sábado, junho 16, 2007
terça-feira, junho 12, 2007
A Última Vítima do Grizzly (Parte IV)
Continuação de A Última Vítima do Grizzly (Parte III).
O Epílogo
Após ter sentido o "hálito" quente do Grizzly, qual "maldição faraónica" reservada a quem perturba o descanso de um guerreiro, o "chaminhas" correu para a Enfermaria.
O enfermeiro de serviço, habituado a tratar feridas nos joelhos e cotovelos, alguns braços e pernas partidos, e também alguns casos de "falquite" (em especial à hora das aulas de equitação), não esperava ter que lidar com uma situação destas. De acordo com o relato do "chaminhas", "quando eu entrei, o enfermeiro começou a rir-se de mim, porque pensou que eu tinha caído de cabeça na lama." Dá para imaginar o aspecto...
Quais foram as consequências?
"Queimei a cabeça, desde a zona dos olhos até à nuca, com maior incidência do lado esquerdo do crânio."
"O olho esquerdo inchou e tive que pôr pomada dentro do olho. A pele da orelha esquerda acabou por ficar seca e quebradiça e depois foi caindo. Durante uns anitos, fiquei com a pele da zona afectada mais escura que a restante, o que veio a disfarçar com o tempo, até desaparecer."
"Se não usasse óculos, podia ter ficado cego, pelo menos do olho esquerdo, que foi o mais afectado. Os óculos não deixaram a chama bater em cheio nos meus olhos. Eu, de facto, cheguei a ver a chama, porque bateu nos óculos de frente e foi suficiente para eu 'tirar a fotografia'. Se tivesse levado com a chama em cheio de frente nos olhos abertos, não sei o que teria acontecido."
"Lembro-me de estar na enfermaria com a cabeça ligada, vestido, deitado em cima de uma cama em repouso, e de entrarem os meus pais, com a minha mãe a chorar desalmadamente e a vir abraçar-se a mim e eu a pensar: mas o que é que se passa? Acontece que alguém tinha telefonado para os meus pais a dizer que eu estava TODO queimado…"
A recuperação demorou alguns meses, sendo que nos dois primeiros o "chaminhas" andou com a cabeça "entrapada". "Depois dos primeiros dias em que realmente me ardeu, eu andava porreiro da vida, entrapado como um gajo que veio da frente de combate e tinha a atenção de toda a gente e dos meus amigos lá da rua".
O comportamento mudou após o incidente?
"Não. Ou se mudou, tornou-me mais pirómano ainda. ;-)"
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sexta-feira, junho 08, 2007
Memórias do Baú XCV - A Viagem de Finalistas

A acolhedora Caserne Mortier...
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segunda-feira, junho 04, 2007
Curso de 1984/92 - 15 Anos de Saída
No passado dia 1 de Junho, o curso de 1984/92 comemorou os 15 anos de saída do Colégio.
Este é o curso do qual fui graduado no seu 1º ano, e que designo como "as minhas crianças".
Tenho excelentes memória dessa experiência como graduado, e foi para mim uma grande satisfação ter sido um "penetra" em parte desta comemoração e poder rever alguns camaradas que não já via há muitos anos, bem como confirmar o excelente relacionamento que o "núcleo" do curso tem mantido ao longo dos anos.
Os últimos anos têm sido pródigos em placas diferentes da tradição, quer nos materiais utilizados, quer nos textos gravados. A placa do curso de 1984/92 foi uma verdadeira surpresa, pois inova nos materiais e na mensagem implícita, fazendo uma metáfora da união da "família Colegial" e da "cicatrização" de feridas abertas no passado (do tipo "Fixes" e "Não-Fixes"), sendo a mensagem representada por duas secções que encaixam na perfeição e que são unidas por um "penso rápido".
Ou isso, ou então a placa partiu-se ao ser colocada e alguém lhe colou um "penso rápido" na brincadeira. ;-)
Recordei em especial o 325, já falecido, e o facto de este todos os dias passar os "intervalos grandes" na Sala de Visitas, a poucos metros do local onde foi descerrada a placa, a comer a "bolama" que a mãe lhe trazia, em visitas destinadas a suprir as carências da alimentação Colegial e... do internato. Por ele, todos dissemos "Presente".
