizar os toques, e parece-me que estou a ver o Comandante do Corpo de Alunos aos berros no campo de futebol de 11 a relembrar os mais distraídos que o toque de “Ena c’um c@%@&/(), já!” correspondia a “Se-e-e….op!”, pois era a mnemónica menos óbvia, já que em "É pá, põe-me essa merda no ombro, já!" e "Apresenta-me essa merda, já!" não havia grande possibilidade de erros de interpretação.

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quarta-feira, outubro 04, 2006

No Divã da "Enferma": "As Minhas Crianças"

Fim do 8º ano. Ia deixar de pisar as pedras dos Claustros, deixar de usar a farda cor-de-pinhão, etc, etc, etc, mas para tudo isso eu já estava preparado. A vida é feita de ciclos, e eu já me tinha consciencializado de que havia um que estava a terminar e outro que estava a começar, e que a melhor forma de encerrar bem um era começar bem o outro.

Mas havia uma coisa para a qual eu não estava completamente preparado: deixar de ser graduado.

Durante vários meses convivi com aqueles a quem eu me referia (e me refiro ainda) como "as minhas crianças". Receber umas dezenas de "ratas", miúdos assustados e ingénuos, e transformá-los em "Meninos da Luz", foi das tarefas mais gratificantes que já realizei na minha vida. Quando eu for emocionável (inevitavelmente, com a idade, isso vai acontecer), esta memória será certamente uma das que mais me vai emocionar.

Terminado o ano lectivo, o que estava feito, estava feito... Imaginava o que faria se tivesse a oportunidade de voltar a ser graduado: seria certamente "o melhor graduado do mundo"... Puro engano. Acima de tudo, há que trabalhar em equipa, e quanto mais um graduado procura destacar-se dos outros pela positiva, mais contribui para a quebra do trabalho em equipa.

Acima de tudo, angustiava-me a quebra abrupta de ligação às "minhas crianças". Terminado o ano lectivo, eles iriam para férias; quando voltassem, no início do ano lectivo seguinte, teriam novos graduados, e depois outros, e mais outros... tudo isto, conjugado com a política colegial de "ex-alunos? não, obrigado", levava a uma conclusão inexorável: ia perder "as minhas crianças" para sempre.

E perdi.

E tinha mesmo que perder.

O modelo do Colégio é mesmo assim. Para que todos os cursos de graduados tenham a possibilidade de desenvolver o seu trabalho e deixar a sua marca nos alunos mais novos, num trabalho de continuidade, os graduados antigos têm que "sair do caminho". Não precisam de "desaparecer do mapa" (nem convém que o façam, pois é importante para os alunos mais novos perceberem que os princípios que lhes foram transmitidos estão a ser aplicados com sucesso fora do Colégio), mas precisam de deixar o espaço de liderança e formação ao curso seguinte, tal como o receberam do curso anterior, sem "superioridades morais" nem conselhos "paternalistas".

No meu tempo, isto era uma inevitabilidade.

E se não fosse?

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Comentário acrescentado em Outubro de 2014: este post foi inspirado num graduado que teimava em não deixar de o ser, prolongando o seu comando nos anos seguintes através da "blogosfera". Há um tempo para ser graduado, e um tempo para deixar os outros serem graduados.

domingo, outubro 01, 2006

Memórias do Baú LXV - As Requisições


Chega um novo ano lectivo, e com ele uma nova vaga de "ratas".

Que material irão requisitar? ;-)

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quarta-feira, setembro 27, 2006

Memórias do Baú LXIV - "3 de Março" - 1985


Chegava finalmente o "3 de Março", a primeira cerimónia dos "ratas".

Pelo caminho ficavam horas de treino de ordem unida e de marcha em "frente de 6" com a arma ao ombro.

Mas os treinos, sendo duros, já não eram tão duros como nos meus primeiros anos, graças a uma importante inovação...

Algures a meio do meu percurso no Colégio, alguém teve a ideia de colocar os pelotões a marchar na parada tendo como frente a dimensão mais larga, em vez da mais estreita. "Trocando por miúdos", os pelotões deixaram de marchar na habitual e "confortável" configuração de "frente de 3", e passaram a marchar na configuração de "frente de n", sendo que o n, para os pelotões do 1º ano, podia ir até 14.

Aqui está um exemplo do espírito prático da Instituição Militar: sem alterar a estrutura dos pelotões, todas as semanas se treinava para o "3 de Março", numa configuração mais difícil do que a real. E, quem habitualmente alinha em "frente de 14", muito mais facilmente alinha em "frente de 6".

