sexta-feira, outubro 05, 2007

segunda-feira, outubro 01, 2007

Memórias do Baú CVII - Exercícios Militares


Magoito, Sintra, no fim do 3º ano (1980).

Aqui está um exemplo de uma tenda bem montada e camuflada...

Fotografados: 338/78, 358/77 e 350/77.

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sexta-feira, setembro 28, 2007

Major Fernandes

Hoje encontrei o Major Fernandes.

Reconheci-o imediatamente - está quase igual - e ele tembém me reconheceu, embora talvez não me tenha identificado como o homem que quase bateu o "record" da pista de combate.

O Major dava-nos muita confiança - chegava a dizer "eu dou-vos uma folha de papel em branco assinada por mim, e vocês escrevem o que quiserem" - e a malta, quase invariavelmente, abusava.

O que vale é que o Major tinha uma capacidade infinita para lidar com os nossos abusos, capacidade que, agora na reforma, coloca ao serviço da família. "Ando a tratar de assuntos dos meus filhos". E lá foi.

quarta-feira, setembro 26, 2007

Memórias do Baú CVI - Exercícios Militares


Numas noites (bem) frescas de Primavera, a parceria da camarata do 1º ano foi transferida para a Serra da Carregueira, mas desta vez sem os sacos de água quente, os radiadores de resistência e os seis cobertores.

Em vez disso, tínhamos a tradicional tenda do Exército, concebida para as noites quentes de África, pois era feita com 3 panos de 1,6 m (?) de lado, o que só permitia fechar um dos topos. Não fosse a nossa paciência de abrir "casas" para os botões num cobertor e usá-lo para fechar o outro topo, e haveria certamente alguns casos de hipotermia.

O desconforto era total. O chão era rijo e frio; as paredes da tenda ficavam geladas, e era necessário encostar-lhes as mochilas para as afastar dos dois ocupantes dos extremos; se se dormisse calçado, os pés inchavam; se se dormisse descalço, os pés gelavam (em particular para quem tinha uma altura superior à profundidade da tenda); o "pijama" (a farda) era desconfortável; o número de cobertores que levávamos era limitado, por causa do peso e volume... tudo se reunia para nos proporcionar uma experiência única.

Enfim, boas memórias... ;-)

Fotografados: 439/76, 207/78 e 357/77.

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sábado, setembro 22, 2007

Memórias do Baú CV - Exercícios Militares


"Como é que se vai para o Líbano?"

Sempre que íamos para um exercício militar, despertávamos a curiosidade de todas as pessoas que se cruzavam connosco. Não era normal ver miúdos de 15-17 anos fardados, armados e em veículos militares, como se fossem para um cenário de guerra.

Em Junho de 1982, Israel invadiu o Líbano, e esta guerra "entreteve" os meios de comunicação social durante meses/anos. Por isso, numa das deslocações para a Semana de Campo alguém teve a ideia de se "meter" com os condutores que paravam atrás de nós nos semáforos, alegando que o nosso condutor estava perdido, e perguntando como é que se ía para o Líbano... ;-)

Fotografados: 308/76, 572/77, ???, 522/77, 335/76, 66/77.

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terça-feira, setembro 18, 2007

Memórias do Baú CIV - "Área Reservada"


A Rouparia

A rouparia era um dos destinos mais comuns à noite, para ir buscar roupa lavada para o dia seguinte...

Fotografados: 357/77, 207/78, 401/77 e 82/77.

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terça-feira, setembro 11, 2007

A Responsabilidade de Andar Fardado

Certo dia, numa saída de quarta-feira à tarde, um aluno do Colégio, devidamente fardado, viajava sentado num autocarro da Carris completamente cheio, quando entrou uma senhora de meia-idade.

Como era já usual (e hoje é uma "regra instituída"), os homens que iam sentados fingiram que não era nada com eles: uns focaram-se mais no que estavam a ler, outros olharam pela janela "para o infinito", e outros não se deram sequer ao trabalho de disfarçar.

O aluno levantou-se prontamente para dar o lugar à senhora, que agradeceu com um comentário simpático em relação aos "Meninos da Luz", de forma a que fosse perfeitamente audível por todos os presentes.

Até aqui, tudo normal; aliás, se ele não desse o lugar à senhora, o mínimo a que se arriscava era a passar uma vergonha. Era a responsabilidade de andar fardado.

Mas acontece que a senhora era amiga do Bívar, um Sub-Director (ex-aluno) temido pela sua rigidez de cavaleiro, e em relação ao qual os alunos gostavam de manter uma distância prudente. E se o Bívar era um cavaleiro, também era um cavalheiro, e ficou tão sensibilizado com a descrição "épica" do acontecimento que lhe foi feita pela amiga, que resolveu que alguma coisa tinha que ser feita.

