sábado, outubro 27, 2007

Centenário do Nascimento de um Notável Matemático

António Aniceto Ribeiro Monteiro, Ex-78/1917

Artigo escrito e enviado para publicação por José Manuel Sena Neves ("Bata"); fotografias cedidas pela família de António Aniceto Monteiro.

António Aniceto Ribeiro Monteiro (1907-1980) era filho de D. Maria Joana Lino de Figueiredo Silva Monteiro e de António Ribeiro Monteiro, tenente de Infantaria.

Nasceu a 31 de Maio em Moçâmedes, Angola, quando seu pai cumpria ali uma comissão de serviço e onde viria a falecer, atacado pelas febres, em 7 de Julho de 1915.

Já em Lisboa, na zona do Círculo Escolar Oriental, completou a instrução primária do 2.o grau, em 13 de Agosto de 1917. Em 1 de Novembro de 1917 ingressou no Colégio Militar tendo-lhe sido atribuído o número 78 e aí permaneceu até 7 de Julho de 1925, data em que concluiu o Ensino Secundário, completando o que na época se designava por Curso Complementar de Sciências. Ao longo da sua permanência no CM foi distinguido com três louvores, dois pela seu “procedimento moral” (anos lectivos 1919-1920 e 1922-1923) e o terceiro por “trabalhos práticos” (ano lectivo 1924-1925).

Como curiosidade, refira-se que a melhor nota que obteve em Matemática foi 14 valores, conseguida no exame escrito do Curso Complementar de Sciências e que (com excepção das classificações que lhe foram atribuídas nos exames do citado Curso) as notas em Física foram sempre superiores às de Matemática.

Em 22 de Julho de 1925 alistou-se no Grupo de Artilharia a Cavalo, aquartelado em Queluz, com o posto de Primeiro Sargento Cadete. Depois matriculou-se no Curso de Ciências Matemáticas da Faculdade de Ciências de Lisboa, cuja licenciatura concluiu em 1930.

De 1932 a 1936 estudou em Paris como bolseiro da Junta de Educação Nacional (que mais tarde passou a Instituto para a Alta Cultura) tendo, em 1936, obtido o grau de Docteur és Sciences Mathématiques na Universidade de Paris com uma tese intitulada Sur l’aditivité des noyaux de Fredholm, orientada por um importante matemático francês, Maurice Fréchet (1878-1973), que, em carta dirigida ao Instituto para a Alta Cultura, afirma que o júri que avaliou a tese de doutoramento de António Aniceto Monteiro, decidiu por unanimidade conceder-lhe a menção de «très honorable» que, embora não constando no diploma, está registada nos arquivos da Faculdade.

Ainda em 1936, já em Portugal, funda em Lisboa, juntamente com António da Silveira e Manuel Valadares, o Núcleo de Matemática, Física e Química, cujas actividades se iniciam a 16 de Novembro, (terminaram a 6 de Novembro de 1939) permitindo que se encontrassem, provavelmente pela primeira vez, os matemáticos António Monteiro, Bento Caraça e Ruy Luís Gomes, os três principais impulsionadores do Movimento Matemático.

Em 1937, surge a revista Portugaliae Mathematica, em cujo primeiro volume se escreve “revista editada por António Monteiro, com a cooperação de Hugo Ribeiro, J. Paulo, M. Zaluar Nunes”.

Em 1939, começa a funcionar o Seminário de Análise Geral, em Lisboa, dinamizado por António Aniceto Monteiro, primeiro na Faculdade de Ciências e depois no Centro de Estudos Matemáticos de Lisboa, do Instituto para a Alta Cultura. Também neste ano é fundada por Bento de Jesus Caraça, António Monteiro, Hugo Ribeiro, José da Silva Paulo e Manuel Zaluar, a “Gazeta de Matemática”, «Jornal dos concorrentes ao exame de aptidão e dos estudantes de matemática das escolas superiores», cujo primeiro número sai em Janeiro de 1940. Ainda neste ano, em 12 de Dezembro, um grupo de matemáticos funda a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) e escolhe, por unanimidade, António Aniceto Monteiro para seu Secretário Geral. No ano seguinte, em Fevereiro, é formado o Centro de Estudos Matemáticos de Lisboa cujo impulsionador é, mais uma vez, António Monteiro. Em 4 de Outubro de 1943, Ruy Luís Gomes funda a Junta de Investigação Matemática (JIM), em colaboração com Mira Fernandes e António Monteiro. Em Dezembro do mesmo ano, António Aniceto Monteiro vai para o Porto, com a família, onde fica cerca de um ano a dirigir, no Centro de Estudos Matemáticos, o Seminário de Topologia Geral.

