Os Claustros em LEGO
4554 peças.
4,9 Kg de peso.
Uma pequena fortuna gasta.
Uma enormidade de tempo dispendido.
Uma enorme satisfação com o projecto e o resultado final!
O resultado final pode ser visto numa série de 14 vídeos, a começar neste link.
Blog do 357/77, desde os tempos do Colégio até à eternidade...
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Pedro Chagas
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Continuação de Gratidão (Parte I).
Um dia, de visita ao Colégio para "farejar" nos negativos deixados pelo Sr. Delgado, encontrei o Prof. Dario. Já me tinham dito que ele ia lá regularmente, geralmente duas vezes por semana, ficava um bocado pelo Bar de Oficiais, almoçava na Messe de Oficiais, e regressava a casa.
O número de professores (e restantes funcionários) do seu tempo ia-se reduzindo progressivamente, mas ainda arranjava companhia para uma conversa ou uma "cartada". Em relação aos oficiais, com excepção dos Antigos Alunos, havia alguma indiferença face a alguém que era considerado um símbolo de um tempo que eles não viveram, e agora o que lhes interessava era o presente, cheio de indefinições quanto ao Colégio e às próprias Forças Armadas. Deixavam-no entrar e estar à vontade, mas tratavam-no sem grande deferência ou proximidade.
Sentámo-nos no Bar de Oficiais e conversámos longamente.
Nunca pertenci à Classe Especial, nem sequer estive perto. Fui aluno do Prof. Dario no 1º e 2º anos, tendo sido seguramente um dos 20% piores alunos que lhe passaram pelas mãos. Ainda assim, foi um dos professores que mais me marcou, pela exigência que tinha para com o seus alunos, pelo apoio que lhes dava para ultrapassarem os seus limites, pela dedicação que tinha ao Colégio, etc., e foi isso que tive a oportunidade de lhe dizer nessa tarde.
Ele ficou surpreendido - possivelmente não esperava que esta "confissão" viesse de um aluno que só não esteve no 3º Grupo quando havia 4 Grupos... - e emocionado, o que era frequente acontecer quando encontrava um Antigo Aluno.
Mas eu também fiquei emocionado e "estiquei-me" ainda mais... disse-lhe que havia muitos Antigos Alunos que gostavam de ter uma oportunidade de lhe manifestar o seu reconhecimento, e que eu haveria de, na medida das minhas capacidades, trabalhar para que isso fosse possível.
Nos anos seguintes surgiram várias ideias, umas mais formais, outras mais espontâneas, outras "megalómanas"... até finalmente surgir a oportunidade perfeita: a atribuição por parte da AAACM do Prémio Barretina "Amigos do Colégio".
A oportunidade era perfeita porque era só entre o Prof. Dario e os seus alunos; era perfeita porque ocorria num evento com bastante dignidade, o jantar que reúne anualmente quatro centenas de Antigos Alunos de todas as idades num espaço de grande prestígio; era perfeita porque este se trata do único prémio que é atribuído pela Associação a quem não é Antigo Aluno. Para além de ser perfeita, essa oportunidade, embora estivéssemos longe de o imaginar, seria também a última, uma vez que poucos meses depois o Prof. Dario deixaria fisicamente a nossa companhia.
O Prof. Dario subiu ao palco e recebeu o prémio das mãos do Presidente da AAACM, perante um aplauso forte, longo e de pé. Fez um discurso simples e sentido, de quem não trabalhou a pensar em distinções, mas sim em ensinar e educar.
Obrigado, Prof. Dario. Sentirei sempre a sua presença.
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Continuação de Os 25 Anos de Entrada (Parte X).
Esta sim, é a placa dos 25 anos de entrada do curso de 1977/85.
A fotografia apresentada em Os 25 Anos de Entrada (Parte X) era apenas um trabalho de edição fotográfica de má qualidade.
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Apesar de ter terminado a sua carreira como professor em 2005, o Prof. Sena Neves, mas conhecido como "Bata", acedeu a dar uma aula de Matemática por ocasião da comemoração dos 25 anos de saída do curso de 1977/85.
Segundo o próprio, foi uma "dupla maldade", porque teve que preparar a aula e porque esta substituiu a missa habitualmente existente na agenda das visitas dos cursos.
O vídeo da aula está neste link. São 30 minutos "imperdíveis" para quem foi aluno do "Bata".
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"Faz hoje [12 de Maio de 2010] 28 anos que fomos para o aeroporto receber o papa João Paulo II, no nosso 5º ano.
Perfilados dum lado e do outro da Avenida que liga as Partidas ao Relógio, e com imenso povo apertado por trás de nós, mas sempre respeitoso, esperámos uma hora ou mais, em farda de gala e em sentido, para cada um de nós fazer continência durante apenas dois segundos, à medida que o Rolls-Royce do Papa passava por nós.
Mesmo sendo tão breve, foi para mim um momento emocionante, que compensou largamente a semana de treinos a praticar o fazer e desfazer sequencial da continência."
Manuel de Freitas (204/1977), por e-mail
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