quinta-feira, maio 03, 2007

Memórias do Baú XCI - A Viagem de Finalistas


Na primeira noite em Paris, uma viagem de metro até Charles de Gaulle - Étoile...

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segunda-feira, abril 30, 2007

Destaques de Março e Abril de 2007

Este "post" apresenta os destaques do "blog" referentes aos meses de Março e Abril de 2007.

No tema Memórias do Baú, há a destacar a continuação da publicação de fotografias do 3 de Março de 1985, bem como o início da publicação de fotografias da Viagem de Finalistas.

No tema A Actualidade, há a destacar a continuação da publicação da série Onde Estão Os Ex-Alunos?.

Neste período foi criado um novo tema - A Foice em Memória Alheia - que conta episódios da vida colegial vividos por outros camaradas, e que estes se dispuseram a partilhar. O tema começa "em grande", com a publicação da série A Última Vítima do Grizzly.

Merecem sempre destaque no "blog" o Índice Temático e os Comentários.

sábado, abril 28, 2007

A Última Vítima do Grizzly (Parte II)

Continuação de A Última Vítima do Grizzly (Parte I).

O "David"

O "David" desta história é o 475/77, que cedo ganhou a alcunha de "chaminhas", pelo facto de andar sempre a brincar com fósforos.

Era, segundo o próprio, uma "paixão" anterior à entrada no Colégio: "Lembro-me de uma vez quando estava na 3ª ou 4ª classe, eu e outro miúdo nos termos escapulido à hora do almoço do colégio onde estávamos e de ter comprado uma caixa de fósforos numa banca que havia junto à estação de comboios de Mem-Martins, onde eu vivia."

O "chaminhas" tornou-se especialmente notado no Colégio pelo incidente que relatarei nesta série, um "marco" na sua relação com o fogo, mas que nem por isso lhe diminuiu o interesse pelo tema. Aliás, durante a primeira metade dos anos que passou no Colégio, o "chaminhas" podia ser encontrado praticamente todas as tardes no "Monte Sinai"(*) a fazer fogueiras.

"Agora me lembro de estar na 1ª, com todos formados no geral na formatura para o almoço e ser apanhado sentado no chão a tentar acender fósforos, raspando-os nos mosaicos do chão do geral (e dava para acender). Estava tão entretido naquilo que perdi completamente a noção de onde estava. Nem dei pelo graduado (que já não me lembro quem era) se ter aproximado de mim e ter parado ao meu lado, estupefacto com o que estava a ver. Se bem me lembro nem sequer fui castigado." O graduado (128/71, "Nhó-nhó") lembra-se... e acrescentou que a história acabou com o "prevaricador" pendurado pelos pés sobre a latrina, com a ameaça de que a reincidência levaria ao "mergulho"...

Um toque de ironia do destino: coube ao "chaminhas" a honra de inaugurar a chama dos 175 anos do Colégio, então colocada na Parada do Corpo de Alunos.


Continua em A Última Vítima do Grizzly (Parte III).

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(*) "Monte Sinai": formação geológica situada a N do campo de futebol, e que apareceu como resultado da acumulação das terras tiradas para a construção do Pavilhão de Ciências.

terça-feira, abril 24, 2007

Memórias do Baú XC - A Viagem de Finalistas


Após um processo de decisão complexo, elegemos Paris como destino da nossa Viagem de Finalistas.

E lá partimos, quando chegaram as férias da Páscoa, num autocarro sem qualquer conforto e em companhia nem sempre interessante (com excepção do "Bata", cuja escolha foi nossa) à descoberta da "Cidade Luz"...

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sexta-feira, abril 20, 2007

Onde Estão Os Ex-Alunos? (Parte IV)


Continuação de Onde Estão Os Ex-Alunos? (Parte III).

Analisando os dados disponíveis (dados sobre sócios e esperança média de vida), pode concluir-se que o número de óbitos previstos é superior ao número de novos sócios previstos, o que conduz a uma redução progressiva do número de sócios.

Esta redução significará menos recursos financeiros e uma menor capacidade de intervenção, ou seja, uma AAACM menos habilitada para defender/promover a imagem do Colégio.