Como o próprio António Aniceto Monteiro diz no seu curriculum: “durante o período de 1938-43 todas as minhas funções docentes e de investigação, foram desempenhadas sem remuneração; ganhei a vida dando lições particulares e trabalhando num Serviço de Inventariação de Bibliografia Científica existente em Portugal, organizado pelo IAC”. Uma vez que, por razões políticas, lhe foi negado o ingresso na carreira universitária (Aniceto Monteiro recusou-se a assinar uma declaração de fidelidade ao Estado Novo por considerar tal declaração um insulto à sua inteligência, conforme testemunha o Brigadeiro Armando Girão, seu colega de curso no CM) vê-se forçado em 1945 a aceitar um contrato por quatro anos que, por recomendação de Albert Einstein (1879-1955), Jhon von Neumann (1903-1957) e Guido Beck (1903-1998), lhe foi proposto pela Faculdade Nacional de Filosofia do Rio de Janeiro para a cátedra de Análise Superior.

Durante a sua permanência no Rio de Janeiro, é nomeado investigador do Núcleo Técnico Científico da Fundação Getúlio Vargas (1945-1946) e do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas.

É de assinalar que, em Julho de 1946, Alfredo Pereira Gomes obtém o doutoramento na Universidade do Porto com uma tese orientada por António Aniceto Monteiro.

Não tendo sido renovado o seu contracto com a Faculdade Nacional de Filosofia do Rio de Janeiro, ao que se crê por pressão da Embaixada de Portugal no Brasil, em 1950 Monteiro chega à Argentina contratado pela Universidad Nacional del Cuyo (sediada na cidade de San Juan, província de Mendoza) onde até 1956 é docente de Análise Matemática na Faculdade de Engenharia, tendo no primeiro ano acumulado com a docência de Matemática na Faculdade de Ciências da Educação da mesma universidade, na cidade de San Luis. No ano seguinte, António Monteiro é co-fundador do Departamento de Investigaciones Científicas (DIC) e a partir de 1953 é docente no Instituto de Matemática do DIC da Universidad Nacional del Cuyo, acumulando com a docência na Faculdade de Engenharia. Entre 1954 e 1956, lecciona também na Escola de Arquitectura da Faculdade de Engenharia, em San Juan.

Em 1956 recusa o lugar, ganho por concurso, de Professor de Análise na Faculdade de Ciências Exactas da Universidade de Buenos Aires e ainda da Universidade do Chile, aceitando o convite da recém criada Universidad Nacional del Sur (UNS), Bahía Blanca, Argentina, para nela se incorporar e permanecer até à sua jubilação em 1975. Só regressa a Portugal em 1977. Neste ano, o Instituto Nacional de Investigação Científica (INIC) de Portugal, cria um lugar de investigador para António Aniceto Monteiro e ele permanece em Portugal cerca de dois anos, após os quais regressa a Bahía Blanca onde vem a falecer em 29 de Outubro de 1980.

Várias homenagens têm sido prestadas a António Aniceto Monteiro, das quais destacamos as seguintes:

(1) A Biblioteca do Instituto de Matemática do Departamento de Investigaciones Científicas de la Universidad Nacional del Cuyo que ele criou, tem actualmente o seu nome, Biblioteca Dr. António A. R. Monteiro.

(2) Em 30 de Maio de 1972, é agraciado com o título de Profesor Emérito de la Universidad Nacional del Sur, que ninguém mais recebeu até hoje.

(3) Em 1974 é nomeado Membro Honorário da Unión Matemática Argentina.

(4) Em 1978 é distinguido com o Prémio Gulbenkian de Ciência e Tecnologia pelo seu trabalho “Sur les Algèbres de Heyting Symétriques”.

