segunda-feira, fevereiro 11, 2008
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
O Curso de Pára-quedismo (Introdução)
Hoje em dia, saltar de pára-quedas "é para meninas".
O objecto em si passou a ser rectangular, resultando da junção de vários "tubos" de tecido fechados na parte posterior, e tem o nome de "asa", sendo possível voar, curvar e até travar.
A performance da asa depende da sua superfície, e se é verdade que as asas usadas pelos saltadores mais experientes, com superfícies inferiores a 180 pés quadrados, são excepcionalmente manobráveis e, como tal, exigem grande perícia na aterragem, as asas usadas para a instrução, com superfícies superiores a 260 pés quadrados, são extremamente estáveis, e só alguém muito "nabo" ou com muito azar consegue ter um acidente.
Nos "bons velhos tempos" dos pára-quedas redondos, aí sim, os "sobreviventes" tinham uma história para contar.
Os pára-quedas redondos têm uma manobrabilidade quase nula - e se escrevo "quase", é por respeito aos sargentos pára-quedistas que juravam a pés juntos que o pára-quedas era manobrável - e uma velocidade de aterragem não desprezável. De facto, mesmo considerando um vento fraco, a velocidade de aterragem é na casa dos 25 a 30 km/h, o que já dá para "fazer mossa". E se juntarmos a velocidade de aterragem com a imprevisibilidade do local de aterragem (estradas, pedras, árvores, casas, carros, cercas de arame farpado, postes eléctricos, cabos eléctricos, rios, lagos, gado, etc.), temos uma combinação vencedora para a criação de histórias para contar à lareira.
"No meu tempo" era tradicional haver um curso de pára-quedismo (com brevet desportivo civil) que era proporcionado pelo Colégio aos alunos finalistas que o desejassem. O curso era realizado na Base Escola de Tropas Pára-quedistas (BETP), em Tancos, com recurso aos mesmos meios humanos (instrutores) e materiais (simuladores, pára-quedas, aviões, etc.) utilizados na formação dos pára-quedistas militares. Só a preparação física não era (felizmente...) a mesma.
É sobre essa experiência, vivida no Verão de 1985, que escreverei alguns apontamentos curtos nesta série.
Continua em O Curso de Pára-quedismo (Parte I).
Fotografias extraídas de http://fotos.paraquedistas.com.pt.
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domingo, fevereiro 03, 2008
Memórias do Baú CXXII - A Visita dos "Craques"

Carlos Lisboa é considerado por muitos o melhor basquetebolista português de todos os tempos.
Em 1985, no auge da sua carreira, veio ao Colégio a convite do Prof. Bernardino com o seu colega do Benfica Fernando Marques.
Foi uma sessão inesquecível pela qualidade dos convidados e pela forma como se integraram como iguais num jogo com um bando de "pernetas".
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quinta-feira, janeiro 24, 2008
Adenda à Compilação do Vocabulário Colegial
A compilação do Vocabulário Colegial (disponível no site da AAACM, secção de downloads) contém quase duas centenas de palavras ou expressões da gíria colegial.
A gíria colegial é uma entidade viva, que vai evoluindo de geração em geração, e por isso não é de estranhar que o número de termos que eu identifico como fazendo parte do meu Colégio não seja superior a um terço do total.
Puxando pela memória, identifiquei mais uma meia dúzia de palavras ou expressões que, ou não estão na lista, ou estão mas não estão explicadas de forma clara. Não sei se ainda se usam, mas a minha geração fez o seu trabalho, que foi recebê-las e passá-las à geração seguinte.
Cheiro a pé
Cheiro a transpiração dos pés (vulgo "chulé").
Despotismo
Exercer violência sobre camaradas mais fracos.
Despotista
Alguém que pratica despotismo.
Uma - uma e meia - duas - duas e meia - duas e três quartos - e às - de - te - re - ês
Forma de forçar o cumprimento de uma ordem, dando uma última oportunidade aos retardatários. A velocidade da contagem varia de acordo com o grau de tolerância, mas em nenhum caso se saltam os diferentes passos da contagem, permitindo aos retardatários adaptar o seu esforço ao tempo disponível.
Cona
Adjectivo masculino aplicado a alguém que não assume as responsabilidades pelos seus actos (não se acusa), levando por vezes à aplicação de um castigo colectivo.
Papel Caganal
Papel higiénico.
45 Graus
O vulgar "pontapé no cu", castigo ligeiro aplicado pelos graduados para faltas menores. A força pode variar com a gravidade, mas nunca há "biqueiradas".