Assim, circulou pelo Corpo de Alunos a seguinte indicação: "deve apresentar-se no gabinete do Sub-Director o aluno que ia no 41 às tantas horas da passada quarta-feira".

O aluno em causa, após rever mentalmente vezes sem conta todas as suas acções para identificar o que é que poderia ter suscitado a ira do Bívar, e imaginar qual seria a reacção dos pais a uma punição que seria certamente pesada (para o Bívar, a escala começava em 35...), apresentou-se para a execução da sentença. Mas, para sua grande surpresa, não só não foi punido como acabou com um louvor em Ordem de Serviço, escrito em termos que fariam as conquistas de Alexandre o Grande parecer uma brincadeira de crianças.

Lembrei-me disto recentemente porque estava sentado no comboio, a trabalhar, quando entrou uma senhora de meia-idade. Os homens fingiram que não era nada com eles, mas eu tive o "azar" de estar "fardado" (com a barretina na lapela), e por isso levantei-me de imediato e continuei a trabalhar de pé.

É a responsabilidade de andar "fardado"...

sexta-feira, setembro 07, 2007

Destaques de Julho e Agosto de 2007

Este "post" apresenta os destaques do "blog" referentes aos meses de Julho e Agosto de 2007.

A "silly season" foi preenchida quase exclusivamente por duas séries:

1) No tema Memórias do Baú, a série dedicada à Viagem de Finalistas;

2) No tema Histórias do Meu Tempo de Colégio, a série dedicada às Músicas do Orfeão.

Merecem sempre destaque no "blog" o Índice Temático e os Comentários Anteriores.

quarta-feira, setembro 05, 2007

Memórias do Baú CIII - A Viagem de Finalistas

A Viagem de Regresso


Fotografados: 350/77, 62/77, 33/77, 220/77, 207/78 e 358/77.

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sábado, setembro 01, 2007

Músicas do Orfeão VIII - J'ai Descendu Dans Mon Jardin

J'ai Descendu Dans Mon Jardin - Canção Popular Francesa

J'ai descendu dans mon jardin (bis),
Pour y cueillir du romarin.

Gentil coquelicot, Mesdames,
Gentil coquelicot nouveau.

J'n'en avais pas cueilli trois brins (bis).

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quarta-feira, agosto 22, 2007

Músicas do Orfeão VII - Alma Llanera

Alma Llanera - P. E. Gutiérrez, R. B. Coronado

Soy hermano de la espuma,
de las garzas, de las rosas,
soy hermano de la espuma,
de las garzas, de las rosas,
y del sol, y del sol.

Amo, lloro, canto, sueño,
con claveles de pasión,
con claveles de pasión,
para ornar las rubias crines,
para ornar las rubias crines
del potro de mi amador.

Yo nací en esta ribera
del Arauco vibrador,
soy hermano de la espuma
de las garzas, de las rosas,
y del sol, y del sol.

Y del sol.

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sábado, agosto 18, 2007

Memórias do Baú CI - A Viagem de Finalistas

Visita à École Militaire de Saint-Cyr (continuação).


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sábado, agosto 11, 2007

Músicas do Orfeão VI - I Want To Be Ready

I Want To Be Ready - Espiritual Negro Norte-Americano

Refrão

I want to be ready,
I want to be ready,
I want to be ready,
To walk in Jerusalem just like John.


John said the city was just foursquare,
Walk in Jerusalem just like John.
And he declared he'd meet me there,
Walk in Jerusalem just like John.

Refrão

O John, O John, what do you say?
Walk in Jerusalem just like John.
That I'll be there at the coming day,
Walk in Jerusalem just like John.

Refrão

When Peter was preaching at Pentecost
Walk in Jerusalem just like John.
He was endowed with the Holy Ghost,
Walk in Jerusalem just like John.

Refrão

If you get there before I do,
Walk in Jerusalem just like John.
Tell all my friend I'm a-comin', too,
Walk in Jerusalem just like John.

Refrão

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segunda-feira, agosto 06, 2007

"3 de Março" - 2003 (XI)


Fotografados: 335/76, 57/77, 459/77, "Bata", 308/76 (de costas).


Fotografados: 346/77, 403/77 e 481/77.

terça-feira, julho 31, 2007

Músicas do Orfeão V - Les Petits Poissons

Les Petits Poissons

Les petits poissons dans l'eau
Nagent, nagent,
Nagent, nagent, nagent.