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quinta-feira, maio 31, 2007
A Reunião da AAACM
Estive presente na reunião organizada pela AAACM no passado dia 19 de Maio.
Embora tenha chegado atrasado, fiquei com a sensação de que tinha chegado na "Hora H", pois tinha acabado de ser projectado um slide que apresentava a variação do número de sócios ao longo dos últimos anos.
Perante este quadro, fiquei "abananado". Finalmente percebi a razão da convocatória: perante uma situação destas, era óbvio que se justificava um "Estado de Emergência".
O quadro foi apresentado com alguma nota de preocupação, até porque também foi referida "uma redução muito significativa dos donativos", mas também houve uma nota de optimismo, porque, apesar de tudo, o número de sócios estava a aumentar. Havia alguns problemas com as cobranças, porque a "malta" se esquece de pagar, etc, etc.
E a reunião continuou. Falou-se da nova sede, do "Quem é Quem", etc., mas aquela informação não me saía da cabeça.
"O número de sócios pagantes diminuiu quase 30% nos últimos 4 anos! A nossa única receita segura diminuiu quase 30% nos últimos 4 anos! E não entramos em "Estado de Emergência"? E vamos construir uma sede nova? Com que dinheiro é que a vamos pagar?"
Eu já estava preocupado com o reduzido número de sócios, o que me levou a realizar a análise que publiquei na série Onde Estão Os Ex-Alunos?, mas estava longe de imaginar que só 46% dos sócios é que pagam as quotas.
A nossa Associação, que é o nosso único mecanismo de pressão para garantir que o nosso Colégio continua a existir e a formar jovens qualificados e empenhados em Servir o País, está nas mãos de 759 sócios, menos de 20% do número de ex-alunos vivos... é mau demais.
No final da reunião, na sessão de perguntas e respostas, os presentes estavam preocupados em saber se a nova sede vai ter acessos para deficientes, se a revista vai ser distribuída em PDF, etc.
Aqui fiquei ainda mais preocupado. "Estamos a ficar sem sócios! Estamos a ficar sem dinheiro! Não devíamos era estar a fazer alguma coisa para resolver este problema?"
Levantei-me e fiz uma intervenção de alguns minutos a explicar que, na minha opinião, não estávamos a discutir o ponto principal, que era o da falta de sócios pagantes (o único tipo de sócios que conheço), e do perigo que isso representa para o nosso futuro, e do que temos que fazer para ir buscar para a Associação todos os que não pagam e os que não são sócios. Fui ouvido com atenção, foi-me explicado que havia um grupo de sócios que estava a telefonar para os outros para lhes lembrar que têm quotas para pagar, e a reunião prosseguiu.
Usando a minha habitual ironia, poderia terminar escrevendo "afinal está tudo bem; não há motivo para preocupações", mas acho que este tema é demasiado sério para ironias: estou muito preocupado.
Os sócios são a nossa "fonte de vida". Sem sócios, não há dinheiro; sem dinheiro não há estrutura; sem estrutura, não há Associação. "No money, no clowns".
Um sócio que não paga, está distraído e pode ser alertado; um sócio que não paga há 4 anos, presumindo que está vivo, ou está muito distraído, ou mudou de casa e as revistas têm ficado na portaria do prédio. Vai pagar os retroactivos? Vai continuar a ser sócio? Vai continuar distraído?
Precisamos rapidamente de entrar em "Estado de Emergência". Temos que perceber quem é sócio e quem não é, e tentar aumentar o número de sócios, comprometendo-nos eventualmente com uma redução do valor da quota anual, caso o número de sócios aumente significativamente.
E, como é óbvio, todas as despesas significativas deverão ser analisadas face às receitas existentes.
Pela minha parte, estou disponível para "arregaçar as mangas". Há mais voluntários?
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domingo, maio 27, 2007
Memórias do Baú XCIV - A Viagem de Finalistas

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quarta-feira, maio 23, 2007
No Divã da "Enferma": A Escolha do Destino da Viagem de Finalistas
Penelope ou Gioconda?
A viagem de finalistas de 1983 tinha sido a Roma; a de 1984 tinha sido a Torremolinos. Batia certo com o estilo de cada um dos cursos.
Para a escolha do destino da viagem de finalistas de 1985, iria haver um confronto entre os dois conceitos, representados pelos destinos Benidorm e Paris.