Repetição
Segunda travessa de comida que vem no fim da refeição, e que é geralmente servida por ordem inversa à da primeira travessa.
Apresentação à Alvorada
Castigo "sem contacto", aplicado geralmente a faltas ligeiras. O castigado apresenta-se ao graduado fardado com a farda indicada (cotim ou pano) logo após a alvorada, fazendo posteriormente as trocas de farda necessárias para cumprir o castigo.
As variantes normais são "cotim", "pano" e "pano-cotim-pano", mas há variantes mais "criativas", tais como "pano-cotim-pano-cotim-pano", "pano-cotim-pano-bragas-pijama-pano" e ainda outras, mais raras, que envolvem a tala para limpeza de botões e/ou a porta do armário (esta última só era aplicada quando os armários eram de madeira).
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sábado, janeiro 19, 2008
Memórias do Baú CXXI - Exercícios Militares

Partida dos "ratas" de 1984/85 para o acampamento.
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sexta-feira, janeiro 11, 2008
"Isto Não Define Quem Sou" (Parte I)
O Pedro (102/84) faz parte do curso que eu designo como "as minhas crianças". Numa fotografia tirada no 1º ano, podem ver-se alguns dos "ratas": em cima, 35, 54, 105, 58, 102, 107, 34 e 114; em baixo, 38, 120, 30, 93, 138 e 94; ao fundo, sempre atrasado... ;-), o 22.
A sua postura de "contestatário" ("cedo aprendi a pensar sozinho, a questionar dogmas e a opor-me abertamente a certas carneiradas do curso") e o destaque que tinha - era o aluno mais medalhado do curso - valeram-lhe um lugar no Comando ("3 estrelas"), um "exílio" comum, ao longo dos anos, a muitos outros alunos com as mesmas características, umas vezes por iniciativa dos próprios ("não me chateiem"), outras por iniciativa dos seus cursos ("não nos chateies").
Depois de sair do Colégio, passou pelo curso de Medicina, mas acabou por mudar para Biologia, a sua verdadeira paixão. "Como a qualidade do curso na Faculdade de Ciências não me entusiasmou, segui viagem para a Escócia, onde estive 3 anos, até terminar o curso. Depois de um curto regresso a Portugal, fui fazer o mestrado ao Imperial College, em Londres, e iniciei o doutoramento na Califórnia, mas senti-me muito longe de tudo e todos e ao fim de três meses regressei a Portugal para assumir a direcção do negócio da família, um lar de idosos. E é isso que faço há 5 anos. Entretanto conheci o meu companheiro, com quem vivo".
O Pedro concordou em falar sobre um aspecto da sua vida privada, mas teve o cuidado de fazer uma ressalva: "isto não define quem sou".
"[A consciência da diferença] surgiu com a puberdade, no terceiro ano, enquanto estava na segunda. [...] Foi bastante automático perceber que havia algo de 'errado' com o que eu estava a sentir, mas durante muito tempo iludi-me a pensar que era uma fase absolutamente natural [...] - afinal, até tinha lido sobre isso.... Mas senti-me logo diferente e comecei a ter muito cuidado com o que dizia ou expressava. Seria um cuidado que viria a dominar por completo o meu percurso no Colégio".
Mais do que uma análise psicológica e/ou social sobre o que fazia ou não sentido que fossem as regras de uma instituição como o Colégio, era importante que se percebesse quais eram as regras da instituição (as escritas e as não escritas), que se estivesse de acordo com as mesmas, e que estas se cumprissem. Sempre que as regras estabelecidas não eram cumpridas, havia lugar a uma penalização, e havia regras cuja penalização era a saída. Discutir se as regras eram justas ou não, e se eram aplicadas da forma correcta, levaria certamente a análises profundas, que não estão no âmbito deste "post".
"[O contacto com as regras da instituição] aconteceu logo no primeiro ano. Tinha havido um caso de expulsão de alunos da Terceira [...]. O CB veio à Primeira, muito no início, e explicou que o caso tinha chegado aos jornais e que alguns alunos tinham feito o impensável ou eram o impensável. Explicou-nos que no Colégio esses comportamentos eram inaceitáveis e que a expulsão era o único caminho possível para quem se atrevesse a cruzar essa linha".
Apesar de não ter "cruzado a linha", o Pedro estava convencido (e provavelmente com razão) de que o simples facto de assumir a diferença seria fatal para a sua permanência no Colégio. "Vivia em estado de alerta permanente. Sabia que tinha que ser extremamente regrado e controlado, nunca discutir o assunto. Lembro-me de uma manhã um camarada vir ter comigo, estava eu no quarto ano, na Terceira, e dizer que eu tinha falado durante a noite. Fiquei absolutamente em pânico e não descansei até, com calma, perceber exactamente o que tinha dito. Mas vivia também com tranquilidade: penso que me habituei ao 'medo', se assim se pode chamar".