Les petits poissons dans l'eau
Nagent aussi bien que les gros!

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sexta-feira, julho 27, 2007

Memórias do Baú C - A Viagem de Finalistas

Visita à École Militaire de Saint-Cyr.


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segunda-feira, julho 23, 2007

Músicas do Orfeão IV - Quand il est Mort le Poète

Quand il est Mort le Poète - Louis Amade/Gilbert Bécaud

Quand il est mort le poète,
Quand il est mort le poète,
Tous ses amis,
Tous ses amis,
Tous ses amis pleuraient.

Quand il est mort le poète,
Quand il est mort le poète,
Le monde entier,
Le monde entier,
Le monde entier pleurait.

On enterra son étoile,
On enterra son étoile,
Dans un grand champ,
Dans un grand champ,
Dans un grand champ de blé.

Et c'est pour ça que l'on trouve,
Et c'est pour ça que l'on trouve,
Dans ce grand champ,
Dans ce grand champ,
Dans ce grand champ des bleuets.

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sexta-feira, julho 20, 2007

Memórias do Baú XCIX - A Viagem de Finalistas


A Vitória de Samothrace

Escultura em granito representando a Deusa Grega Nike (Vitória), descoberta em 1863 na ilha de Samothrace (Grécia).

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sábado, julho 14, 2007

Músicas do Orfeão III - Non Posso Disperar

Non Posso Disperar - S. De Luca (15?? - 16??)

Non posso disperar!

Non posso disperar,
Sei troppo, troppo cara,
Troppo, troppo cara,
Sei troppo cara al cor.

Non posso disperar,
Sei troppo cara al cor.

Non posso disperar,
Sei troppo cara,
Sei troppo, troppo cara, cara al cor,
Sei troppo, troppo cara, cara al cor.

Il solo sperare,
Il solo sperare
D'aver a gioire
M'e un dolce languire,
M'e un caro dolor,
M'e un caro,
M'e un caro dolor.

Il solo sperare
D'aver a gioire
M'e un dolce languire
M'e un caro dolor
M'e un dolce languire,
M'e un caro dolor.

Non posso disperar!

Non posso disperar,
Sei troppo, troppo cara,
Troppo, troppo cara,
Sei troppo cara al cor.

Non posso disperar,
Sei troppo cara al cor.

Non posso disperar,
Sei troppo cara,
Sei troppo, troppo cara, cara al cor,
Sei troppo, troppo cara, cara al cor.

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terça-feira, julho 10, 2007

Memórias do Baú XCVIII - A Viagem de Finalistas


O fascínio por escadas rolantes gigantescas...

Fotografados: 151/77 e 82/77.

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sábado, julho 07, 2007

Músicas do Orfeão II - Belle Qui Tiens Ma Vie

Belle Qui Tiens Ma Vie - Thoinot Arbeau (1519-1595)

Belle, qui tient ma vie captive dans tes yeux,
Qui m’a l’âme ravie d’un souriz gracieux,
Viens tôt me secourir, ou me faudra mourir.

Pourquoi fuis-tu, mignarde, si je suis près de toy,
Quand tes yeux je regarde, je me perds dedans moy,
Car tes perfections, changent mes actions.

Approche donc ma belle, approche toy mon bien,
Ne me sois plus rebelle, puisque mon coeur est tien,
Pour mon mal appaiser, donne moy un baiser.

Je meurs mon Angelette, je meurs en te baisant,
Ta bouche tant doucette, va mon bien ravissant
A ce coup mes esprits, sont tout d’amour épris.

Plutôt on verra l’Onde, contre mont reculer
Et plutôt l’œil du monde, cessera de brûler
Que l’amour qui m ‘époint, décroisse d’un seul point.

Escutar em formato midi aqui e aqui.

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quarta-feira, julho 04, 2007

Destaques de Maio e Junho de 2007

Este "post" apresenta os destaques do "blog" referentes aos meses de Maio e Junho de 2007.

No tema Memórias do Baú, há a destacar a continuação da publicação de fotografias da Viagem de Finalistas.

No tema A Actualidade, há a destacar a finalização da publicação da série Onde Estão Os Ex-Alunos?, complementada com o "post" sobre A Reunião da AAACM.

"As minhas crianças" fizeram 15 anos de saída, acontecimento que também foi assinalado neste "blog".

