quinta-feira, agosto 17, 2006

Memórias do Baú LIX - A Canon Canonet

O site da Canon apresenta-a como "Canon's first intermediate-class, Lens-Shutter 35mm camera". A sua comercialização começou em Janeiro de 1961, tendo o número de unidades vendidas ultrapassado um milhão.

A do meu pai foi comprada em Agosto de 1964, em Singapura, a caminho de uma Comissão em Timor. Depois andou pela Guiné e por Angola, para finalmente regressar à Metrópole e terminar a sua "carreira" de 21 anos... comigo, no Colégio Militar.

O pó, os maus-tratos, a falta de manutenção, e também o facto de o mundo entretanto ter passado a ser a cores, contribuiram para que as fotografias na fase final não tivessem grande qualidade, mas mais não se podia exigir a esta "guerreira", após uma "carreira" certamente mais longa do que a esmagadora maioria do seu milhão de "irmãs".

Na viagem de finalistas (Páscoa de 1985), na passagem por Andorra, comprei uma máquina nova; poucas semanas depois, já no início do 3º Período, a Canonet tirou a sua última fotografia.

Agora observa, divertida, o novo mundo digital a partir de uma prateleira em minha casa.

4 comentários:

Anónimo disse...

Será que o Barrigão ainda tira fotos com a Nikon que ele comprou em Andorra?
Ainda me lembrou dele a explicar ao Bata que aquela máquina tirava fotos com uma obturação 1/2000, "tirava uma foto de um F1 de lado numa corrida como se ele tivesse parado"
Desde que comprei a minha digital tb a outra, Jenaflex (made in DDR), ficou a observar...fechada no armário.
/LB

Bigbelly disse...

Bom a Nikon the Andorra está no estaleiro, agora é mais betão B25 e aço A400. Quanto ao Bata ele nunca entendeu a minha explicação, o forte dele não era a matemática

Jags disse...

Outras câmeras famosas desse tempo eram, se bem se lembram a minha Minolta SRT101 (já reflex, pois então e viva o luxo) datada de 1971, trazida de Angola, tendo aí tirado fotos que se tornaram famosas na imprensa política do pós-25 de Abril, as da Revolta Popular na praça do Estado-Maior em Luanda. O feito maior desta câmera Minolta, agora com 35 anos, é que ainda continua a funcionar e a ser usada frequentemente. Caso se recordem levei-a a tiracolo (Sim , já sei, gozem lá um pouco - levei a câmera e mais alguma coisa a tiracolo), à nossa Reunião dos 25 anos nos Claustros. O digital, realmente dá realmente muito jeito, mas para conseguir aquilo que eu quero e não o que a máquina quer, tem de ser com a velhinha mesmo. Outra também famosa é a aquela Câmera do Casquilho com lentes intercambiáveis (uma espécie de zoom de tira e põe) que fotografou a primeira série de slides que seriam para ser exibidos na nossa Récita. Já não me lembra a marca das mesma. O Casquilho, (sei que ele me vai perdoar esta,porque é em tom paternalista, não puramente sarcástico), aquela câmera, os resultados e os custos, contribuiram imenso para a minha aprendizagem sobre a técnica fotográfica em geral. Ensinaram-nos a como não fazer as coisas. Mas por outro lado, O Fofo (Ex-82) e a sua Nikon trazida via Macau/Hong-Kong, e a qual depois veio a safar a Récita, ensinou-me que se podiam obter resultados muito aceitáveis com equipamento simples desde que se domine minimamente os princípios da técnica. Outro contributo positivo.

Pedro Chagas disse...

jags,

o teu regresso aos comentários marca oficialmente a "rentrée"... ;-) Por onde tens andado?

Lembro-me do "fiasco" dos slides da récita, embora já tenha "perdido" a maioria dos detalhes. Mas lembro-me do Casquilho dizer que tinha tirado uma fotografia ao "Bata" com zoom em que "até se lhe viam os pêlos da careca", e o resultado foi uma imagem razoavelmente distante... supostamente achou que o rectângulo da focagem era o resultado do zoom... ;-)

Tenho a ideia de que, para nos desenrascarmos, acabámos por ir pedir os "slides" enprestados à malta do ano anterior.