"[Como graduado,] houve um caso com uns putos da Primeira que me marcou profundamente e 'esfregou' a minha diferença na cara. As discussões em reuniões de curso foram-me muito, muito duras. Primeiro porque, cobardemente, não pude assumir a diferença - nessa altura já não havia qualquer dúvida na minha cabeça, eu sabia que nome tinha o que eu sentia - e isso custou-me muito. Segundo, por ver e ouvir os preconceitos e desumanidade de um número substancial dos meus camaradas. Não deixei de lutar pelo que achava certo, mas perdi. Foi um momento marcante, e percebi exactamente o tipo de preconceito que tinha que enfrentar na minha vida. Decidi, nessa altura, que queria acabar o Colégio, mas que daí em diante, no resto da minha vida, nunca mais me acobardaria por causa de ser quem sou. Escusado será dizer que faço cedências diariamente... Mas, no essencial, tento respeitar a minha decisão de então".
Continua em "Isto Não Define Quem Sou" (Parte II).
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segunda-feira, janeiro 07, 2008
Memórias do Baú CXX - Exercícios Militares

Partida dos "ratas" de 1984/85 para o acampamento.
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quarta-feira, janeiro 02, 2008
Destaques de Novembro e Dezembro de 2007
Este "post" apresenta os destaques do "blog" referentes aos meses de Novembro e Dezembro de 2007.
No tema A Foice em Memória Alheia, foi concluída a série Uma Aula de Condução Sem um Final Feliz.
No tema A Actualidade, e na sequência do artigo Centenário do Nascimento de um Notável Matemático, escrito e enviado para publicação pelo "Bata", foi publicado um "post" sobre a Fotobiografia de António Aniceto Monteiro (Ex-78/1917).
No tema Memórias do Baú, continuam os Exercícios Militares e A Viagem de Finalistas.
Merecem sempre destaque no "blog" o Índice Temático e os Comentários Anteriores.
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segunda-feira, dezembro 31, 2007
quinta-feira, dezembro 27, 2007
Fotobiografia de António Aniceto Monteiro (Ex-78/1917)
Ouvi falar pela primeira vez em António Aniceto Monteiro através do "Bata", que me referiu estar a fazer um levantamento dos ex-alunos que se distinguiram na área da Matemática. Na altura, referiu-me que António Aniceto Monteiro era considerado por muitos o matemático português mais importante do Séc. XX, e que a Sociedade Portuguesa de Matemática estava a preparar um trabalho para comemorar os 100 anos do seu nascimento.
Por isso, foi com grande expectativa que abri o livro "António Aniceto Monteiro - Uma fotobiografia a várias vozes", que chegou às minhas mãos poucos dias depois do lançamento oficial.
O primeiro contacto com o livro deixa imediatamente perceber que a dimensão de António Aniceto Monteiro extravasa a do universo da matemática: a capa contém a reprodução de um retrato do matemático feito por Arpad Szenes no Rio de Janeiro.
Uma análise em maior profundidade mostra uma cobertura de todos os aspectos da vida pessoal e profissional de António Aniceto Monteiro, começando pelos seus pais, passando pela sua frequência do Colégio Militar e analisando com detalhe cada uma das fases da sua vida e da sua carreira.
Uma das facetas importantes é a da sua oposição ao "Estado Novo", sendo que a recusa em assinar uma declaração de integração "na ordem social estabelecida" lhe valeu a impossibilidade de ser funcionário público, o que acabou por ditar a sua saída para o estrangeiro.
Não resisto a reproduzir uma citação (pag. 88) de um texto do Armando Girão (ex-426/1917):
"Procurei o Aniceto e assim me esforcei por demovê-lo, não só por ele, que necessitava de ganhar a vida, mas na plena consciência de que o Instituto Superior Técnico perdia um mestre de altíssima craveira.
Perante a teimosia do Aniceto, perguntei-lhe por fim se ele afinal era comunista e por isso não assinava o papel. E logo o Aniceto retorquiu: 'não sou comunista nem acredito que venha a sê-lo, mas a declaração diz que não sou nem serei, e não aceito limitações à minha inteligência'.
Grande Menino da Luz, foi esta a lição que o Aniceto me deu e que nunca mais esqueci".
Considero que esta fotobiografia é excelente, e que o trabalho é mais valioso ainda se se tiver em conta de que o público-alvo é limitado (a tiragem é de 1.500 exemplares).