Penelope ou Gioconda, quem ganharia?
Desde cedo que se tentou posicionar a questão como mais uma luta entre "Fixes" e "Não-Fixes". Sendo os "Fixes" mais unidos e mais influentes, seria uma vitória fácil. Houve, no entanto, "dissidências" em ambos os grupos, o que deixava o resultado final incerto.
Feita a votação, a vitória foi para Paris.
Mais tarde, no entanto, apurou-se que houve "irregularidades técnicas" na votação, e foi necessário repeti-la.
Paris ganhou de novo.
Entretanto surgiram "dados novos", desconhecidos à altura das votações anteriores, e a votação teve que ser repetida mais uma vez.
Paris voltou a ganhar. Foi pena, porque a Direcção já tinha sido informada da vitória de Benidorm.
Afinal toda a gente se divertiu em Paris, uns mais de dia e outros mais de noite... ;-)
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sábado, maio 19, 2007
Memórias do Baú XCIII - A Viagem de Finalistas

A Caserne Mortier podia não ser o melhor estabelecimento hoteleiro de Paris, mas sempre era melhor do que este "Hotel"...
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terça-feira, maio 15, 2007
A Última Vítima do Grizzly (Parte III)
Continuação de A Última Vítima do Grizzly (Parte II).
O Incidente
O incidente aconteceu no fim do 2º ano (1978/79), na época de exames. A maioria do Batalhão Colegial já estava de férias, tendo ficado no Colégio apenas os cursos que tinham exames.
O que é que aconteceu?
Nas palavras do "chaminhas": "Resumidamente, fui espreitar para dentro do depósito de combustível do 'Sherman' com um fósforo. Nota: o fósforo estava aceso."
É simples... ;-)
Mas há alguns detalhes curiosos, revelados pela primeira vez nesta conversa, que fazem alguma diferença, e mudaram a minha percepção sobre o incidente.
"O meu objectivo era o de espreitar para o interior do depósito. O depósito tinha uma protecção blindada que se encontrava aberta, deixando a descoberto a verdadeira tampa do depósito, que já alguém tinha levado para casa. O depósito estava completamente exposto às intempéries."
"Eu espreitei lá para dentro e vi que continha um líquido no fundo. Pensei: 'deve ser água da chuva'. Para o comprovar, apanhei um ramo que estava em cima do 'Sherman' e que tinha caído de uma daquelas árvores da parada que deitavam aquele 'algodão' todo, limpei-o de folhas e ramitos, e inseri-o no depósito, até ao fundo, de modo a molhar a ponta no tal líquido."
"Depois, cá fora, tentei pegar fogo à ponta do ramo para ver se era combustível. Não ardeu, pelo que concluí que deveria ser água da chuva."
"Depois, a curiosidade fez-me querer ver com mais clareza o interior do depósito. Não havia nada que me indicasse que não era seguro. Acendo um fósforo, vou a aproximar a cara da abertura, ao mesmo tempo que faço o mesmo com o fósforo para ter tempo de vislumbrar o interior do depósito antes que o amorfo se apagasse ao cair na água do fundo, e… nem tive tempo de me aproximar mais, porque os vapores, com os quais eu não contava e que se encontravam ainda dentro daquele depósito fatal (que, pensando bem, não deve ser assim tão pequeno como isso), trataram de me tornar uma lenda viva nos anos vindouros (yeah, right)."
"E eu, depois de me queimar, saltei lá de cima para o chão (o que fazia pelo menos 2 vezes a minha altura), apanhei o meu barrete, que tinha sido projectado à distância pelo jacto de fogo, e fui a correr para a enferma."
E o som? "Foi 'voooosshhhh', do género instantâneo. Se fosse 'buuuummmm', acho que tinha ido parar ao pé do meu barrete, e não todo ao mesmo tempo, he he he."
Continua em A Última Vítima do Grizzly (Parte IV).
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sexta-feira, maio 11, 2007
Memórias do Baú XCII - A Viagem de Finalistas

Na Avenue des Champs Elysées, um stand da Renault exibia o carro no qual Alain Prost quase foi Campeão do Mundo em 1983.
"Um Metro com pneus? Lá em Portugal ninguém vai acreditar nisto..."