De facto, há que reconhecer que os resultados eram impressionantes. Já não eram necessários os infindáveis Kms de treinos na Avenida Marechal Teixeira Rebello, que substituíram as infindáveis voltas ao Estádio da Luz dos meus primeiros anos.

Resumindo: uma ideia simples, mas... eficaz.

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domingo, setembro 24, 2006

Memórias do Baú LXIII - O Bar


O objectivo original das senhas do bar era o de os alunos poderem fazer compras sem usar dinheiro, uma vez que as senhas seriam compradas utilizando requisições brancas. Na prática, os alunos acabavam por comprar as senhas com dinheiro, o que inviabilizava todo o modelo montado.

Assim, sempre que um aluno queria ir ao bar, tinha que ir antes à secretaria e comprar as senhas, para depois poder ir ao bar comprar o que desejava.

Se, aparentemente, as consequências deste modelo se limitavam à perda de tempo, na prática a situação era mais caricata: como as senhas só eram vendidas em ocasiões específicas, muitas vezes os alunos viam-se na situação de terem dinheiro no bolso mas não poderem comer nada.

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segunda-feira, setembro 18, 2006

A Imposição de Graduações

Realizou-se na passada 6ª feira a cerimónia de Imposição de Graduações.

Este ano há neste tema duas novidades importantes:

1) As graduações passam a ter, na face posterior, a indicação do prazo de validade (no caso presente, "Válido até Jun/07").

Esta medida torna-se necessária na sequência de incidentes verificados no passado recente entre alunos e ex-alunos que reclamavam ter as mesmas funções e responsabilidades, já que tinham a mesma graduação.

Desta forma, perante novos incidentes que se verifiquem, os alunos mais novos deverão consultar a face posterior das graduações dos indivíduos em questão e verificar qual das graduações se encontra dentro do prazo de validade, ficando assim esclarecido que instruções devem ser cumpridas.

2) As graduações passam também a ter, igualmente na face posterior, um holograma de segurança, para impedir que a medida anterior seja um incentivo à contrafacção.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Memórias do Baú LXII - O Durão


O Durão é um exemplo de tenacidade e de dedicação ao Colégio como há poucos, e que eu tive sempre como uma referência pessoal.

Sempre que vejo alguém a recuar perante as dificuldades (ou até a inventá-las) para atingir um objectivo, lembro-me de um homem que, tendo uma limitação física teórica, nunca deixou que essa limitação tivesse repercussões na prática, levando uma vida absolutamente normal.

No que toca à exteriorização do seu amor pelo Colégio, poucos há que o façam de uma forma tão empenhada, quer através da sua acção como professor, quer através dos poemas que escreve e declama com paixão.

A fotografia anexa exemplifica a capacidade de adaptação do Durão face às dificuldades: perante o aparecimento de chuva numa aula de desporto com provas de lançamento do peso, a mesma era transferida para o geral da Companhia, passavam a utilizar-se os pesos de borracha com esferas metálicas no interior, e a distância era medida em... mosaicos.

Na fotografia, o Durão conta os mosaicos para medir o lançamento de um aluno.

domingo, setembro 10, 2006

No Divã da "Enferma": O Botão Encarnado

Estávamos no início do ano lectivo, quando o curso se reuniu pela primeira vez para analisar um tema em relação ao qual se impunha a decisão de premir ou não o botão encarnado.

Durante a análise da situação, ficou claro que havia diferentes níveis de domínio da informação por parte dos elementos do curso - alguns (entre um terço e metade) pareciam ter toda a informação, enquanto outros estavam completamente "a leste". Não dei muita importância a este facto na altura, mas viria a entendê-lo mais tarde.

Após diversas intervenções, havia decisões para tomar. Íamos premir o botão? Se sim, íamos premí-lo de imediato ou esperar algum tempo?

Após a votação, ficou decidido que íamos premir o botão, mas que, face às consequências, só o íamos premir mais tarde (o timing ficou definido). Estavamos (aparentemente) a funcionar como curso.

No dia seguinte, o botão foi premido.

Nunca chegámos a fazer uma reunião para perceber como é que uma decisão que tomámos como curso foi "torpedeada". Ouvi dizer que o botão "se tinha premido", ou que tinha sido premido por desconhecidos, mas a explicação mais plausível apontava para alguns "papagaios de pirata"(*) que, não contentes com o resultado da votação, resolveram agir. Aparentemente a reunião destinava-se a legitimar uma decisão que já estava tomada, só que não correu exactamente como os organizadores previram.