Por isso, se forem à FNAC (uma das livrarias que vende esta obra), não percam a oportunidade de conhecer melhor um ex-aluno que, pela sua carreira e pela forma como lutou pelas suas convicções, foi agraciado, a título póstumo, com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Santiago da Espada.
Entretanto, não deixem de ler o artigo "Centenário do Nascimento de um Notável Matemático" e de visitar o "blog" dedicado a António Aniceto Monteiro.
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domingo, dezembro 23, 2007
Memórias do Baú CXVIII - Exercícios Militares

Partida dos "ratas" de 1984/85 para o acampamento.
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domingo, dezembro 16, 2007
Memórias do Baú CXVII - Exercícios Militares

Carregueira, 1985.
Fotografados: 207/78, "Básico" (Alferes), 439/76 e 467/77.
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domingo, dezembro 09, 2007
Uma Aula de Condução Sem um Final Feliz (Parte III)
Continuação de Uma Aula de Condução Sem um Final Feliz (Parte II).
Os momentos que se seguiram ao acidente deverão ter sido inesquecíveis...
A primeira tarefa foi a de retirar o carro de dentro do campo de futebol. Não foi fácil, uma vez que a rede tinha voltado ao seu estado normal e a vedação tinha levantado ligeiramente depois da passagem do carro.
A segunda tarefa foi a de "disfarçar" as actividades nocturnas, nomeadamente os piões no campo de futebol, para evitar complicações adicionais.
Depois... foi a viagem até ao gabinete do Oficial de Dia, para assumir a asneira e enfrentar as consequências.
O processo que se seguiu "prometia" muito em termos de acção disciplinar, mas felizmente acabou por se ficar pela atribuição de (muitos) pontos negativos, em vez de cenários mais radicais de suspensão ou expulsão. Terá imperado o bom-senso, bem como o facto de os envolvidos terem "cadastros" razoavelmente "limpos" e terem assumido prontamente as suas responsabilidades.
Há quem diga que o facto de o Porta-Bandeira estar envolvido também terá dado uma ajuda; tendo em conta o "cadastro" do Porta-Bandeira (certamente um dos mais "volumosos" do grupo), pode ter sido uma ajuda, mas não terá sido uma grande ajuda... ;-)
Segundo o "Vasquinho", "no final tudo ficou bem e tivemos apenas que pagar os estragos que, tanto quanto me recordo, foram de 20 contos por cada um..."
A fotografia que se segue, tirada numa ocasião posterior, apresenta os 7 "aventureiros" que se encontravam dentro do carro, posando junto do Ford Cortina: em cima, 308/76, 555/77 ("Vasquinho", o condutor), 248/77, 79/77 e 522/77; em baixo, 335/76 e 66/77.
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quarta-feira, dezembro 05, 2007
Memórias do Baú CXVI - "Jogos da Amizade"

Após a largada, os balões elevaram-se no ar, levando para longe as mensagens de amizade dos "ratas".
Algumas foram tão longe quanto o edifício do Corpo de Alunos... ;-)
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quinta-feira, novembro 29, 2007
quinta-feira, novembro 22, 2007
Memórias do Baú CXIV - Exercícios Militares

Carregueira, 1985.
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domingo, novembro 18, 2007
Memórias do Baú CXIII - Os Chás Dançantes

Cartaz do Chá Dançante do 7º ano, em 1984. A referência ao "11º ano" visava marcar a diferença para os outros Chás do ano - este sim, ia ser especial.
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quarta-feira, novembro 14, 2007
Dois Anos de "Blog"
Do Que Eu Gostei Mais
A criação do tema A Foice em Memória Alheia (A Última Vítima do Grizzly, Uma Aula de Condução Sem um Final Feliz).
O testemunho do "Alvin", Olhos Nos Olhos.
Do Que Eu Gostei Menos
Pouca contribuição dos visitantes para complementar as memórias.
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terça-feira, novembro 13, 2007
Uma Aula de Condução Sem um Final Feliz (Parte II)
Continuação de Uma Aula de Condução Sem um Final Feliz (Parte I).
O percurso seguido pelo carro foi o documentado na figura abaixo: partida do estacionamento em direcção ao Pavilhão de Ciências, subida da rampa até ao ginásio, passagem pelo campo de futebol de 11 (“[...] onde fizemos alguns piões, sempre muito bem conduzidos pelo Miguel [Tribolet de Abreu – 66/1977...]”), regresso à rampa, passagem pelas traseiras do ginásio, descida em direcção ao Corpo de Alunos e regresso ao topo do campo de futebol de 5 pela estrada paralela ao mesmo.