(5) Em Outubro de 2000, o Presidente da República Portuguesa, Jorge Sampaio, concedeu-lhe, a título póstumo, a Grã-Cruz da Ordem Militar de Santiago da Espada.

A grandeza da sua obra científica pode ser comprovada pelos mais de cinquenta trabalhos científicos que realizou. Alguns deles são em co-autoria com outros matemáticos, entre os quais se encontram os portugueses Hugo Ribeiro e Maurício Peixoto.

Como reconhecimento de que António Aniceto Monteiro é um dos maiores matemáticos portugueses do séc XX, foi inaugurada em Lisboa, em 31 de Maio do corrente ano, uma exposição comemorativa do centenário do seu nascimento, promovida pela Sociedade Portuguesa de Matemática. Nessa exposição, patente no Museu da Ciência da Universidade de Lisboa até ao dia 29 de Julho, o Colégio Militar colaborou disponibilizando vários documentos relativos à sua vida colegial, os quais ocupam uma estante da referida exposição. Nos dias 4 e 5 de Junho realizou-se o «Colloquium António Aniceto Monteiro» com participação de professores das Universidades Clássica e Nova de Lisboa, Évora, Estado do Rio de Janeiro, Federal do Rio de Janeiro, Católica do Rio de Janeiro, Complutense de Madrid, Buenos Aires, Nacional del Sur (Argentina), e Firense (Itália). Nele foi enfatizada a contribuição de Aniceto Monteiro para a criação de centros de investigação matemática em todos os sítios por onde passou.

É de assinalar que a Universidad Nacional del Sur, onde Aniceto Monteiro leccionou durante mais tempo, também promoveu actividades comemorativas do centenário do seu nascimento, realizando nos dias 30 e 31 de Maio e 1 de Junho, o IX Congresso Dr. António Monteiro, cujo tema central foi “Lógica Algebraica” que contou com conferencistas matemáticos da Argentina, dos Estados Unidos, de Portugal, de Espanha e de Itália.

Podemos afirmar que o Prof. Doutor António Aniceto Ribeiro Monteiro tem direito a figurar num dos primeiros lugares da extensa lista de Portugueses Ilustres que foram alunos do Colégio Militar.

quinta-feira, outubro 25, 2007

Memórias do Baú CXI - Exercícios Militares


Carregueira, 1985.

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domingo, outubro 21, 2007

Uma Aula de Condução Sem um Final Feliz (Parte I)

O Sr. Delgado foi o fotógrafo oficial do Colégio durante mais de 30 anos.

Na primeira metade da década de 80, usava para as suas deslocações profissionais um Ford Cortina Mk1 azul que, apesar de já ter cerca de 20 anos, correspondia por inteiro às exigências do dia-a-dia.

Por uma questão de conveniência pessoal, certamente não relacionada com o trânsito caótico ou a falta de estacionamento (problemas que ainda não tinham grande expressão), o Sr. Delgado deixava muitas vezes o carro no Colégio durante a noite, na zona entre o Corpo de Alunos e o campo de futebol de 5.

A presença do carro representava uma tentação muito difícil de resistir para um conjunto de jovens que começavam a dar os primeiro passos na "arte" da condução, e para os quais alguns kilómetros conduzidos representariam um grande valor acrescentado à sua formação.

É de uma dessas experiências que vamos falar nesta série, "conduzidos" pelo "Vasquinho" (555/77), um dos participantes.

"Numa noite de sexta-feira, estava um grupo de graduados a preparar a montagem do "Chá Dançante", quando de repente alguém se lembra de propôr 'Vamos dar uma volta no carro do chulógrafo?!!!'. Num instante, um grupo de 7 ou 8, comigo incluído, disse 'Bora aí!!!'."

"Já não me lembro de todos os que participaram, mas um que tenho a certeza foi o Miguel Tribolet (66/77), que por sinal foi o primeiro a conduzir o fantástico Ford Cortina, que se encontrava estacionado (ilegalmente !!*) debaixo das árvores, junto ao campo de futebol de cinco."

"Entrámos todos** para dentro do carro, pusemos o motor a trabalhar utilizando a lima de um corta-unhas ou um canivete, e lá fomos..."

Continua em Uma Aula de Condução Sem um Final Feliz (Parte II).