No tema A Foice em Memória Alheia, que se destina a contar episódios da vida colegial vividos por outros camaradas, e que estes se dispuserem a partilhar, foi finalizada a série A Última Vítima do Grizzly. Esta série é um relato na 1ª pessoa de uma das cenas mais curiosas vividas nos meus primeiros anos de Colégio, e cuja leitura é obrigatória. Agradeço mais uma vez ao "Chaminhas" o ter aceite partilhar connosco esta "pérola" da curiosidade infantil.

No tema Histórias do Meu Tempo de Colégio, foi publicado um "post" sobre O Orfeão Colegial, tendo sido iniciada a publicação de letras das músicas cantadas na época.

Merecem sempre destaque no "blog" o Índice Temático e os Comentários Anteriores.

segunda-feira, julho 02, 2007

Memórias do Baú XCVII - A Viagem de Finalistas


Uma refeição na Caserne Mortier. Seriam os famosos ravioli?

Fotografados: "Bata", Coronel Pinto Ribeiro, 357/77, 82/77, 522/77, 346/77, 481/77, 187/77, 358/77, 151/77 e 492/77.

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quinta-feira, junho 28, 2007

"Queda na Máscara"

Local/Evento: Carregueira, Semana de Campo.

Intervenientes: O "Matumbo" (um Aspirante que tinha a mania que era "duro") e algumas patrulhas de alunos.

Assunto: Instrução de "queda na máscara".

Depois de ter explicado a técnica da "queda na máscara", o "Matumbo" mandou os alunos colocarem-se em duas filas paralelas. À sua ordem, avançariam em corrida ligeira dois a dois e, perante a voz de "já!", fariam "queda na máscara" no sítio onde se encontrassem.

Só falta referir que o "Matumbo" tinha escolhido um campo cheio de arbustos rasteiros e com espinhos, e que, por uma enorme coincidência, gritava "já!" sempre na pior altura.

É claro que a "malta", ao ouvir o "já!", e apesar da exposição ao fogo do IN, procurava calmamente o sítio com menos arbustos e deitava-se com jeito para não se magoar.

O "Matumbo" estava furioso. Gritava que era preciso ir para o chão no momento certo, e que era preciso usar bem a técnica, ou seja, a primeira coisa a tocar no chão eram os joelhos, e depois era a coronha da G-3, de forma a amortecer a queda do corpo e a que o movimento de queda do corpo levasse a que a arma ficasse apontada para a frente, pronta a fazer fogo sobre o IN.

"Tenho medo de partir a coronha da G-3", argumentou um dos alunos, para justificar a forma "confortável" como se deitou. "Partir a coronha? Podes bater com a força que quiseres, que isso não se parte. Fiz isto centenas de vezes nos Comandos, e nunca se partiu."

Dito isto, o "Matumbo" avançou para demonstrar a utilização da técnica. Para começar, escolheu a direcção com mais arbustos, o que só lhe ficou bem. Depois avançou, em passo de corrida, e executou a técnica de forma decidida e irrepreensível.

Infelizmente, o efeito didáctico da demonstração não foi exactamente o pretendido, dado que, ao entrar em contacto com o chão, a coronha da G-3 se partiu, e o "Matumbo" ficou sem o factor que iria amortecer a sua queda, para além de não ter terminado com a arma apontada ao IN.

Mas, pior do que a dor da queda desamparada em cima dos espinhos, foi a dor da vergonha passada em frente a dezenas de Colegiais, que se riram "a bandeiras despregadas" durante meses com este incidente. E, se o respeito por ele já não era muito (talvez a alcunha de "Matumbo" dê alguma pista...), a partir daí foi nulo... ;-)

domingo, junho 24, 2007

Músicas do Orfeão I - Tant Que Vivray

Tant Que Vivray - Claudin de Sermisy (1495-1562)

Tant que vivray en aage florissant,
Je serviray Amour le Dieu puissant,
En faict, et dictz, en chansons, et accords.
Par plusieurs jours m'a tenu languissant,
Mais apres dueil m'a faict resjouyssant,
Car j'ay l'amour de la belle au gent corps.
Son alliance
Est ma fiance:
Son cueur est mien,
Mon cueur est sien:
Fy de tristesse,
Vive lyesse,
Puis qu'en Amours a tant de bien.

Quand je la veulx servir, et honnorer,
Quand par escriptz veulx son nom decorer,
Quand je la voy, et visite souvent,
Les envieulx n'en font que murmurer,
Mais nostre Amour n'en sçauroit moins durer:
Aultant ou plus en emporte le vent.
Maulgré envie
Toute ma vie
Je l'aymeray,
Et chanteray:
C'est la premiere,
C'est la derniere,
Que j'ay servie, et serviray.

Escutar em formato midi aqui.

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