“Este percurso foi feito duas ou três vezes, e numa delas encontrámos, junto ao campo de obstáculos, um grupo de alunos do nosso curso a descer a rampa para os pavilhões de mecânica em cima de uma das viaturas que se encontrava na parada. Esta foi, de facto, uma noite muito agitada!”
“Trocámos de condutor várias vezes, até que me tocou a mim... Correu tudo mais ou menos bem até que, quando já tínhamos feito a volta, e nos estávamos a dirigir para o campo de futebol de 5, perdi o controlo do carro e, ao fazer a curva, este foi direito à parte de trás da baliza, destruindo-a, bem como às tabelas e à vedação. O mais irónico é que durante essa semana tinham acabado de colocar tabelas novas e uma vedação alta para que se pudesse jogar ténis.”
A vedação tinha uma base em madeira (tabelas) e um corrimão (tubo metálico) à altura da cintura; por fora, havia uma rede com vários metros de altura. O impacto foi atrás da baliza, e o carro destruiu a base de madeira e o corrimão, passou por debaixo da rede, que se deformou, e levou a baliza à frente. Depois da passagem do carro, que se imobilizou já completamente dentro do campo, a rede voltou praticamente à sua posição inicial, fechando-o lá dentro.
Mas voltemos ao momento do impacto. Segundo o Arantes (522/77), que também ia dentro do carro, “[…] quando estávamos a sair do troço ao longo do relvado, ao lado do campo de futebol de 5, o ‘Vasquinho’ não conseguiu controlar o carro e ‘apontou-o’ à pista pequena. Conseguiu ‘desviar-se’ deste obstáculo e ‘apontou-o’ então ao campo de futebol de 5, mas, apesar do carro estar quase parado, em vez de carregar no pedal do travão, enganou-se e carregou no pedal do acelerador, e... ‘TRUZ, BANG...’ […]”
Continua em Uma Aula de Condução Sem um Final Feliz (Parte III).
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quinta-feira, novembro 08, 2007
Memórias do Baú CXII - A Viagem de Finalistas
"Voici la France" era o título de um documento de 10 páginas produzido pelo Prof. Guy-Roger Meitinger para suporte à viagem de finalistas de 1984/85.
Para além do programa da viagem, que incluia o programa cultural, o documento continua mapas, dados físicos (localização, fronteiras, área, etc.) e um conjunto de informação turística. O programa constava de visitas aos principais museus, e deixava ainda bastante tempo livre para outras actividades.
Numa altura em que o acesso à informação era muito mais limitado e trabalhoso do que é hoje, a informação sobre os pontos de interesse publicada foi de extrema utilidade para planear o tempo livre e facilitar a "navegação" na cidade.
Apesar de ser a pessoa que mais podia dar sugestões sobre a melhor forma de aproveitar a visita, a relação do curso com o Prof. Meitinger ao longo da viagem nem sempre foi a melhor.
O Prof. Meitinger nunca tinha sido professor do curso, e foi imposto pela Direcção para fazer a ligação com as entidades a visitar (museus, etc). Esta função veio a revelar-se necessária, mas o curso entendia que estava a ser ocupando um lugar que este preferia ver ocupado por um professor que tivesse sido importante para a sua formação (Ex: Dario, Carmo).
Hoje, com a informação disponível na Internet, não seria certamente necessário produzir o "Voici la France": bastaria o envio prévio de um e-mail com links para sites a visitar para obter informação.
Mas, já que se fala em Internet, basta uma simples pesquisa por nome, e... voici monsieur Meitinger. Em destaque no texto está a sua passagem por Lisbonne, que marcou o início de uma carreira internacional. Infelizmente, não fala no Colégio nem na viagem de finalistas de 1984/85...
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terça-feira, novembro 06, 2007
Memórias do Baú CII - A Viagem de Finalistas (actualização)
Publicado em 28/08/2007; actualizado em 06/11/2007.
Um grupo de Colegiais observa, intrigado, um relógio de água em funcionamento num centro comercial nos Champs Elysées (Galerie du Claridge).
Este relógio, instalado em 1979, foi desenhado por Bernard Gitton, e foi o primeiro de cerca de 30 que se encontram em exposição por todo o mundo. Foi retirado no fim da década de 90, por se encontrar degradado. Depois de obras significativas no centro comercial, foi colocado um novo relógio, significativamente mais pequeno, no piso 0 (o piso superior dos dois atravessados pelo relógio anterior).