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segunda-feira, maio 07, 2007
Onde Estão Os Ex-Alunos? (Parte V)
Continuação de Onde Estão Os Ex-Alunos? (Parte IV).
O Exemplo Vem de Cima
O gráfico anexo demonstra que há uma percentagem significativa de Comandantes de Batalhão que não são sócios da AAACM.
O Comandante de Batalhão tem um papel especial no Colégio: é o líder máximo dos alunos, e uma referência para muitos deles (em especial os mais novos).
Será que lhes poderá/deverá ser exigida uma responsabilidade especial enquanto ex-alunos? Como deveremos interpretar o sinal de que muitos dos líderes máximos se afastam do Colégio e não são sequer sócios da AAACM?
Continua em Onde Estão Os Ex-Alunos? (Parte VI) (a publicar).
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quinta-feira, maio 03, 2007
Memórias do Baú XCI - A Viagem de Finalistas

Na primeira noite em Paris, uma viagem de metro até Charles de Gaulle - Étoile...
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segunda-feira, abril 30, 2007
Destaques de Março e Abril de 2007
Este "post" apresenta os destaques do "blog" referentes aos meses de Março e Abril de 2007.
No tema Memórias do Baú, há a destacar a continuação da publicação de fotografias do 3 de Março de 1985, bem como o início da publicação de fotografias da Viagem de Finalistas.
No tema A Actualidade, há a destacar a continuação da publicação da série Onde Estão Os Ex-Alunos?.
Neste período foi criado um novo tema - A Foice em Memória Alheia - que conta episódios da vida colegial vividos por outros camaradas, e que estes se dispuseram a partilhar. O tema começa "em grande", com a publicação da série A Última Vítima do Grizzly.
Merecem sempre destaque no "blog" o Índice Temático e os Comentários.
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sábado, abril 28, 2007
A Última Vítima do Grizzly (Parte II)
Continuação de A Última Vítima do Grizzly (Parte I).
O "David"
O "David" desta história é o 475/77, que cedo ganhou a alcunha de "chaminhas", pelo facto de andar sempre a brincar com fósforos.
Era, segundo o próprio, uma "paixão" anterior à entrada no Colégio: "Lembro-me de uma vez quando estava na 3ª ou 4ª classe, eu e outro miúdo nos termos escapulido à hora do almoço do colégio onde estávamos e de ter comprado uma caixa de fósforos numa banca que havia junto à estação de comboios de Mem-Martins, onde eu vivia."
O "chaminhas" tornou-se especialmente notado no Colégio pelo incidente que relatarei nesta série, um "marco" na sua relação com o fogo, mas que nem por isso lhe diminuiu o interesse pelo tema. Aliás, durante a primeira metade dos anos que passou no Colégio, o "chaminhas" podia ser encontrado praticamente todas as tardes no "Monte Sinai"(*) a fazer fogueiras.
"Agora me lembro de estar na 1ª, com todos formados no geral na formatura para o almoço e ser apanhado sentado no chão a tentar acender fósforos, raspando-os nos mosaicos do chão do geral (e dava para acender). Estava tão entretido naquilo que perdi completamente a noção de onde estava. Nem dei pelo graduado (que já não me lembro quem era) se ter aproximado de mim e ter parado ao meu lado, estupefacto com o que estava a ver. Se bem me lembro nem sequer fui castigado." O graduado (128/71, "Nhó-nhó") lembra-se... e acrescentou que a história acabou com o "prevaricador" pendurado pelos pés sobre a latrina, com a ameaça de que a reincidência levaria ao "mergulho"...
Um toque de ironia do destino: coube ao "chaminhas" a honra de inaugurar a chama dos 175 anos do Colégio, então colocada na Parada do Corpo de Alunos.
Continua em A Última Vítima do Grizzly (Parte III).
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(*) "Monte Sinai": formação geológica situada a N do campo de futebol, e que apareceu como resultado da acumulação das terras tiradas para a construção do Pavilhão de Ciências.
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terça-feira, abril 24, 2007
Memórias do Baú XC - A Viagem de Finalistas

Após um processo de decisão complexo, elegemos Paris como destino da nossa Viagem de Finalistas.
E lá partimos, quando chegaram as férias da Páscoa, num autocarro sem qualquer conforto e em companhia nem sempre interessante (com excepção do "Bata", cuja escolha foi nossa) à descoberta da "Cidade Luz"...