Continua em Onde Estão Os Ex-Alunos? (Parte V).

segunda-feira, abril 16, 2007

Memórias do Baú LXXXIX - Os Campeonatos Internos

Todos os anos havia campeonatos internos, nos quais os diversos cursos, agrupados por idades, competiam entre si em diversas modalidades.

No Colégio, a modalidade "raínha" era, por natureza, o futebol, mas o voleibol também estava bem "cotado", em grande parte pelo facto de o professor responsável ser também o que dava aulas ao "1º grupo" de ginástica, tendo assim a possibilidade de "recrutar" os melhores alunos.

O basquetebol não tinha uma expressão muito forte, e a comprová-lo está o facto de eu pertencer à selecção do Colégio... ;-)

No último ano, tive a honra de participar na equipa do meu curso que disputou e venceu o campeonato interno de basquetebol, tendo ganho a única medalha desportiva em toda a minha passagem pelo Colégio.

Em relação aos restantes elementos da equipa, lembro-me do 92, do "Galinha" (492), do "Fru-fru" (358) e do "Grego" (312). Os outros, que se "acusem"...

quinta-feira, abril 12, 2007

A Última Vítima do Grizzly (Parte I)

Continuação de A Última Vítima do Grizzly (Introdução).


O "Golias"

Em 1941, aproveitando a experiência dos primeiros anos da 2ª Guerra Mundial, o exército Americano desenhou um novo carro de combate de porte médio, que procurava corrigir os defeitos dos modelos anteriores, mantendo no entanto uma estrutura comum que permitisse minimizar as alterações nas linhas de montagem dos componentes. Este novo carro de combate foi baptizado de "Sherman", mantendo a tradição de escolher nomes de grandes Generais da história Americana.

Entre Fevereiro de 1942 e o 2º semestre de 1945, foram fabricadas dezenas de milhares de veículos Sherman, com múltiplas variantes.

Uma das primeiras variantes a ser fabricada foi a M4A1, da qual foram produzidos 9.895 veículos. Uma "sub-variante" do M4A1, com uma especificação ligeiramente diferente em termos de "acabamentos" (equipamento, posição do equipamento dentro do veículo, etc.), foi produzida numa linha de montagem da Montreal Locomotive Works, em Montreal, Canadá. Deste modelo, designado por "Grizzly", apenas foram produzidos 188 exemplares, porque entretanto se concluiu que os Estados Unidos teriam capacidade de produzir o volume necessário para alimentar os exércitos aliados.

O veículo que está na Parada do Corpo de Alunos é uma "raridade", pois pertence ao conjunto de 188 Grizzlies fabricados entre Outubro e Dezembro de 1943. A sua identificação é facilmente verificada pelo logótipo da General Steel (escudo com a letra "G") na parte frontal. O número de série (entre 1 e 188) está gravado abaixo do logótipo, mas é imperceptível devido às múltiplas camadas de tinta. Deverá haver no interior uma placa de identificação com um código de registo que permite estabelecer uma relação com o número de série.

Os Grizzlies não chegaram a ser utilizados na guerra, tendo sido utilizados no Canadá como veículos de treino. No fim da guerra, alguns deles foram enviados para Portugal, onde se mantiveram no activo durante alguns anos, sendo depois vendidos para museus ou coleccionadores particulares.

Nos Estados Unidos, a "Meca" do coleccionismo de Carros de Combate, há apenas 6 Grizzlies identificados, alguns dos quais comprados ao Exército Português. O valor actual de um Grizzly ronda os 100.000 euros.


Continua em A Última Vítima do Grizzly (Parte II).

domingo, abril 08, 2007

Memórias do Baú LXXXVIII - "3 de Março" - 1985


Fotografados: 207/78 e 357/77.

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sábado, abril 07, 2007

A Última Vítima do Grizzly (Introdução)

A luta era desigual: de um lado, um monstro metálico de 30 toneladas; do outro, um rapaz franzino de 11 anos.

Iríamos assistir à repetição da luta entre David e Golias? Não; desta vez imperou a lógica, e o "Golias" levou a melhor.

O "David", apesar de tudo, viveu para contar.

Continua em A Última Vítima do Grizzly (Parte I).

quarta-feira, abril 04, 2007

Onde Estão Os Ex-Alunos? (Parte III)


Continuação de Onde Estão Os Ex-Alunos? (Parte II).