Um modelo idêntico (ainda maior do que o da primeira fotografia) esteve instalado durante alguns anos no CascaiShopping. Foi retirado para permitir a expansão da zona dos restaurantes, e está guardado "à espera de um novo local onde possa ser montado" (sic).
Os curiosos sobre este tema podem encontrar mais informações neste link.
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domingo, novembro 04, 2007
Destaques de Setembro e Outubro de 2007
Este "post" apresenta os destaques do "blog" referentes aos meses de Setembro e Outubro de 2007.
Os alunos do "Bata" fartaram-se de o ouvir dizer que "só havia um melhor do que eu, mas já morreu". Finalmente foi esclarecido este mistério, através de um artigo escrito e enviado para publicação pelo próprio "Bata": Centenário do Nascimento de um Notável Matemático. A não perder.
O tema A Foice em Memória Alheia "voltou a mexer", agora com Uma Aula de Condução Sem um Final Feliz.
No tema Memórias do Baú, é hora de Exercícios Militares.
Merecem sempre destaque no "blog" o Índice Temático e os Comentários Anteriores.
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sábado, outubro 27, 2007
Centenário do Nascimento de um Notável Matemático
António Aniceto Ribeiro Monteiro, Ex-78/1917
Artigo escrito e enviado para publicação por José Manuel Sena Neves ("Bata"); fotografias cedidas pela família de António Aniceto Monteiro.
António Aniceto Ribeiro Monteiro (1907-1980) era filho de D. Maria Joana Lino de Figueiredo Silva Monteiro e de António Ribeiro Monteiro, tenente de Infantaria.
Nasceu a 31 de Maio em Moçâmedes, Angola, quando seu pai cumpria ali uma comissão de serviço e onde viria a falecer, atacado pelas febres, em 7 de Julho de 1915.
Já em Lisboa, na zona do Círculo Escolar Oriental, completou a instrução primária do 2.o grau, em 13 de Agosto de 1917. Em 1 de Novembro de 1917 ingressou no Colégio Militar tendo-lhe sido atribuído o número 78 e aí permaneceu até 7 de Julho de 1925, data em que concluiu o Ensino Secundário, completando o que na época se designava por Curso Complementar de Sciências. Ao longo da sua permanência no CM foi distinguido com três louvores, dois pela seu “procedimento moral” (anos lectivos 1919-1920 e 1922-1923) e o terceiro por “trabalhos práticos” (ano lectivo 1924-1925).
Como curiosidade, refira-se que a melhor nota que obteve em Matemática foi 14 valores, conseguida no exame escrito do Curso Complementar de Sciências e que (com excepção das classificações que lhe foram atribuídas nos exames do citado Curso) as notas em Física foram sempre superiores às de Matemática.
Em 22 de Julho de 1925 alistou-se no Grupo de Artilharia a Cavalo, aquartelado em Queluz, com o posto de Primeiro Sargento Cadete. Depois matriculou-se no Curso de Ciências Matemáticas da Faculdade de Ciências de Lisboa, cuja licenciatura concluiu em 1930.
De 1932 a 1936 estudou em Paris como bolseiro da Junta de Educação Nacional (que mais tarde passou a Instituto para a Alta Cultura) tendo, em 1936, obtido o grau de Docteur és Sciences Mathématiques na Universidade de Paris com uma tese intitulada Sur l’aditivité des noyaux de Fredholm, orientada por um importante matemático francês, Maurice Fréchet (1878-1973), que, em carta dirigida ao Instituto para a Alta Cultura, afirma que o júri que avaliou a tese de doutoramento de António Aniceto Monteiro, decidiu por unanimidade conceder-lhe a menção de «très honorable» que, embora não constando no diploma, está registada nos arquivos da Faculdade.
Ainda em 1936, já em Portugal, funda em Lisboa, juntamente com António da Silveira e Manuel Valadares, o Núcleo de Matemática, Física e Química, cujas actividades se iniciam a 16 de Novembro, (terminaram a 6 de Novembro de 1939) permitindo que se encontrassem, provavelmente pela primeira vez, os matemáticos António Monteiro, Bento Caraça e Ruy Luís Gomes, os três principais impulsionadores do Movimento Matemático.
Em 1937, surge a revista Portugaliae Mathematica, em cujo primeiro volume se escreve “revista editada por António Monteiro, com a cooperação de Hugo Ribeiro, J. Paulo, M. Zaluar Nunes”.