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sexta-feira, abril 20, 2007
Onde Estão Os Ex-Alunos? (Parte IV)
Continuação de Onde Estão Os Ex-Alunos? (Parte III).
Analisando os dados disponíveis (dados sobre sócios e esperança média de vida), pode concluir-se que o número de óbitos previstos é superior ao número de novos sócios previstos, o que conduz a uma redução progressiva do número de sócios.
Esta redução significará menos recursos financeiros e uma menor capacidade de intervenção, ou seja, uma AAACM menos habilitada para defender/promover a imagem do Colégio.
Continua em Onde Estão Os Ex-Alunos? (Parte V).
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segunda-feira, abril 16, 2007
Memórias do Baú LXXXIX - Os Campeonatos Internos
Todos os anos havia campeonatos internos, nos quais os diversos cursos, agrupados por idades, competiam entre si em diversas modalidades.
No Colégio, a modalidade "raínha" era, por natureza, o futebol, mas o voleibol também estava bem "cotado", em grande parte pelo facto de o professor responsável ser também o que dava aulas ao "1º grupo" de ginástica, tendo assim a possibilidade de "recrutar" os melhores alunos.
O basquetebol não tinha uma expressão muito forte, e a comprová-lo está o facto de eu pertencer à selecção do Colégio... ;-)
No último ano, tive a honra de participar na equipa do meu curso que disputou e venceu o campeonato interno de basquetebol, tendo ganho a única medalha desportiva em toda a minha passagem pelo Colégio.
Em relação aos restantes elementos da equipa, lembro-me do 92, do "Galinha" (492), do "Fru-fru" (358) e do "Grego" (312). Os outros, que se "acusem"...
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quinta-feira, abril 12, 2007
A Última Vítima do Grizzly (Parte I)
Continuação de A Última Vítima do Grizzly (Introdução).
O "Golias"
Em 1941, aproveitando a experiência dos primeiros anos da 2ª Guerra Mundial, o exército Americano desenhou um novo carro de combate de porte médio, que procurava corrigir os defeitos dos modelos anteriores, mantendo no entanto uma estrutura comum que permitisse minimizar as alterações nas linhas de montagem dos componentes. Este novo carro de combate foi baptizado de "Sherman", mantendo a tradição de escolher nomes de grandes Generais da história Americana.
Entre Fevereiro de 1942 e o 2º semestre de 1945, foram fabricadas dezenas de milhares de veículos Sherman, com múltiplas variantes.
Uma das primeiras variantes a ser fabricada foi a M4A1, da qual foram produzidos 9.895 veículos. Uma "sub-variante" do M4A1, com uma especificação ligeiramente diferente em termos de "acabamentos" (equipamento, posição do equipamento dentro do veículo, etc.), foi produzida numa linha de montagem da Montreal Locomotive Works, em Montreal, Canadá. Deste modelo, designado por "Grizzly", apenas foram produzidos 188 exemplares, porque entretanto se concluiu que os Estados Unidos teriam capacidade de produzir o volume necessário para alimentar os exércitos aliados.
O veículo que está na Parada do Corpo de Alunos é uma "raridade", pois pertence ao conjunto de 188 Grizzlies fabricados entre Outubro e Dezembro de 1943. A sua identificação é facilmente verificada pelo logótipo da General Steel (escudo com a letra "G") na parte frontal. O número de série (entre 1 e 188) está gravado abaixo do logótipo, mas é imperceptível devido às múltiplas camadas de tinta. Deverá haver no interior uma placa de identificação com um código de registo que permite estabelecer uma relação com o número de série.
Os Grizzlies não chegaram a ser utilizados na guerra, tendo sido utilizados no Canadá como veículos de treino. No fim da guerra, alguns deles foram enviados para Portugal, onde se mantiveram no activo durante alguns anos, sendo depois vendidos para museus ou coleccionadores particulares.
Nos Estados Unidos, a "Meca" do coleccionismo de Carros de Combate, há apenas 6 Grizzlies identificados, alguns dos quais comprados ao Exército Português. O valor actual de um Grizzly ronda os 100.000 euros.