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* Este detalhe viria a ter bastante relevância numa fase posterior do processo.
** Sete, três à frente e quatro atrás.

terça-feira, outubro 16, 2007

Memórias do Baú CX - Exercícios Militares


Carregueira, 1985.

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sexta-feira, outubro 12, 2007

Memórias do Baú CIX - "Jogos da Amizade"


Um belo dia, descobrimos que os nossos "soldados" afinal eram crianças como as outras, que vibravam com uma largada de balões a pretexto de uns "Jogos da Amizade".

Foi uma largada de balões diferente, em formatura e com a presença do Director.

O balão de cada aluno levava pendurada uma mensagem alusiva ao tema, escrita pelo próprio. Onde terão ido parar as mensagens de amizade dos "ratas"?

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sexta-feira, outubro 05, 2007

segunda-feira, outubro 01, 2007

Memórias do Baú CVII - Exercícios Militares


Magoito, Sintra, no fim do 3º ano (1980).

Aqui está um exemplo de uma tenda bem montada e camuflada...

Fotografados: 338/78, 358/77 e 350/77.

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sexta-feira, setembro 28, 2007

Major Fernandes

Hoje encontrei o Major Fernandes.

Reconheci-o imediatamente - está quase igual - e ele tembém me reconheceu, embora talvez não me tenha identificado como o homem que quase bateu o "record" da pista de combate.

O Major dava-nos muita confiança - chegava a dizer "eu dou-vos uma folha de papel em branco assinada por mim, e vocês escrevem o que quiserem" - e a malta, quase invariavelmente, abusava.

O que vale é que o Major tinha uma capacidade infinita para lidar com os nossos abusos, capacidade que, agora na reforma, coloca ao serviço da família. "Ando a tratar de assuntos dos meus filhos". E lá foi.

quarta-feira, setembro 26, 2007

Memórias do Baú CVI - Exercícios Militares


Numas noites (bem) frescas de Primavera, a parceria da camarata do 1º ano foi transferida para a Serra da Carregueira, mas desta vez sem os sacos de água quente, os radiadores de resistência e os seis cobertores.

Em vez disso, tínhamos a tradicional tenda do Exército, concebida para as noites quentes de África, pois era feita com 3 panos de 1,6 m (?) de lado, o que só permitia fechar um dos topos. Não fosse a nossa paciência de abrir "casas" para os botões num cobertor e usá-lo para fechar o outro topo, e haveria certamente alguns casos de hipotermia.

O desconforto era total. O chão era rijo e frio; as paredes da tenda ficavam geladas, e era necessário encostar-lhes as mochilas para as afastar dos dois ocupantes dos extremos; se se dormisse calçado, os pés inchavam; se se dormisse descalço, os pés gelavam (em particular para quem tinha uma altura superior à profundidade da tenda); o "pijama" (a farda) era desconfortável; o número de cobertores que levávamos era limitado, por causa do peso e volume... tudo se reunia para nos proporcionar uma experiência única.

Enfim, boas memórias... ;-)

Fotografados: 439/76, 207/78 e 357/77.

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sábado, setembro 22, 2007

Memórias do Baú CV - Exercícios Militares


"Como é que se vai para o Líbano?"

Sempre que íamos para um exercício militar, despertávamos a curiosidade de todas as pessoas que se cruzavam connosco. Não era normal ver miúdos de 15-17 anos fardados, armados e em veículos militares, como se fossem para um cenário de guerra.

Em Junho de 1982, Israel invadiu o Líbano, e esta guerra "entreteve" os meios de comunicação social durante meses/anos. Por isso, numa das deslocações para a Semana de Campo alguém teve a ideia de se "meter" com os condutores que paravam atrás de nós nos semáforos, alegando que o nosso condutor estava perdido, e perguntando como é que se ía para o Líbano... ;-)

Fotografados: 308/76, 572/77, ???, 522/77, 335/76, 66/77.

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terça-feira, setembro 18, 2007

Memórias do Baú CIV - "Área Reservada"


A Rouparia

A rouparia era um dos destinos mais comuns à noite, para ir buscar roupa lavada para o dia seguinte...

Fotografados: 357/77, 207/78, 401/77 e 82/77.