Em 1939, começa a funcionar o Seminário de Análise Geral, em Lisboa, dinamizado por António Aniceto Monteiro, primeiro na Faculdade de Ciências e depois no Centro de Estudos Matemáticos de Lisboa, do Instituto para a Alta Cultura. Também neste ano é fundada por Bento de Jesus Caraça, António Monteiro, Hugo Ribeiro, José da Silva Paulo e Manuel Zaluar, a “Gazeta de Matemática”, «Jornal dos concorrentes ao exame de aptidão e dos estudantes de matemática das escolas superiores», cujo primeiro número sai em Janeiro de 1940. Ainda neste ano, em 12 de Dezembro, um grupo de matemáticos funda a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) e escolhe, por unanimidade, António Aniceto Monteiro para seu Secretário Geral. No ano seguinte, em Fevereiro, é formado o Centro de Estudos Matemáticos de Lisboa cujo impulsionador é, mais uma vez, António Monteiro. Em 4 de Outubro de 1943, Ruy Luís Gomes funda a Junta de Investigação Matemática (JIM), em colaboração com Mira Fernandes e António Monteiro. Em Dezembro do mesmo ano, António Aniceto Monteiro vai para o Porto, com a família, onde fica cerca de um ano a dirigir, no Centro de Estudos Matemáticos, o Seminário de Topologia Geral.
Como o próprio António Aniceto Monteiro diz no seu curriculum: “durante o período de 1938-43 todas as minhas funções docentes e de investigação, foram desempenhadas sem remuneração; ganhei a vida dando lições particulares e trabalhando num Serviço de Inventariação de Bibliografia Científica existente em Portugal, organizado pelo IAC”. Uma vez que, por razões políticas, lhe foi negado o ingresso na carreira universitária (Aniceto Monteiro recusou-se a assinar uma declaração de fidelidade ao Estado Novo por considerar tal declaração um insulto à sua inteligência, conforme testemunha o Brigadeiro Armando Girão, seu colega de curso no CM) vê-se forçado em 1945 a aceitar um contrato por quatro anos que, por recomendação de Albert Einstein (1879-1955), Jhon von Neumann (1903-1957) e Guido Beck (1903-1998), lhe foi proposto pela Faculdade Nacional de Filosofia do Rio de Janeiro para a cátedra de Análise Superior.
Durante a sua permanência no Rio de Janeiro, é nomeado investigador do Núcleo Técnico Científico da Fundação Getúlio Vargas (1945-1946) e do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas.
É de assinalar que, em Julho de 1946, Alfredo Pereira Gomes obtém o doutoramento na Universidade do Porto com uma tese orientada por António Aniceto Monteiro.
Não tendo sido renovado o seu contracto com a Faculdade Nacional de Filosofia do Rio de Janeiro, ao que se crê por pressão da Embaixada de Portugal no Brasil, em 1950 Monteiro chega à Argentina contratado pela Universidad Nacional del Cuyo (sediada na cidade de San Juan, província de Mendoza) onde até 1956 é docente de Análise Matemática na Faculdade de Engenharia, tendo no primeiro ano acumulado com a docência de Matemática na Faculdade de Ciências da Educação da mesma universidade, na cidade de San Luis. No ano seguinte, António Monteiro é co-fundador do Departamento de Investigaciones Científicas (DIC) e a partir de 1953 é docente no Instituto de Matemática do DIC da Universidad Nacional del Cuyo, acumulando com a docência na Faculdade de Engenharia. Entre 1954 e 1956, lecciona também na Escola de Arquitectura da Faculdade de Engenharia, em San Juan.
Em 1956 recusa o lugar, ganho por concurso, de Professor de Análise na Faculdade de Ciências Exactas da Universidade de Buenos Aires e ainda da Universidade do Chile, aceitando o convite da recém criada Universidad Nacional del Sur (UNS), Bahía Blanca, Argentina, para nela se incorporar e permanecer até à sua jubilação em 1975. Só regressa a Portugal em 1977. Neste ano, o Instituto Nacional de Investigação Científica (INIC) de Portugal, cria um lugar de investigador para António Aniceto Monteiro e ele permanece em Portugal cerca de dois anos, após os quais regressa a Bahía Blanca onde vem a falecer em 29 de Outubro de 1980.
Várias homenagens têm sido prestadas a António Aniceto Monteiro, das quais destacamos as seguintes:
(1) A Biblioteca do Instituto de Matemática do Departamento de Investigaciones Científicas de la Universidad Nacional del Cuyo que ele criou, tem actualmente o seu nome, Biblioteca Dr. António A. R. Monteiro.
(2) Em 30 de Maio de 1972, é agraciado com o título de Profesor Emérito de la Universidad Nacional del Sur, que ninguém mais recebeu até hoje.
(3) Em 1974 é nomeado Membro Honorário da Unión Matemática Argentina.