As minhas expectativas face ao trabalho que podíamos fazer enquanto curso acabaram nesse dia. Não foi por causa do botão encarnado ou da decisão tomada, mas sim por perceber que qualquer processo de decisão do curso seria uma "palhaçada": ou legitimávamos a decisão da "facção dominante", ou então a decisão "ia para o penico".

Foi mau? Nem por isso. O que é mau é estar num jogo do qual não se conhecem as regras. E aprendi que só levo um tema a discussão e votação se acho que vou ganhar, e que tenho que arranjar uma forma de adiar a votação "para reflexão" quando, a meio da discussão, percebo que afinal posso não ganhar.

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(*) Estão sempre no ombro do pirata, a falar-lhe ao ouvido. Quando o pirata fala, não é claro de quem é a opinião/decisão.

sexta-feira, setembro 08, 2006

No Divã da "Enferma": Introdução

"- Ó mãe, já não me apetece brincar mais com o avô".

"- Está bem, então volta a arrumar os ossos na gaveta".

Esta velha anedota lembra-nos que interagir com os esqueletos do passado pode até ser um passatempo agradável.

Decidi, então, fazer uma visita à "Enferma" e sentar-me no divã do psicanalista...

"- Quando eu contar até 3, vai recuar até 1984. 1, 2, 3..."

quinta-feira, setembro 07, 2006

Memórias do Baú LXI - O Bar


O Bar de Alunos foi criado algures por volta de 1982; funcionava na sala em frente ao gabinete do Oficial de Dia.

O horário era limitado e a disponibilidade de artigos também, mas sempre dava para "matar a fome" a meio da manhã (à tarde já não havia nada para comer).

Nos primeiros anos do curso eram distribuídos ao pequeno almoço um saco de broas, um pacote de bolachas de baunilha ou dois chocolates Regina (ainda são vendidos nos hipermercados mas, com a remoção das substâncias cancerígenas, o chocolate perdeu todo o sabor que tinha). Depois, lá para o terceiro ano, essa distribuição foi suspensa, sem que tivesse sido criada qualquer alternativa.

Até que tivesse sido criado o "reforço" a meio da manhã (passou pelo menos um ano lectivo), chegávamos à hora de almoço quase a desfalecer de fome. Bendito "reforço"!... Mesmo um pão com doce de canário(*) "marchava" que era uma maravilha...

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(*) O doce de canário era uma especialidade colegial: um doce amarelo-alaranjado que tinha um sabor horrível. Mas a fome era tanta...

segunda-feira, setembro 04, 2006

Memórias do Baú LX - O Estudo


No Colégio cria-se desde cedo o hábito de estudar em grupo. Para quê "andar às cabeçadas" a um problema, se ao lado há quem possa dar uma "dica" para a sua resolução? Este modelo possibilita também a ajuda aos colegas mais fracos sem grande prejuízo próprio - antes pelo contrário, ser capaz de explicar aos outros é a melhor forma de garantir que percebemos mesmo.

A organização dos grupos raramente era aleatória, resultando de relações pessoais privilegiadas, de experiências anteriores positivas ou de aspectos conjunturais.

Os graduados do 1º ano tinham alguns hábitos de estudar em grupo, organizando-se para esta actividade em dois grupos, um de 1 elemento e outro de 3 elementos.

As fotografias desde "post" foram tiradas numa sessão de estudo nocturna de um dos grupos, com a ajuda de um tripé e do temporizador.

sábado, setembro 02, 2006

Resumo de Julho e Agosto de 2006

Este "post" faz o resumo da actividade do "blog" em Julho e Agosto de 2006.

O "blog" esteve em "serviços mínimos", ao abrigo dos quais foram publicadas fotografias do "3 de Março" de 2003 (III, IV, V, VI, VII, VIII, IX e X). Neste período foi possível dar férias ao contador de visitas, que mal mexeu...

No tema Histórias do Meu Tempo de Colégio, foi publicada a finalização da série A "Guerra das Turmas".

No tema Memórias do Baú, foi publicado um artigo sobre a Canon Canonet.

Se preferirem, podem iniciar a exploração pela página inicial.

Agradeço comentários/sugestões.

quarta-feira, agosto 30, 2006

"3 de Março" - 2003 (X)




Fotografados: 544/77, 350/77, 335/76 e 446/76.

domingo, agosto 27, 2006

quinta-feira, agosto 17, 2006

Memórias do Baú LIX - A Canon Canonet

O site da Canon apresenta-a como "Canon's first intermediate-class, Lens-Shutter 35mm camera". A sua comercialização começou em Janeiro de 1961, tendo o número de unidades vendidas ultrapassado um milhão.