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terça-feira, setembro 11, 2007

A Responsabilidade de Andar Fardado

Certo dia, numa saída de quarta-feira à tarde, um aluno do Colégio, devidamente fardado, viajava sentado num autocarro da Carris completamente cheio, quando entrou uma senhora de meia-idade.

Como era já usual (e hoje é uma "regra instituída"), os homens que iam sentados fingiram que não era nada com eles: uns focaram-se mais no que estavam a ler, outros olharam pela janela "para o infinito", e outros não se deram sequer ao trabalho de disfarçar.

O aluno levantou-se prontamente para dar o lugar à senhora, que agradeceu com um comentário simpático em relação aos "Meninos da Luz", de forma a que fosse perfeitamente audível por todos os presentes.

Até aqui, tudo normal; aliás, se ele não desse o lugar à senhora, o mínimo a que se arriscava era a passar uma vergonha. Era a responsabilidade de andar fardado.

Mas acontece que a senhora era amiga do Bívar, um Sub-Director (ex-aluno) temido pela sua rigidez de cavaleiro, e em relação ao qual os alunos gostavam de manter uma distância prudente. E se o Bívar era um cavaleiro, também era um cavalheiro, e ficou tão sensibilizado com a descrição "épica" do acontecimento que lhe foi feita pela amiga, que resolveu que alguma coisa tinha que ser feita.

Assim, circulou pelo Corpo de Alunos a seguinte indicação: "deve apresentar-se no gabinete do Sub-Director o aluno que ia no 41 às tantas horas da passada quarta-feira".

O aluno em causa, após rever mentalmente vezes sem conta todas as suas acções para identificar o que é que poderia ter suscitado a ira do Bívar, e imaginar qual seria a reacção dos pais a uma punição que seria certamente pesada (para o Bívar, a escala começava em 35...), apresentou-se para a execução da sentença. Mas, para sua grande surpresa, não só não foi punido como acabou com um louvor em Ordem de Serviço, escrito em termos que fariam as conquistas de Alexandre o Grande parecer uma brincadeira de crianças.

Lembrei-me disto recentemente porque estava sentado no comboio, a trabalhar, quando entrou uma senhora de meia-idade. Os homens fingiram que não era nada com eles, mas eu tive o "azar" de estar "fardado" (com a barretina na lapela), e por isso levantei-me de imediato e continuei a trabalhar de pé.

É a responsabilidade de andar "fardado"...

sexta-feira, setembro 07, 2007

Destaques de Julho e Agosto de 2007

Este "post" apresenta os destaques do "blog" referentes aos meses de Julho e Agosto de 2007.

A "silly season" foi preenchida quase exclusivamente por duas séries:

1) No tema Memórias do Baú, a série dedicada à Viagem de Finalistas;

2) No tema Histórias do Meu Tempo de Colégio, a série dedicada às Músicas do Orfeão.

Merecem sempre destaque no "blog" o Índice Temático e os Comentários Anteriores.

quarta-feira, setembro 05, 2007

Memórias do Baú CIII - A Viagem de Finalistas

A Viagem de Regresso


Fotografados: 350/77, 62/77, 33/77, 220/77, 207/78 e 358/77.

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sábado, setembro 01, 2007

Músicas do Orfeão VIII - J'ai Descendu Dans Mon Jardin

J'ai Descendu Dans Mon Jardin - Canção Popular Francesa

J'ai descendu dans mon jardin (bis),
Pour y cueillir du romarin.

Gentil coquelicot, Mesdames,
Gentil coquelicot nouveau.

J'n'en avais pas cueilli trois brins (bis).

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quarta-feira, agosto 22, 2007

Músicas do Orfeão VII - Alma Llanera

Alma Llanera - P. E. Gutiérrez, R. B. Coronado

Soy hermano de la espuma,
de las garzas, de las rosas,
soy hermano de la espuma,
de las garzas, de las rosas,
y del sol, y del sol.

Amo, lloro, canto, sueño,
con claveles de pasión,
con claveles de pasión,
para ornar las rubias crines,
para ornar las rubias crines
del potro de mi amador.

Yo nací en esta ribera
del Arauco vibrador,
soy hermano de la espuma
de las garzas, de las rosas,
y del sol, y del sol.