O gráfico acima publicado representa, por ano de entrada no Colégio, e para o número de ex-alunos que se estima estarem vivos (com base na aplicação de curvas de esperança de vida), a percentagem dos que são sócios da AAACM, bem como uma média móvel (para atenuar as diferenças entre anos próximos).

Da análise dos dados, verifica-se que:

- Para os entrados na década de 40, a percentagem de sócios ronda os 45%;

- Para os entrados na década de 50, a percentagem de sócios cai progressivamente até aos 25%;

- Para os entrados na década de 60, a percentagem de sócios mantém-se nos 25%;

- Para os entrados na década de 70, a percentagem de sócios vai até aos 20%, mas termina nos 25%;

- Para os entrados na década de 80, a percentagem de sócios sobe até aos 30%;

- Para os entrados na década de 90, a percentagem de sócios mantém-se nos 30%.

É ainda curioso verificar as grandes diferenças que há entre alguns cursos "vizinhos", havendo várias situações em que um curso tem metade da percentagem do curso que está ao lado.

Aceitam-se explicações.

Continua em Onde Estão Os Ex-Alunos? (Parte IV).

terça-feira, março 27, 2007

Memórias do Baú LXXXVII - A "Mocada"

O discurso da "Mocada" de 1984/85, conforme reproduzido no "Jornal do Colégio Militar" nº 146, de Março de 1985.


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sexta-feira, março 23, 2007

Onde Estão Os Ex-Alunos? (Parte II)


Continuação de Onde Estão Os Ex-Alunos? (Parte I).

Este gráfico apresenta, curso a curso, a relação entre o número de ex-alunos vivos (estimativa) e o número de sócios.

Principais conclusões:

1) Há alguma correlação entre o número de ex-alunos vivos e o número de sócios;

2) Os cursos mais "bem comportados" (acima da diagonal) são os da década de 40;

3) Os cursos mais "mal comportados" (abaixo da diagonal) são os da década de 70.

Continua em Onde Estão Os Ex-Alunos? (Parte III).

domingo, março 18, 2007

Memórias do Baú LXXXVI - "3 de Março" - 1985


Fotografados: 451/76, 376/77.


Fotografados: 467/77, 177/78, 66/77, 401/77.

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domingo, março 11, 2007

Casos Notáveis (Parte II)

notável (adjectivo, 2 géneros): digno de nota, de atenção ou reparo.

Caracterização de alguns aspectos da vida colegial, tomando como partida exemplos de alguns camaradas de curso - sem números, sem alcunhas, sem nomes.

Tom & Jerry

O Tom era grande, e era frequente utilizar o seu tamanho para intimidar os mais pequenos e atingir os seus objectivos, ou seja, era aquilo a que no Colégio chamávamos de "despotista".

O Jerry era pequeno, mais fraco do que o Tom, mas nem por isso se deixava intimidar por este.

Por várias vezes o Tom passou dos limites, e ficou claro que era necessário fazer qualquer coisa. Se avançássemos todos contra ele, conseguíamos vencê-lo, mas quem fosse apanhado por ele podia ficar um bocado maltratado... Enquanto olhávamos todos uns para os outros e decidíamos o que fazer (basicamente todos à espera que alguém tomasse a iniciativa), o Jerry avançava, com a convicção de que havia uma missão a cumprir, e que ele a cumpriria sozinho ou acompanhado. E a malta lá ia atrás...

Tal como nos desenhos animados, o Tom até podia estar em vantagem no meio do episódio, mas o resultado final era invariavelmente favorável ao Jerry.

Hoje o Tom provavelmente continua a ser... o Tom. Quanto ao Jerry, continua a "pôr na linha" os Toms deste mundo.

quarta-feira, março 07, 2007

Memórias do Baú LXXXV - Os Chás Dançantes


Um convite a juntar à colecção publicada pela mbrmbr em http://chadancante.blog.co.uk.

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sábado, março 03, 2007

A "Besta do Typographo"

Um famoso matemático colegial, cuja fotografia anexa, publicada na revista O Colégio Militar de Dezembro de 2006(*), terá sido tirada quando "tipógrafo" ainda se escrevia "typographo", atribuía à "besta do tipógrafo" qualquer erro que fosse identificado numa das suas "famosas" fichas manuscritas.