A do meu pai foi comprada em Agosto de 1964, em Singapura, a caminho de uma Comissão em Timor. Depois andou pela Guiné e por Angola, para finalmente regressar à Metrópole e terminar a sua "carreira" de 21 anos... comigo, no Colégio Militar.

O pó, os maus-tratos, a falta de manutenção, e também o facto de o mundo entretanto ter passado a ser a cores, contribuiram para que as fotografias na fase final não tivessem grande qualidade, mas mais não se podia exigir a esta "guerreira", após uma "carreira" certamente mais longa do que a esmagadora maioria do seu milhão de "irmãs".

Na viagem de finalistas (Páscoa de 1985), na passagem por Andorra, comprei uma máquina nova; poucas semanas depois, já no início do 3º Período, a Canonet tirou a sua última fotografia.

Agora observa, divertida, o novo mundo digital a partir de uma prateleira em minha casa.

sábado, agosto 12, 2006

A "Guerra das Turmas" (Parte III)

Continuação de A "Guerra das Turmas" (Parte II).

A "Guerra" em Números

O quadro apresentado, que recorre a um indicador objectivo (número de medalhas conquistadas), demonstra a diferença entre o desempenho das turmas que foi referida nos "posts" anteriores desta série.

A Turma B apresenta uma performance "esmagadora": conquistou 56% do total de medalhas no período referido, tendo conquistado 78% das medalhas de Ouro. A Turma A apresenta a performance mais fraca, com apenas 12% do total de medalhas conquistadas.


Mas se a superioridade global da Turma B é inquestionável, no 5º Ano há que destacar o "brilhante" desempenho da Turma C, que "arrasou", apesar do regulamento mais restritivo em vigor desde o 3º ano... o que demonstra que é possível compatibilizar os bons resultados com a "balda". Uma lição que me ficou para toda a vida... ;-)

Continua em A "Guerra das Turmas" (Parte IV).

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Nota 1: as turmas mantiveram praticamente os mesmos elementos "medalháveis" ao longo dos 5 anos, pelo que os resultados são perfeitamente comparáveis.

Nota 2: a explicação para o "desaire" do 3º ano pode ser encontrada aqui.

segunda-feira, julho 31, 2006

A "Guerra das Turmas" (Parte II)

Continuação de A "Guerra das Turmas" (Parte I).

A estrutura das turmas manteve-se até ao 5º ano, com as habituais entradas e saídas dos que "chumbavam" e algumas raras mudanças de alunos de uma turma para outra, para equilibrar o número de alunos em cada turma.

Foi devido a um desses acertos (cujo critério nunca cheguei a perceber completamente) que tive a felicidade de viver por dentro esta diferença de culturas, uma vez que estive na Turma B no 1º e 2º anos e na Turma C do 3º ao 5º.

O choque da mudança foi enorme. Não só estava mais afastado das amizades mais fortes que tinha feito nos anos anteriores, como estava "entregue aos bichos", tendo percebido que a minha maior preocupação devia ser a de contribuir para "desenrascar" os "aflitos", e não a de tirar boas notas.

Na Turma B, os estudos e os trabalhos eram essencialmente feitos individualmente ou em grupos de dois; na Turma C, era tudo feito "em família", e os trabalhos dos melhores alunos circulavam pela turma para que todos os outros pudessem produzir as suas próprias "adaptações" a tempo da aula seguinte.

Passei a ter um conjunto de responsabilidades acrescidas durante os testes, pois tinha a "obrigação" de ir passando as resoluções dos exercícios a um conjunto de camaradas que estavam dependentes da minha ajuda para obter uma nota positiva.

Resultado: as minhas notas desceram, apanhei alguns "ataques de nervos" devido à dificuldade em me concentrar durante os testes com toda a gente a "bichanar", mas senti-me num ambiente "familiar", mais alinhado com aquilo que eu considerava o espírito colegial.

Continua em A "Guerra das Turmas" (Parte III).

terça-feira, julho 25, 2006

sexta-feira, julho 21, 2006

segunda-feira, julho 17, 2006

"3 de Março" - 2003 (VI)




Fotografado: "Bata".

quinta-feira, julho 13, 2006

"3 de Março" - 2003 (V)




Fotografados: "Bata", 481/77 e 358/77.

domingo, julho 09, 2006

"3 de Março" - 2003 (IV)




Fotografados: 539/77, 522/77 e 358/77.

quinta-feira, julho 06, 2006

"3 de Março" - 2003 (III)




Fotografados: 350/77, 335/76, "Bata".