No Divã da "Enferma": os "Fixes" e os "Não-Fixes"
Para um curso habituado a viver em "anarquia", com várias facções mais ou menos organizadas e um futuro líder tacitamente aceite por todas, mas que não apareceu no início do 8º ano, passar a ter uma estrutura formal de liderança foi uma experiência... interessante.
Apesar desta estrutura formal, os circuitos de disseminação da informação continuavam a ser muito "ad-hoc", em função das relações estabelecidas no passado. Quando havia "coisas" para saber, havia sempre quem as sabia e quem não as sabia, formando dois grupos de dimensões semelhantes e relativamente estanques.
Quando realizámos uma visita de estudo ao Campo Militar de Santa Margarida, houve a necessidade de, por limitações logísticas, dividir o curso em dois grupos de igual dimensão, um dos quais almoçaria na Messe de Oficiais com o Comandante da Unidade, enquanto o outro almoçaria na Messe de Sargentos.
A divisão do curso ficou a cargo do Comandante de Batalhão, e os dois grupos resultantes representaram simbolicamente a divisão do curso, tendo sido "baptizados" de "Fixes" e "Não-Fixes".
A terminologia "pegou", e a partir desse momento era vulgar uma conversa entre "Não-Fixes" ser interrompida por causa da aproximação de um camarada, exclamando alguém "cuidado que este gajo é 'Fixe'!".
Enfim, brincadeiras... A brincar, a brincar... ;-)
4 comentários:
Havia um agente duplo que sabia o que se passava de um lado e doutro, e que era tipo agência ANOP: servia para disseminar as últimas notícias :D
/LB
Venham os detalhes!...
Ah!...Isto transporta-me para o tempo da Guerra Fria e das anedotas do Brejnev...
Já agora, nesse almoço em Sta. Margarida, tirámos à sorte uns papelinhos com os números, de uma barretina, não foi? Tou a reinar... não,não foi.
Hmmm, foi mais "pim-pam-pum, cada bola mata um" ...não, tou a reinar, também não foi...
Ah,... "os gajos que sabem andar de bicicleta ponham a mão no ar!"... não, não foi...
Foi,...expositivamente determinado "que".
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