O referido professor publicou, nesse número da revista, um artigo sobre números perfeitos, no qual lançou novas "teorias matemáticas".

Veja-se o exemplo reproduzido de seguida, onde se afirma, entre outras coisas, que 211 - 1 = 2047 = 23 ? 89.


A explicação é simples: o "tipógrafo", entre outras coisas, "despromoveu" os expoentes das potências, tornando o artigo ilegível mesmo para os poucos que se aventurariam a tentar entender o tema.

O professor garante que ainda sabe fazer contas de subtrair. Mais uma vez, foi vítima da "besta do tipógrafo"...

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(*) Acessível neste link.

sexta-feira, março 02, 2007

Memórias do Baú LXXXIV - "3 de Março" - 1985


Não há palavras...

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quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Resumo de Janeiro e Fevereiro de 2007

Este "post" faz o resumo da actividade do "blog" em Janeiro e Fevereiro de 2007.

No tema Histórias do Meu Tempo de Colégio, há a destacar o encerramento da série As Medalhas Que Alguém Ganhou, tendo ainda sido publicados "posts" sobre A Punição Que Eu Não Tive, Os "Ourives", a Visita de Estudo a Guimarães, Braga e Serra do Gerês e os Chás Dançantes ("A Menina Dança?").

No tema Memórias do Baú, há a referir as memórias sobre A Melhor Mãe do Mundo e As Mensalidades, bem como a continuação das séries O "Cadastro", As Redacções, "Área Reservada" e "3 de Março" - 1985.

No tema A Actualidade, há a destacar o início da publicação da série Onde Estão Os Ex-Alunos?.

Merecem sempre destaque no "blog" o Índice Temático e os Comentários.

Se preferirem, podem iniciar a exploração pela página inicial.

Agradeço comentários/sugestões.

domingo, fevereiro 25, 2007

"A Menina Dança?"

Os Chás Dançantes dos anos 80 davam um filme.

O filme começava muito antes da abertura das portas, com o planeamento dos trabalhos, a concepção, a construção dos elementos cénicos e a montagem.

Se o trabalho de concepção ficava a cargo de um grupo restrito, já a montagem "tocava a todos", pela quantidade e variedade das tarefas envolvidas: montagem dos cabos de suporte da cobertura, montagem da cobertura, montagem dos adereços (luzes, bolas de espelhos, máquinas de fumo, etc.), montagem da mesa de som e luzes, montagem do sistema de som, colocação dos cobertores nas janelas, montagem do bar, etc.

Depois vinha a "hora da verdade"... abriam-se os portões e começava a secção principal do filme: a festa!

Nesta secção, desfilavam personagens como o "dj", o "galã", o "predador", a "vamp", o(a) tímido(a), a aluna do IO (caracterizada pelo ataque/defesa em grupo), o ex-aluno com cabeleira farta (só porque podia), o "rata" que acompanhava a irmã mais velha (até ela o mandar "desaparecer"), o "nerd"(*), etc.

Depois vinha a parte final do filme... a desmontagem e arrumação do espaço, mas, sobretudo, a partilha e "arrumação" das memórias, com o consequente planeamento das acções para os dias seguintes (telefonemas a fazer, cartas a escrever, filmes para ver, etc.).

Os Chás Dançantes eram muito importantes para nós; tão importantes, que a ameaça do seu fim deu origem à "boiada" mais "mediática" dos anos 80: durante vários dias, todo o Batalhão andou em "fila indiana" para todo o lado, e nos intervalos das aulas os alunos andavam em duas filas (uma para cada lado) à volta das varandas dos claustros. Resultou: as duas partes em litígio sentaram-se à mesa e negociaram um acordo que permitiu a continuação dos Chás.

Recentemente, uma antiga frequentadora dos Chás Dançantes encontrou no "baú" alguns convites, tendo criado um "blog" para os partilhar. Estas imagens de pedaços de papel vão-nos certamente despertar memórias dos "bons velhos tempos".

A visitar, em http://chadancante.blog.co.uk.

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(*) Não estamos a falar do verdadeiro "nerd", porque esse obviamente não ia aos Chás: ia perder uma tarde de estudo, ouvir música em "altos berros" e - pormenor extremamente desagradável - estar ao pé de "gajas".