(4) Em 1978 é distinguido com o Prémio Gulbenkian de Ciência e Tecnologia pelo seu trabalho “Sur les Algèbres de Heyting Symétriques”.
(5) Em Outubro de 2000, o Presidente da República Portuguesa, Jorge Sampaio, concedeu-lhe, a título póstumo, a Grã-Cruz da Ordem Militar de Santiago da Espada.
A grandeza da sua obra científica pode ser comprovada pelos mais de cinquenta trabalhos científicos que realizou. Alguns deles são em co-autoria com outros matemáticos, entre os quais se encontram os portugueses Hugo Ribeiro e Maurício Peixoto.
Como reconhecimento de que António Aniceto Monteiro é um dos maiores matemáticos portugueses do séc XX, foi inaugurada em Lisboa, em 31 de Maio do corrente ano, uma exposição comemorativa do centenário do seu nascimento, promovida pela Sociedade Portuguesa de Matemática. Nessa exposição, patente no Museu da Ciência da Universidade de Lisboa até ao dia 29 de Julho, o Colégio Militar colaborou disponibilizando vários documentos relativos à sua vida colegial, os quais ocupam uma estante da referida exposição. Nos dias 4 e 5 de Junho realizou-se o «Colloquium António Aniceto Monteiro» com participação de professores das Universidades Clássica e Nova de Lisboa, Évora, Estado do Rio de Janeiro, Federal do Rio de Janeiro, Católica do Rio de Janeiro, Complutense de Madrid, Buenos Aires, Nacional del Sur (Argentina), e Firense (Itália). Nele foi enfatizada a contribuição de Aniceto Monteiro para a criação de centros de investigação matemática em todos os sítios por onde passou.
É de assinalar que a Universidad Nacional del Sur, onde Aniceto Monteiro leccionou durante mais tempo, também promoveu actividades comemorativas do centenário do seu nascimento, realizando nos dias 30 e 31 de Maio e 1 de Junho, o IX Congresso Dr. António Monteiro, cujo tema central foi “Lógica Algebraica” que contou com conferencistas matemáticos da Argentina, dos Estados Unidos, de Portugal, de Espanha e de Itália.
Podemos afirmar que o Prof. Doutor António Aniceto Ribeiro Monteiro tem direito a figurar num dos primeiros lugares da extensa lista de Portugueses Ilustres que foram alunos do Colégio Militar.
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quinta-feira, outubro 25, 2007
Memórias do Baú CXI - Exercícios Militares

Carregueira, 1985.
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domingo, outubro 21, 2007
Uma Aula de Condução Sem um Final Feliz (Parte I)
O Sr. Delgado foi o fotógrafo oficial do Colégio durante mais de 30 anos.Na primeira metade da década de 80, usava para as suas deslocações profissionais um Ford Cortina Mk1 azul que, apesar de já ter cerca de 20 anos, correspondia por inteiro às exigências do dia-a-dia.
Por uma questão de conveniência pessoal, certamente não relacionada com o trânsito caótico ou a falta de estacionamento (problemas que ainda não tinham grande expressão), o Sr. Delgado deixava muitas vezes o carro no Colégio durante a noite, na zona entre o Corpo de Alunos e o campo de futebol de 5.
A presença do carro representava uma tentação muito difícil de resistir para um conjunto de jovens que começavam a dar os primeiro passos na "arte" da condução, e para os quais alguns kilómetros conduzidos representariam um grande valor acrescentado à sua formação.
É de uma dessas experiências que vamos falar nesta série, "conduzidos" pelo "Vasquinho" (555/77), um dos participantes.
"Numa noite de sexta-feira, estava um grupo de graduados a preparar a montagem do "Chá Dançante", quando de repente alguém se lembra de propôr 'Vamos dar uma volta no carro do chulógrafo?!!!'. Num instante, um grupo de 7 ou 8, comigo incluído, disse 'Bora aí!!!'."
"Já não me lembro de todos os que participaram, mas um que tenho a certeza foi o Miguel Tribolet (66/77), que por sinal foi o primeiro a conduzir o fantástico Ford Cortina, que se encontrava estacionado (ilegalmente !!*) debaixo das árvores, junto ao campo de futebol de cinco."
"Entrámos todos** para dentro do carro, pusemos o motor a trabalhar utilizando a lima de um corta-unhas ou um canivete, e lá fomos..."
Continua em Uma Aula de Condução Sem um Final Feliz (Parte II).
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* Este detalhe viria a ter bastante relevância numa fase posterior do processo.
** Sete, três à frente e quatro atrás.
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