Y del sol.

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sábado, agosto 18, 2007

Memórias do Baú CI - A Viagem de Finalistas

Visita à École Militaire de Saint-Cyr (continuação).


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sábado, agosto 11, 2007

Músicas do Orfeão VI - I Want To Be Ready

I Want To Be Ready - Espiritual Negro Norte-Americano

Refrão

I want to be ready,
I want to be ready,
I want to be ready,
To walk in Jerusalem just like John.


John said the city was just foursquare,
Walk in Jerusalem just like John.
And he declared he'd meet me there,
Walk in Jerusalem just like John.

Refrão

O John, O John, what do you say?
Walk in Jerusalem just like John.
That I'll be there at the coming day,
Walk in Jerusalem just like John.

Refrão

When Peter was preaching at Pentecost
Walk in Jerusalem just like John.
He was endowed with the Holy Ghost,
Walk in Jerusalem just like John.

Refrão

If you get there before I do,
Walk in Jerusalem just like John.
Tell all my friend I'm a-comin', too,
Walk in Jerusalem just like John.

Refrão

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segunda-feira, agosto 06, 2007

"3 de Março" - 2003 (XI)


Fotografados: 335/76, 57/77, 459/77, "Bata", 308/76 (de costas).


Fotografados: 346/77, 403/77 e 481/77.

terça-feira, julho 31, 2007

Músicas do Orfeão V - Les Petits Poissons

Les Petits Poissons

Les petits poissons dans l'eau
Nagent, nagent,
Nagent, nagent, nagent.

Les petits poissons dans l'eau
Nagent aussi bien que les gros!

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sexta-feira, julho 27, 2007

Memórias do Baú C - A Viagem de Finalistas

Visita à École Militaire de Saint-Cyr.


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segunda-feira, julho 23, 2007

Músicas do Orfeão IV - Quand il est Mort le Poète

Quand il est Mort le Poète - Louis Amade/Gilbert Bécaud

Quand il est mort le poète,
Quand il est mort le poète,
Tous ses amis,
Tous ses amis,
Tous ses amis pleuraient.

Quand il est mort le poète,
Quand il est mort le poète,
Le monde entier,
Le monde entier,
Le monde entier pleurait.

On enterra son étoile,
On enterra son étoile,
Dans un grand champ,
Dans un grand champ,
Dans un grand champ de blé.

Et c'est pour ça que l'on trouve,
Et c'est pour ça que l'on trouve,
Dans ce grand champ,
Dans ce grand champ,
Dans ce grand champ des bleuets.

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sexta-feira, julho 20, 2007

Memórias do Baú XCIX - A Viagem de Finalistas


A Vitória de Samothrace

Escultura em granito representando a Deusa Grega Nike (Vitória), descoberta em 1863 na ilha de Samothrace (Grécia).

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sábado, julho 14, 2007

Músicas do Orfeão III - Non Posso Disperar

Non Posso Disperar - S. De Luca (15?? - 16??)

Non posso disperar!

Non posso disperar,
Sei troppo, troppo cara,
Troppo, troppo cara,
Sei troppo cara al cor.

Non posso disperar,
Sei troppo cara al cor.

Non posso disperar,
Sei troppo cara,
Sei troppo, troppo cara, cara al cor,
Sei troppo, troppo cara, cara al cor.

Il solo sperare,
Il solo sperare
D'aver a gioire
M'e un dolce languire,
M'e un caro dolor,
M'e un caro,
M'e un caro dolor.

Il solo sperare
D'aver a gioire
M'e un dolce languire
M'e un caro dolor
M'e un dolce languire,
M'e un caro dolor.

Non posso disperar!

Non posso disperar,
Sei troppo, troppo cara,
Troppo, troppo cara,
Sei troppo cara al cor.

Non posso disperar,
Sei troppo cara al cor.

Non posso disperar,
Sei troppo cara,
Sei troppo, troppo cara, cara al cor,
Sei troppo, troppo cara, cara al cor.

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terça-feira, julho 10, 2007

Memórias do Baú XCVIII - A Viagem de Finalistas


O fascínio por escadas rolantes gigantescas...

Fotografados: 151/77 e 82/77.

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