Estamos a falar do "nerd light", que o "galã" podia apresentar às amigas e explicar que era o gajo que tirava 18s e que lhe passava respostas nos pontos, mas que até gostava de música, ia aos Chás, e conseguia tentar dançar sem cair (estou obviamente a exagerar, porque o Salgueiro só me fez isto um vez).

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Memórias do Baú LXXXIII - As Mensalidades


Não tenho a ideia de quanto é que isto era "em melões", mas parece-me que, para a generalidade dos filhos de militares, e tendo em conta que incluía "cama, mesa e roupa lavada", era um valor acessível.

Considerando também que proporcionava condições muito acima da média dos estabelecimentos de ensino comparáveis (liceus, externatos, etc.), não era de estranhar que o número de candidatos superasse largamente o número de vagas.

Hoje o panorama é completamente diferente, e (pelo menos) numa coisa reconheço claras vantagens face ao passado: já ninguém vai para o Colégio porque é a escolha natural, ou para fugir ao caos que é o ensino no exterior; hoje os alunos vão para o Colégio por opção deles e dos pais. E é uma opção que certamente é bem pensada, porque o preço "dói" a quase todos, porque quase todos se encontram na categoria dos civis.

Há certamente menos candidatos, mas talvez os alunos tenham, em média, uma relação mais "saudável" com o Colégio do que os alunos tinham "no meu tempo".

sábado, fevereiro 17, 2007

Onde Estão Os Ex-Alunos? (Parte I)

Inspirado por um artigo sobre o "Quem é Quem" escrito pelo João Martins Mateus (169/1944) na revista da AAACM nº 165, e por uma análise sobre a base de dados "exalunoscm" publicada pelo Pedro Freitas (15/1975) no seu "blog" (http://www.defreitas.blog.co.uk), resolvi voltar a uma análise estatística que fiz há um ano sobre o mesmo tema: a ligação dos ex-alunos à AAACM (e, consequentemente, ao Colégio).

O estudo visava analisar a ligação dos diversos cursos/épocas à AAACM, de forma a tentar identificar padrões que permitam definir acções a tomar para "puxar" mais ex-alunos para sócios da AAACM. Face aos estudos que referi, este tem a vantagem de partir de dados que reflectem um maior compromisso por parte dos ex-alunos (pagamento de quotas vs. preenchimento de uma ficha ou de um formulário "on-line").

Nesta 1ª parte, apresento um gráfico que relaciona, para os ex-alunos entrados em cada ano, o número estimado dos que estão vivos com o número dos que são sócios da AAACM.


Analisando a média móvel do número de sócios por ano de entrada, verifica-se que há uma representatividade uniforme de todas as épocas, com uma média de 20 a 30 ex-alunos por curso de entrada. Este facto causa desde já alguma estranheza, dada a variação muito mais ampla que se verifica na média móvel do número de alunos entrados.

É também visível a enorme diferença que há entre as duas curvas, colocando os sócios da AAACM como uma clara minoria.

Qualquer dos aspectos atrás referidos será objecto de uma análise mais detalhada nas partes seguintes desta série.

Continua em Onde Estão Os Ex-Alunos? (Parte II).

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Memórias do Baú LXXXII - "3 de Março" - 1985


Finalmente, após horas e horas de treinos, chegava o "momento da verdade"!

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sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Visita de Estudo a Braga, Guimarães e Serra do Gerês

Em Abril de 1982, no 5º ano, fomos fazer uma visita de estudo de vários dias a Braga, Guimarães e Serra do Gerês.

O objectivo seria o de, numa só viagem, podermos observar "no terreno" alguns aspectos que tínhamos estudado ao longo dos anos nas disciplinas de História, Geografia, Ciências e Biologia.

Como ponto de apoio, teríamos o Regimento de Cavalaria de Braga, onde ficaríamos hospedados "em regime de MP".

Naquele tempo, uma viagem até Braga em autocarros militares demorava uma "eternidade", pelo que chegámos já tarde e cansados de tanto solavanco, bem como esfomeados por só termos comido o tradicional almoço "take-away" do Colégio: uma sandes, um pedaço de frango, uma peça de fruta e um pacote de sumo.