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domingo, abril 08, 2007
Memórias do Baú LXXXVIII - "3 de Março" - 1985

Fotografados: 207/78 e 357/77.
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sábado, abril 07, 2007
A Última Vítima do Grizzly (Introdução)
A luta era desigual: de um lado, um monstro metálico de 30 toneladas; do outro, um rapaz franzino de 11 anos.
Iríamos assistir à repetição da luta entre David e Golias? Não; desta vez imperou a lógica, e o "Golias" levou a melhor.
O "David", apesar de tudo, viveu para contar.
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quarta-feira, abril 04, 2007
Onde Estão Os Ex-Alunos? (Parte III)
Continuação de Onde Estão Os Ex-Alunos? (Parte II).
O gráfico acima publicado representa, por ano de entrada no Colégio, e para o número de ex-alunos que se estima estarem vivos (com base na aplicação de curvas de esperança de vida), a percentagem dos que são sócios da AAACM, bem como uma média móvel (para atenuar as diferenças entre anos próximos).
Da análise dos dados, verifica-se que:
- Para os entrados na década de 40, a percentagem de sócios ronda os 45%;
- Para os entrados na década de 50, a percentagem de sócios cai progressivamente até aos 25%;
- Para os entrados na década de 60, a percentagem de sócios mantém-se nos 25%;
- Para os entrados na década de 70, a percentagem de sócios vai até aos 20%, mas termina nos 25%;
- Para os entrados na década de 80, a percentagem de sócios sobe até aos 30%;
- Para os entrados na década de 90, a percentagem de sócios mantém-se nos 30%.
É ainda curioso verificar as grandes diferenças que há entre alguns cursos "vizinhos", havendo várias situações em que um curso tem metade da percentagem do curso que está ao lado.
Aceitam-se explicações.
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terça-feira, março 27, 2007
Memórias do Baú LXXXVII - A "Mocada"
O discurso da "Mocada" de 1984/85, conforme reproduzido no "Jornal do Colégio Militar" nº 146, de Março de 1985.
Para acederes ao "post" anterior sobre a "Mocada", clica aqui.
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sexta-feira, março 23, 2007
Onde Estão Os Ex-Alunos? (Parte II)
Continuação de Onde Estão Os Ex-Alunos? (Parte I).
Este gráfico apresenta, curso a curso, a relação entre o número de ex-alunos vivos (estimativa) e o número de sócios.
Principais conclusões:
1) Há alguma correlação entre o número de ex-alunos vivos e o número de sócios;
2) Os cursos mais "bem comportados" (acima da diagonal) são os da década de 40;
3) Os cursos mais "mal comportados" (abaixo da diagonal) são os da década de 70.
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domingo, março 18, 2007
Memórias do Baú LXXXVI - "3 de Março" - 1985

Fotografados: 451/76, 376/77.
Fotografados: 467/77, 177/78, 66/77, 401/77.
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domingo, março 11, 2007
Casos Notáveis (Parte II)
notável (adjectivo, 2 géneros): digno de nota, de atenção ou reparo.
Caracterização de alguns aspectos da vida colegial, tomando como partida exemplos de alguns camaradas de curso - sem números, sem alcunhas, sem nomes.
Tom & Jerry
O Tom era grande, e era frequente utilizar o seu tamanho para intimidar os mais pequenos e atingir os seus objectivos, ou seja, era aquilo a que no Colégio chamávamos de "despotista".
O Jerry era pequeno, mais fraco do que o Tom, mas nem por isso se deixava intimidar por este.
Por várias vezes o Tom passou dos limites, e ficou claro que era necessário fazer qualquer coisa. Se avançássemos todos contra ele, conseguíamos vencê-lo, mas quem fosse apanhado por ele podia ficar um bocado maltratado... Enquanto olhávamos todos uns para os outros e decidíamos o que fazer (basicamente todos à espera que alguém tomasse a iniciativa), o Jerry avançava, com a convicção de que havia uma missão a cumprir, e que ele a cumpriria sozinho ou acompanhado. E a malta lá ia atrás...
Tal como nos desenhos animados, o Tom até podia estar em vantagem no meio do episódio, mas o resultado final era invariavelmente favorável ao Jerry.
Hoje o Tom provavelmente continua a ser... o Tom. Quanto ao Jerry, continua a "pôr na linha" os Toms deste mundo.
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