Foi com grande alívio que finalmente chegámos à Porta de Armas do Regimento, onde nos esperava (assim esperávamos) um reconfortante jantar.

Do outro lado, vislubrámos alguns olhares de surpresa, primeiro do praça de guarda à Porta de Armas e depois do Oficial de Dia. Será que nunca tinham visto "Meninos da Luz"? Momentos depois, vislumbrámos a mesma surpresa no olhar do oficial responsável pelo nosso grupo, após uma curta conversa que este manteve com o Oficial de Dia do Regimento.

Aparentemente, havia um "pequeno problema": ninguém sabia da nossa vinda. As comunicações militares, com todos os protocolos para as tornar infalíveis, tinham falhado. Casernas disponíveis? Não havia. Comida? Também não.

Mas não há imprevisto que arrase a motivação de um Português, muito menos a de um que é militar, e por isso começou-se de imediato a trabalhar num cenário alternativo: havia "kits" de tendas (1 pano, 2 estacas e espias), também se arranjavam alguns cobertores, e havia um terreno a uns (bons) quilómetros que podia ser utilizado para fazer um acampamento. Comida? Ia-se ver o que é que se arranjava, mas certamente que mais tarde se arranjava alguma coisa.

E assim, cansados, com fome e com frio, fomos montar o nosso acampamento num terreno "no meio de nada", ficando depois à espera do jantar.

O jantar chegou, já bem depois da hora apropriada: uma caixa de madeira com pão e outra cheia de sardinhas em sal. Era o que se conseguia arranjar, tendo em conta a pouca antecedência.

A imagem dessa noite é inesquecível: os alunos juntos à volta da fogueira, enrolados em cobertores, cada um com um pau com uma sardinha espetada, que iam assando directamente nas chamas da fogueira e comendo com pão. E as sardinhas, diga-se de passagem, "souberam a pato".

Histórias dessa viagem, houve muitas, tendo algumas já sido contadas nos comentários de um outro "post": aqui, aqui, aqui e aqui.

domingo, fevereiro 04, 2007

Memórias do Baú LXXXI - "Área Reservada"


O Gabinete do Comandante de Companhia

Hoje existe legislação ao abrigo da qual um cidadão pode consultar a informação que uma determinada entidade guarda a seu respeito.

Infelizmente essa não era ainda a realidade em 1985, e por isso os cidadãos colegiais tinham que arranjar formas "criativas" para acederem aos seus "cadastros".

Corriam, naturalmente, o risco de que essa consulta viesse, caso fosse descoberta, a contribuir para o "enriquecimento" do próprio "cadastro"... ;-)

Fotografados: 207/78, 583/78 e 401/77.

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quarta-feira, janeiro 31, 2007

As Medalhas Que Alguém Ganhou (Parte III)

Continuação de As Medalhas Que Alguém Ganhou (Parte II).


O gráfico apresentado tem como objectivo analisar a relação entre as medalhas de Aplicação Literária e de Aptidão Militar e Física conquistadas pelo curso de 1977/85.

Cada um dos eixos representa o número de medalhas de um determinado tipo conquistadas por um determinado aluno, e a dimensão de cada bola representa o número de alunos que se encontram em cada intersecção, ou seja, que conquistaram uma combinação específica de medalhas dos dois tipos.

Em primeiro lugar, é imediatamente observável que a zona superior direita não está preenchida, ou seja, que nenhum aluno conquistou mais do que a metade da soma do número máximo de medalhas dos dois tipos. Este facto contrasta com a generalidade dos cursos, que acabam por ter vários alunos nesta zona (alguns deles no ou perto do topo), mas também significa uma distribuição mais "democrática" das medalhas pelos elementos do curso.

Em segundo lugar, é observável a concentração de medalhas nos eixos. 53% das Literárias foram conquistadas por alunos que não conquistaram quaisquer Físicas; para termo de comparação, no curso de 1974 (o do Caetano) este valor foi de 13%. 62% das Físicas foram conquistadas por alunos que não conquistaram quaisquer Literárias; no curso de 1974, este valor foi de 49%.

Daqui se conclui haver uma separação maior do que a habitual entre as duas elites mais importantes dentro de cada curso.

Os elementos do eixo das Literárias eram, naturalmente, "Não-Fixes".